O presidente da Associaçom Galega de Amizade com a Revoluçom Bolivariana,  Xavier Moreda, leva com orgulho o apelido de seu avô, barbeiro e reconhecido gaiteiro assassinado por falangistas no 36, ao igual que cerca de umha dúzia de membros da sua família.   Xavier nom só é conhecido pola sua solidariedade internacionalista com o povo da Venezuela, pois tem sido activo militante da memória histórica em Vigo durante anos. O compromisso democrático da sua família levou-a a ser cruelmente assassinada polo fascismo espanhol. Porém, a semente vermelha de seus familiares cresceu viçosa neste cabeleireiro viguês de insubornável compromisso com a Galiza e as suas classes trabalhadoras.      
DL -A AGARB (Associaçom Galega de Amizade com a Revoluçom Bolivariana) é umha entidade que nos últimos anos tem feito diferentes iniciativas para dar a conhecer o processo revolucionário venezuelano e coordenar a solidariedade do movimento popular galego com a revoluçom bolivariana. Como avalias o trabalho feito pola associaçom que presides? 
Umha avaliaçom muito positiva pois houvo sempre por parte dos cônsules da Venezuela umha sensibilidade muito grande por ser o movimento bolivariano um movimento emancipador. Portanto, como AGARB, como entidade galega, nacional, é muito importante esta componente emancipadora.  
O consulado mostrou desde o primeiro dia umha abertura total. Isto permitiu que houvesse um achegamento muito rápido e umha participaçom em actos institucionais.  
Nunca se deu na Galiza semelhante cousa porque o consulado sempre foi até agora consulado do reino de Espanha. Modificar esta realidade sempre é difícil e, naturalmente, surpreendente. Mas o consulado na Galiza tem mostrado, como digo, um apoio absoluto à AGARB. 
Temos feito diferentes actividades. Tivemos a oportunidade de conhecer Gonzalo Gómez (galego-venezuelano fundador de Aporrea), por exemplo, por um conduto institucional, cousa que também permitiu que a AGARB fosse reconhecida institucionalmente. E nós ficamos muito contentes com este reconhecimento, pois achamos fundamental sermos reconhecidos a nível institucional pola Venezuela e nom termos complexos a respeito disto. Ter umha entidade para falar de tu a tu. 
DL - Polo que dis existe por parte do Governo Venezuelano umha compreensom da realidade nacional galega, cousa que é um problema na América Latina, pois nom todos os governos do continente, mesmo de esquerda e revolucionários, compreendem a existência de naçons sem estado na Europa e, no nosso caso particular, as naçons da Península Ibérica. Existe essa compreensom entom? 
Existe essa compreensom de facto. Nom oficialmente, evidentemente, umha vez que o consulado é consulado perante o Reino de Espanha e nom perante a República Galega, porque ainda nom existimos como tal, mas sim sabemos que o movimento bolivariano reconhece as diferentes naçons que existem dentro do seu próprio território, nom de umha maneira territorial mas sim admite, pola primeira vez na Venezuela, que existem essas naçons, esses povos originários. E, portanto, creio que existe essa mesma sensibilidade por parte dos novos diplomatas venezuelanos, que nom som diplomatas de carreira e que representam muito bem o processo revolucionário em marcha na Venezuela. 
DL - Qual é o papel que pode jogar a Galiza e os movimentos populares e de esquerda galegos em relaçom a essas dinámicas revolucionárias que estám a verificar-se tanto na Venezuela como no continente Latino Americano? 
Mais do que poderia eu diria o que deveria. Nom podemos esperar que venha alguém com umha varinha mágica e nos reconheçam como naçom. Nós devemos exigir, em todo o momento, de umha maneira cordial, mas exigir sempre, que nós somos umha naçom, isto nom é discutível e, portanto, estejamos onde estivermos, sempre temos que fazer valer a nossa voz ao mesmo nível que o resto de vozes.  
Nom podemos ir à Venezuela, onde som socialistas, bolivarianos, revolucionários... e que se pense na chave espanhola, reaccionária, que a Galiza fai parte de Espanha e, portanto, é Espanha. Nom, Galiza nom é Espanha. Somos das naçons mais antigas da Europa ocidental. A nossa realidade, se bem nom é a que queremos, temos de atingir que seja a que pretendemos. Se afinal, por exemplo, for avante a V internacional, a Naçom Galega tem que ser reconhecida como umha naçom em pé de igualdade com o resto de naçons do mundo.
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#1.- UNIDADE DAS FORÇAS GALEGAS INDEPENDÊNTISTAS
Xose Lois|23-02-2010 20:25
Pra min e um passo importantissimo cas forças independêntistas galegas chegen a acordos em materia linguistica e nacional  ainda que sejam de minimos.Nom podemos duvidar de si reintegrado sim ou nom;dependendo do ar que sople  nas orelhas dalguem.O reintegrado fainos reconhecer ante os povos  galego-lussossfonos e a primeira premissa para ser reconhecidos e essa.Como  vamos ser reconhecidos si ainda entre nos nom temos claro a onde vai a nossa lingua.Como dicia o linguista Ramalho Calero ¡o galego e,o galego português o e galego castelhnao¡Pra min esta  clarissimo  o nosso futuro como povo esta na pertença a esses povos;e nom como passa a um povo do Estado Espanhol situado no levante e gobernado por filofranquistas:Valencia pertenceu ao antigo reino Catalan e eles falam catalan pero conseguirom que o seu dialeto fora  reconhecido pela mais ranza extirpe espanholista en materia linguista.¿Estamos os galegos  mais conscentes da necessidade  de que o nosso idioma passe a ser un dialeto do castelhano?Ou seguir a tendença natural evolutiva da nossa lingua atravês do português;lingua irma e com futuro.O galego tal e como se fala ahora em Galiza e umha lingua reductibel as aldeas  e pouco mais;contaminada pelas verbas castelhanistas que  impussirom a basse de sangue e fogo.Nom deijemos esmorecer a nossa lingua fermossa e verdescente  en maos inimigas;nom cometamos o crimen de esquecela.       
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