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Vaga de corrupçom salpica também a Galiza, com a implicaçom reiterada de membros das forças policiais
A corrupçom, diz-se, é a forma mais descarnada de capitalismo, e agrava-se nos momentos de crise, quando à incerteza sobre o futuro se soma umha grande descomposiçom moral.
Galizalivre | 10-11-2009 a las 15:20 | 920 lecturas
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e fazermos caso deste asserto, compreenderemos o que se passa na nossa terra, com umha vaga terrível de aproveitamento privado de recursos públicos: políticos, polícias e guardas civis, empresários e mesmo algum professor universitário ocupárom nestes dias as capas dos jornais, confirmando o domínio do deus dinheiro sobre todas as cousas e todas as pessoas. No que levamos de outono, está a ser a zona de Lugo a que mais trascendência está a ganhar, o que nom quer dizer que o lixo nom se expanda por outras comarcas do país.
 
A corrupçom que saía nestes dias à tona de actualidade tem as suas raízes, quanto menos, três anos atrás. Já em 2006, a deputaçom presidida polo cacique espanhol Cacharro Pardo fora investigada, rematando as pesquisas policiais com umha dezena de detidos. A trama delitiva relacionava-se com irregularidades no sector imobiliário.

Neste mesmo ano, no mês de junho, revelava-se umha trama assente na chéfia provincial de tránsito, relacionada precisamente com o sobresseimento de multas. A pequena crise saldava-se com a demissom de Jesús Otero, o anterior subdelegado do governo.

E neste final de ano que andamos, dous novos casos batiam na já insensibilizada consciência cidadá: a detençom de concelheiros e o alcalde de Castro de Rei, seguidos pola vicepresidenta da deputaçom, vencelhados a irregularidades na contrataçom empresarial; e, no caso que a muitos resultou mais gritante, a detençom dum cabo da guarda civil, um polícia local e um funcionário do concelho. A acusaçom, fazer parte dumha rede de proxenetismo.

Forças policiais e proxenetismo.

A casualidade quijo que nas mesmas datas em que Aministia Internacional difundira o seu informe anual, acusando mais umha vez os corpos policiais do Estado de aplicarem maus tratos e torturas, se conhecesse aliás o alcanço da trama de proxenetismo argalhada arredor da cidade de Lugo. A operaçom que desmontou o entramado, baptizada como "Carioca", estivo dirigida de Espanha por agentes da UCO, e constituiu umha verdadeira limpeza interna dum corpo submetido a sospeitas mais que razoáveis.

Entre os 25 detidos nesta operaçom contra o pronexetismo, figuram importantes quadros policiais. Manuel Fernández, guarda civil jubilado da Ponte Nova, está ingressado em Monterroso, acusado de ser o responsável de segurança do prostíbulo intervido. Um outro dos implicados, Armando Lorenzo, é um cabo da brigada judicial da guarda civil, imputado por sete delitos: entre eles, os abusos sexuais, os chivataços a determinados clubes de alterne, e a protecçom a prostitutas em troca de contraprestaçom. Mais umha ironia: trabalhou durante a década de 90 numha unidade adscrita à audiência provincial, encarregada de importantes casos contra a delinquência organizada; e o seu último destino era a brigada de delitos contra as pessoas, nas que se incluía, por suposto, a prostituiçom.

Ainda há mais nomes chamativos. Um dos últimos detidos, o polícia local Ramón Vázquez Ríos, tinha umha grande relaçom com o proprietário do local Queens (também detido). O polícia, que ostentava o cargo de inspector, era um dos chefes de quenda da extinta brigada nocturna. Segundo fontes policiais aparecidas na imprensa comercial, a impossibilidade de controlar o que fazia às noites levou aos responsáveis a apartá-lo deste corpo.

Da polícia local à ORA, e daí às construtoras.

Nom é este o único caso que salpica o concelho. Um outro dos detidos é amigo do inspector, o funcionário local Javier Reguera Pérez, que estava em excedência por trabalhar para DOAL, a empresa concessionária da ORA na cidade. A sua actividade económica ligou-se com a privatizaçom do espaço público através de empresas de guindaste e aparcamento, e recentemente adentrara-se no sector imobiliário. Precisamente, seu era o solar e o prédio onde funcionava o local de prostituiçom chamado Queens.
 
Agora, lei de estranjaria.
 
Na mesma linha de descomposiçom generalizada, acordávamos hoje com as imagens de membros da guarda civil a registar a comissaria da polícia espanhola em Lugo, cumprindo ordes de assuntos internos chegados de Madrid. O motivo, a possível ilegalidade na aplicaçom da lei racista, conhecida como "lei de estranjaria", que contempla o encarceramento sem direitos e sem juízo prévio.
 
Desenlace previsível.

Dados os precedentes de outras operaçons (como as livradas contra o dono do club Scórpio, precisamente dirigida polo cabo e hoje preso Armando Lorenzo), nom seria de estranhar que se desinflasse o suposto "pulso anticorrupçom". Aliás de aumentar a venda de jornais e a atençom morbosa às notícias, operaçons como estas acabam por entupir-se nos corredores dos julgados, quase congeladas pola lentidom da justiça, e as muitas pressons cruzadas para nom tocar -polo menos nom tocar mui seriamente- os mais poderosos. Se isto for assi, o acontecido em Lugo nestes meses seria mais um capítulo dumha longa história.
http://www.galizalivre.org/index.php?option=com_content&task=view&id=2193&itemid=1
 
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