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Sting ,Raoni**e Megaron*se unem contra usina de Belo Monte,Rio Xingu (PA)
"Quando o presidente Lula me deu uma medalha, ele disse que não ia assinar a construção da barragem de Belo Monte" afirmou o líder indígena Raoni, ao lado de um amigo,o cantor britânico Sting.
Diário do Pará | Diário do Pará | 23-11-2009 a las 2:40 | 1443 lecturas
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Raoni e Sting tomam café da manhã neste domingo (22), em São Paulo

"Fico preocupado: será que ele falou a verdade para mim?", questionou o cacique, tendo como intérprete seu sobrinho, o líder indígena Megaron.

Raoni recebeu, em 2007, a Ordem do Mérito Cultural do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O leilão da hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA), aguarda a licença ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), e deve acontecer em janeiro. Com um projeto estimado em R$ 20 bilhões, a usina é classificada pelo governo como essencial para garantir a oferta de energia elétrica necessária para o crescimento do Brasil. É também uma das grandes obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

"Eu sei que a obra faz sentido do ponto de vista econômico, mas, do ponto de vista ecológico, talvez não seja uma boa ideia", afirmou Sting, ex-líder da banda Police, durante entrevista na casa de Beto Ricardo, um dos coordenadores da o­nG Instituto Socioambiental.

O cantor conheceu Raoni durante o 1º Encontro dos Povos Indígenas do Xingu, na cidade de Altamira (PA), em fevereiro de 1989, e se engajou na luta pela demarcação das terras indígenas no Xingu. Logo em seguida, Sting criou em Nova York a Rainforest Foundation, ao lado de sua mulher Trudie.

Os líderes indígenas Raoni e Megaron reclamaram que seu povo não está sendo ouvido pelo governo. "Quando planejou Belo Monte, o governo não conversou com o índio", disse Megaron. "O índio não sabe o que é audiência pública, acha que é para brigar O presidente Lula acha que pode usar seu poder para fazer de qualquer jeito Belo Monte. Não pode ser assim."

Entre 28 de outubro e 2 de novembro, as lideranças indígenas do Xingu fizeram uma reunião na aldeia de Piaraçu (MT), para discutir o projeto de Belo Monte. Desse encontro resultou uma carta endereçada ao presidente Lula, em que as tribos se opõem à construção da usina, e questionam um parecer técnico da Fundação Nacional do Índio (Funai) que é favorável à obra.

"Meu povo está crescendo, e o governo quer fazer uma grande barragem em Belo Monte, que pode atingir a terra do meu povo", disse Raoni. "O Rio Xingu tem que ficar como está. Vivemos de peixe e de caça. Eu defendo a comida do meu povo. Vocês precisam respeitar meu povo. Meus netos e seus netos vão viver em paz, quando eu morrer."

O Brasil é signatário da Convenção 69 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que garante os direitos dos povos indígenas. Essa convenção prevê o governo precisa conseguir o consentimento prévio, livre e informado dos povos indígenas, antes de tomar medidas que os afetem.

No caso de Belo Monte, Megaron afirmou que não teve nenhuma notícia de conversas para apresentar o projeto e conseguir o consentimento.



*Megaron Txucarramãe, um dos líderes dos kayapós e administrador da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Colider, no Mato Grosso. Megaron é um benadjore, ou seja, um chefe indígena pai de oito filhos e casado com uma mulher. Ao contrário do que muitos leigos podem imaginar, os kayapós são monogâmicos.

 

  **Um índio kayapó chamado Raoni, líder indígena.

Desde que viajou o mundo ao lado do popstar inglês Sting, o cacique Raoni tornou-se uma verdadeira lenda em todo o planeta.

Com um grande botoque no lábio inferior da boca, óculos de grau e cocar na cabeça, não pára de falar um minuto em língua kayapó. E mais, tem cara de bravo.

Quem conhece o currículo do kayapó, sabe que o líder indígena sempre foi linha dura. Desde o ano de 1984, quando puxou uma das orelhas do ministro Mário Andreazza no governo militar para chamar a atenção sobre a questão indígena, nunca facilitou para os chamados “cara-pálidas”.

 

 

 

 
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