As forças de segurança do estado,«seqüestraram, torturaram e mataram» Jon Anza, é a versão em que insistem, de forma categórica, familiares, amigos e advogados do militante independentista, bem como a esquerda abertzale, depois de que o seu corpo sem vida tenha «aparecido» na morgue de um hospital de Toulouse onze meses após o seu falecimento. Fizeram ainda um apelo aos cidadãos de Euskal Herria para que na segunda-feira, às 8h30, vá até à morgue de Toulouse, face à recusa das autoridades francesas de que um médico de confiança participe na autópsia.
Familiares de Jon Anza, advogados, amigos e agentes sociais e sindicais participaram numa conferência de imprensa em Baiona, tendo enquadrado a morte do militante independentista na «guerra suja» e tendo feito um apelo à mobilização para impedir que, na segunda-feira de manhã, em Toulouse, se realize a autópsia caso não esteja presente um médico nomeado pela família. Algo que, a juntar ao tratamento «humilhante, cruel e miserável» que ontem foi dado aos familiares de Anza, agrava a situação e conduz à pergunta «de que têm medo?». Afirmaram de forma categórica que, no caso de um médico de confiança não ser autorizado a participar na autópsia, não aceitarão nenhum resultado, tal como a versão oficial, «insustentável».
Em nome de todos eles, o advogado Jon Enparantza refutou a inverosímil versão oficial e sublinhou que Anza «foi sequestrado, torturado e morto», num novo capítulo da «guerra suja».
Referiu que estão convencidos de que o militante independentista «esteve em poder» das FSE nos dias anteriores ao seu falecimento e apontou o dedo ao presidente do Executivo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, e ao presidente da República francesa, Nicolas Sarkozy, como responsáveis políticos pela morte. Sem esquecer Rubalcaba e Michelle Alliot Marie, tendo recordado que esta era na altura do desaparecimento de Anza a ministra do Interior e é agora a da Justiça.
Com o propósito de exigir responsabilidades políticas aos dois governos, fizeram um apelo especial à participação nas próximas mobilizações. Assim, lembraram que que vão manter a manifestação nacional convocada para 17 de Abril em Donibane Lohizune (Lapurdi), onde prevêem que as ruas se devem encher para chamar Michelle Alliot Marie diretamente à responsabilidade.
Fonte: Gara
via apurtu.org
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