[Traducción al castellano]Carlos Morais foi torturado: sofreu tortura, breve, mas igualmente brutal; e é acusado de todo por se manifestar. Por ter despregado umha faixa; há vídeos e fotos que demonstram a sua detençom: mais de três policias de importaçom para um galego que, por ser o meu amigo, sei de quase todas as suas magnificas qualidades e a sua capacidade como dirigente político, mas também sei que nem é Superman nem ia protegido como os robocops enviados polo vice-rei Ameixeiras, comandante em chefe da repressom orquestrada para demonstrar a capacidade de leccionar doutrina social-democrática a partir da geografia artificiosa da mediocridade e das malheiras pret-à-porter. Detivérom-no no passado domingo, perante um rebanho de forte fedor berlusconiano; como se fossem de caça (estilo: escopeta nacional).
Morais foi detido frente a umha marcha de falangistas com "sección femenina" incluída.
Quem diria aos actuais dirigentes irresponsáveis políticos que actuariam como os seus predecessores franquistas, de quem herdárom, involuntariamente, mas sem renunciar -ainda!: deputaçons e tribunais TOP, protegendo os inventores da España: una, grande y libre; num jogo perigoso, protegem a alternância parlamentar; à encenaçom hipócrita da liberdade de expresom.
Todos, todas conhecemos esta sensaçom. Também os irresponsáveis do bipartido: caminhamos na rua e somos assaltados subitamente por uma lembrança que ecoa liberdade. Talvez, se tiverem algum resquício de memória, vai parecer-lhes algo que adivinho inóspito para a "classe política" e desagradável, ou já alheio, as leis ditadas à medida de um cumprido esquecimento. Mas é preciso que haja vozes contra a afonia ditada; vozes entre as e os galegas domesticados que impidam que podam expulsá-lo, como se fosse lixo; vozes que ajudem a reconstruir a memoria da esquerda, agora só inesquerda empenhada em ocupar de maneira inequívoca o centro, o lugar da mediocridade, ainda que seja "a hóstias" compartilhadas urbi et orbe polos defensores do que é nosso.
Os okupas de novo tipo; com vestimentas e gravatas de porteiro de hotel limpo, mas decadente, com disfarces inassumíveis: a conseqüência inestética da inexistência da ética.
Assumem, à ligeira e sem remédio, políticas que som só resíduos do apoliticismo. Alimentam o "todos som iguais", inventado noutrora por falangistas que cospem guerra em nome da paz; aos e às que lhes interessa o conflito artificial. 
Porque protegem o renascimento de um novo fascismo?
O novo-riquismo; doença que alcança toda a sociedade desprotegida por "comentaristas" políticos ou jornalismo rosa longe de "la vie en rose", como correia de transmissom e especificamente à chamada classe política no momento em que pisa tapete. 
Conseguem fazer esquecer a procedência na Galiza normalmente humilde, aumentando o auto-ódio ou autonojo. Com a excepçom das minorias minoritárias e da imensa minoria herdeira directa dos benefícios espúrios da repressom e dos crimes do fascismo. Dos bens confiscados como o Paço de Meirás, exemplo de neo-colonialismo; paradoxo derivado da cacarejada Lei da Memória que nos permitem visitar, por la gracia de Dios, os descendentes com Carmencita; bailadora a tempo parcial em "mira quem baila", do criminal general Franco. Os precursores do desprezo, os detractores da língua só falada por rojos e intelectuais, da língua só falada polo povo e por actores ridicularizantes por normativas que circunscreviam a língua a comédias ou actores como Xan das Bolas!
Os direitos humanos surgírom por meio dos direitos individuais. Como valores normativizados inerentes ao ser humano; impeditivos do poder omnímodo dos governante que quase sempre, pola graça divina fôrom sustentados pola hierarquia da Igreja Católica e nom por convicçom. Posteriormente, para controlar os abusos dos regimes autoritários e totalitários de onde procedem porque permitírom, compartilhárom ou colaborárom os fundadores do PP; partido de origem pré-democrática filo-falangista, carlista e da extrema-direita. O avanço da democracia ou do carácter de respeito à vida na sociedade contemporánea é provocado pelos direitos humanos; esses mesmos que a direita historicamente nunca respeitou os mesmos que gritam "libertad" e quando a policia reprime: "matarlos"!, darle bien para que hoy duerman calientes; a frase que talvez sensibilizados com a liberdade para educar dedicam aos seus filhos antes de se deitarem. Mas a mais bela frase foi aquela referida ao Chile na ditadura, às vítimas e aos avions.
Qual a relaçom entre os juízes e os torturadores do franquismo, e o sistema judiciário herdeiro directo do estado do 18 de Julho? Qual é a ligaçom entre Abu Graib a prisom de Guantanamo, os delinqüentes juvenis que queimam alegremente "pobres indigentes" como simples diversom, os dilemas dos direitos humanos e os genocidas da língua? É a constataçom de que para sermos, sonharmos, desejarmos, construirmos um mundo sem tortura e os direitos de ser o que já somos, algo tam elementar, é necessário atacar o fascismo de frente e sem medo à impunidade neocon que permite que só haja 40 imputados do PP (por questons eleitorais) imputados polo delitos que a direita confunde com direitos históricos. Contra a mesma impunidade que possibilitou o laissez faire dos governos social-democratas de tais crimes.
Justamente a mesma que iniciárom na Galiza a 20 de Júlio de 1936. A mesma. Sem a puniçom aos colaboracionistas, aos negacionistas aos torturadores de ontem, nom há como pensar em acabar com a tortura ; o simples fechamento de um notório centro como Guantánamo ou outro qualquer de violaçons à humanidade será insuficiente se nom houver a puniçom dos responsáveis.
Permanecem em postos públicos como Fraga Iribarne que pertencera a um governo imposto polo assassino general Franco.
O direito à memória ; a serem recordados por aquilo que cada quem fijo é indiscutível mais quando tanto se orgulham ante Deus e Espanha, e mais especialmente como derradeiras vontade polo que mais se orgulhara de ter feito em vida.
A tortura simboliza uma série de desrespeito do direito à vida, como à própria cultura e a obrigaçom vital de manter a língua própria, o direito digno à alimentaçom, ao transporte, à educaçom, à saúde, a umha vida sem violência. É importante que saiamos reforçados dos ataques fascistas e da iniviçom estratégica dos colaboracionistas por omissom ou oportunismo eleitoral; conscientes de que políticas terapêuticas recuperadoras da memória, têm um valor contra a bushificaçom (o terrorismo de estado como escusa) e contra todo o tipo de medidas beslusconinas ou berlusconianas que só nos levam polo caminho do fascismo comercial, quer dizer: de imagem amável e assumida polo consumidor-votante como própria, até que a crise sistémica o faga reagir: a velha anedota do "rastrillo" que o retornado renegado recuperou como angaço depois de o pisar e autolesionar-se involuntariamente.
É preciso ir além. É necessário determinar as responsabilidades de quem torturara e criar uma cultura de direitos. Há que deixar de pensar como súbditos antes do advento da República. É preciso acreditar que um mundo sem tortura é possível! O sistema democrático, constituído por inúmeros discursos da inesquerda; situada convenientemente na equidistância mais eleitoral que nunca, na indefiniçom interessada por nom terem ideias e porque estam à espera de que as cousas ocorram sem prevê-las. Devera ser acrescentado nos dias actuais por umha, ainda! novidade importante: os direitos humanos. O cerne, a questom crucial dos direitos humanos é limitar o poder omnímodo e repressor do Estado, garantindo a protecçom de qualquer indivíduo ainda que moleste Rubalcaba e o porta-voz dos cínicos Pepeblanco que dirigem sem sutilezas ao chamado poder judicial.
Que remexem a merda no tom necessário ao ritmo em campanha.
A importáncia reside em considerar a questom do poder político na perspectiva dos e das que estamos fora das instituiçons, sem representaçom parlamentar, como eles, como Tourinho comunista juvenil já estivérom antes.
Lembrem o franquismo, protegendo "constitucionalmente"aqueles que de algumha forma nom usufruem da plena e própria cidadania, os excluídos polo espanholismo decretado.
Defender a língua nom é um delito, mas a inibiçom perante os ataques fascistas algum dia estará tipificada no código penal junto ao negacionismo e a violência psíquica e de todo o tipo dos que permitem actuar contra a saúde física e mental do povo de que provenhem os e as re-negacionistas, os renegados e renegadas vítimas e defensoras do franquismo sociológico.
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