Rodolfo Fernandes, de Siareir@s Galeg@s, num momento da conversa
Continuando com a dinámica iniciada no ano 2005, as selecçons nacionais galegas, feminina e masculina, de futebol voltarám a protagonizar jogos neste mês de Dezembro, nos dias 27 e 28. Nos últimos tempos, noutras disciplinas deportivas vimos representantes da Galiza que, como tais, participárom em campeonatos oficiais e atingírom muito bons resultados, como a feminina, supcampeá no Mundial de futsal, que ganhou outra selecçom de umha naçom sem Estado, a catalá.
Aproveitando a actualidade da questom, decidimos conversar com um representante do colectivo de Siareir@s Galeg@s, que lidera na Galiza as reivindicaçons de reconhecimento para o direito a contar com selecçons oficiais de carácter nacional, à margem das respectivas espanholas. 
Rodolfo Fernandes fai parte do referido colectivo e aceitou responder a umhas perguntas para a recém estreada Kaos Galiza. Eis o resultado:
Kaos Galiza: Que é o colectivo de Siareir@s Galeg@s? Quanto há que existe e quais som os vossos objectivos?
Rodolfo Fernandes: A história de Siareir@s Galeg@s começa a meados da década de 90, quando um grupo de jovens nacionalistas, membros das mais destacadas claques do País, decidem superar o localismo que até esse momento estava fortemente arreigado nas bancadas das principais equipas de futebol galegas, promovido e impulsionado polo caciquismo local mais antigalego. Fôrom uns primeiros anos de muita actividade, tanto na rua como nas bancadas, em manifestaçons e actos públicos como em reunions com políticos e dirigentes federativos, ou simplesmente na festa e na luita.
Mas um ambiente de desánimo começou a interiorizar-se no colectivo, perante as infinitas negativas do governo franquista de Manuel Fraga e a estratégia do fascista Aznar de impulsionar selecçons “regionais”, como a navarra, valenciana ou murciana, para desactivar os avanços que Euskal herria e Catalunha figeram em matéria desportiva internacional.
Isto levou o colectivo à inactividade e a quase desapariçom, ainda que muitos membros seguissem a reclamar a oficialidade com actos nas diferentes bancadas galegas.
Com a mudança de governo autonómico e a provável reapariçom da selecçom de futebol, o colectivo decidiu voltar a organizar-se. Aginha se mostrou a simpatia da juventude galega com a iniciativa e, depois de uns primeiros meses de actividade, atingimos algo mais de 1.500 soci@s, a partir deste ponto e já com o debut da Selecçom Galega, após quase 70 anos, todo foi mais doado e o colectivo nom parou de medrar, chegando a ter acima das 2.700 pessoas asociadas.
Quanto aos objetivos estratégicos de Siareir@s Galeg@s, nom mudárom nada desde o seu começo. A nossa razom de ser é que a Galiza esteja representada como naçom em todos os desportos e em todas as competiçons internacionais possíveis, assim como o direito a tod@s os desportistas das comarcas galegas nom adscritas a Comunidade Autónoma da Galiza a participarem nas diferentes selecçons galegas.
Nalguns países, as torcidas ligadas ao futebol profissional tenhem orientaçom política de extrema-direita. Nom assim na Galiza, onde a prática totalidade de colectivos de siareir@s som de orientaçom independentista, de esquerda e anticapitalista. Como se explica essa realidade?
Suponho que a bancada pode ser um reflexo da própria sociedade, ou polo menos no caso galego assim se demonstra. Muitas das e dos jovens que integram essas bancadas som @s mesm@s que integram outras frentes de luitas sociais, sindicais ou políticas. Nom é por acaso ver nos fundos dos campos de futebol, onde se situa maioritariamente a juventude, as pessoas com menor poder aquisitivo, grande número de bandeiras galegas com a estrela vermelha, representativas da nossa dignidade como povo e como classe.
Depois de que nos anos 30 sim funcionasse umha selecçom nacional galega de futebol, o longo túnel do franquismo prolongou-se até 2005, quando se jogou o primeiro jogo amigável contra o Uruguai. Tem havido avanços no reconhecimento das selecçons galegas a nível internacional desde esse ano nalgumha especialidade?
Tem havido tímidos avanços em algum desporto, e incluso também algumha participaçom galega a nível internacional, como foi o recente subcampeonato do mundo de futsal, onde a nossa selecçom feminina foi subcampiá, mas nom é esta umha política habitual d@s dirigentes do desporto galego,que fogem do confronto com as federaçons espanholas.
O maior avanço nestes anos foi ver o apoio maciço do povo galego às suas selecçons, apesar de que a imprensa burguesa esteja a torpedear continuamente as nossas selecçons e a fazer campanha polas espanholas. Um exemplo disto deu-no o povo de Ferrol quando em apenas dous meses de distancia jogavam na cidade primeiro a selecçom espanhola de futebol salom, várias vezes campiá do mundo e com um forte apoio das instituiçon locais e imprensa burguesa, apenas 1.000 pessoas acodirom ao jogo do combinado estatal, enquanto dous meses depois e sem quase publicidade institucional e dos meios, a selecçom galega lotava o pavilhom de Ferrol com mais de 4.500 pessoas. É este apenas um exemplo, mas demonstra que o povo galego sim é pola oficialidade.
Que posiçom mantenhem as instituiçons? Som favoráveis ao reconhecimento pleno das selecçons nacionais galegas?
Em primeiro lugar, é justo reconhecer o papel da Secretaria Geral para o Desporto, para a criaçom das diferentes selecçons, mas mais importante ainda é o trabalho silencioso que estám a levar no dia a dia para derrocar o poder imposto nas federaçons desportivas pólo anterior governo de Fraga Iribarne; é esta umha luita muito importante para poder lograr avanços e o colectivo esta a 100% com o papel da Secretaria para o Desporto.
Mas nom todo pode ser autocomplacência e em diferentes ocasions temos feito ver às instituiçons que tenhem que ser valentes e avançar para a oficialidade das nossas selecçons. Nom havemos de ser nos que digamos que parte deste governo, que esté a apoiar as selecçons nom sejam favoráveis a oficialidade, mas sim dizemos que o movimento há que demonstrá-lo andando. Está na hora de fazer frente às corruptas federaçons do Estado, de nom acomplexar-se perante aos meios burgueses. Em difinitivo, está na hora de dar um passo mais em frente.
Entre os conteúdos mais negativos ligados ao fomento do desporto-espectáculo, está a visom masculina que se projecta. Como vai o vosso trabalho na reinvindicaçom do desporto feminino?
O colectivo arrastou desde o começo, pola sua própria composiçom, pouco trabalho com as selecçons femininas, foi já desde 2005 com a sua reorganizaçom quando decididamente se começou a trabalhar com as selecçons femininas. Nom poucas vezes o colectivo tem criticado a visom elitista e masculina do desporto espectaculo mas, como falamos com anterioridade, o melhor e demostrá-lo na praxe diária, e nos dias de hoje som muitas as desportistas femininas que mostrárom o seu agradecimento tanto a nível privado como publico para com este colectivo. Resta muito por fazer no campo do desporto feminino, mas o mais importante é que vamos no caminho certo.
Qual é a composiçom do colectivo de Siareir@s Galeg@s? Há umha definiçom ideológica?
A composiçom maioritária do colectivo é a juventude do povo trabalhador galego e a definiçom ideológica é a esquerda patriota e anticapitalista. O nosso colectivo é assembleiar e apartidarista e luitará contra toda atitude localista, que nom fai mais do que empequenecer-nos como povo.
É possível vencer as tendências localistas que alimentam os clubes em favor de umha visom nacional galega e de irmandade internacionalista? Tendes relaçom com colectivos similares de outras naçons sem Estado?
Ultrapassar as atitudes localistas é possível e temo-lo demonstrado, embora muitos entes públicos se gerem umha opiniom de confronto, como é o caso destes dias entre os governos municipais das duas princiapis cidades galegas. Esta história já a vivemos antes e nom vamos permitir o mínimo desleixo que nos afaste do caminho já iniciado pola oficialidade das nossas selecçons e o direito do nosso povo a ser reconhecido internacionalmente.
Quanto a relaçons internacionais, temos tido contactos com outros colectivos similares ou mesmo que, sem serem similares, sim luitam polo mesmo objetivo. Este ano figemos umhas Jornadas com as companheiras e os companheiros bascos de ESAIT; foi umha experiência enriquecedora para o colectivo e esperamos repetir com gente e organizaçons de outros paises em que, como no caso da Galiza, sejam vulnerados os seus direitos a existir e a participar como naçom livre e soberana.
Traducción al castellano de esta entrevista.
Siareir@s Galeg@s: "Nuestra razón de ser es que Galiza esté representada como nación a nivel deportivo" 
Siguiendo con la dinámica iniciada en el año 2005, las selecciones nacionales galegas, femenina y masculina, de fútbol volverán a protagonizar partidos este mes de diciembre, los días 27 y 28. En los últimos tiempos, en otras disciplinas deportivas hemos visto a representantes de Galiza que, como tales, participaron en campeonatos oficiales y consiguieron muy buenos resultados, como la femenina, submpeona en el Mundial de futsal, que ganó otra selección de una nación sin Estado, la catalana.
Aprovechando la actualidade de la cuestión, decidimos conversar con un representante del colectivo de Siareir@s Galeg@s, que lidera en Galiza las reivindicaciones de reconocimiento del derecho a contar con selecciones oficiales de carácter nacional, al margen de las repectivas españolas.
Rodolfo Fernandes forma parte del citado colectivo y aceptó responder a algunas preguntas para la recién estrenada kaos Galiza. Este es el resultado:
Kaos Galiza: Que es el colectivo de Siareir@s Galeg@s? Cuánto hace que existe y cuáles son vuestros objetivos?
Rodolfo Fernandes: La historia de Siareir@s Galeg@s empieza a mediados de los 90, cuando un grupo de jóvenes nacionalistas, miembros de las más destacadas peñas del País, decidem superar el localismo que hasta ese momento estaba fuertemente arraigado en las gradas de los principales equipos de fútbol galegas, promovido e impulsionado por el caciquismo local más antigalego. Fueron unos primeros años de mucha actividad, tanto en la calle como en las gradas, en manifestaciones y actos públicos como en reuniones con políticos y dirigentes federativos, o simplemente en la festa y en la lucha.
Pero un ambiente de desánimo empezó a interiorizarse en el colectivo, ante las infinitas negativas del gobiernto franquista de Manuel Fraga y la estrategia del fascista Aznar de impulsar selecciones “regionales”, como la navarra, valenciana o murciana, para desactivar los avances que Euskal Herria y Catalunya habían hecho en materia deportiva internacional.
Esto llevó al colectivo a la inactividad y a su casi desaparición, aunque muchos miembros siguieran a reclamar la oficialidad con actos en las diferentes gradas galegas.
Con el cambio de gobierno autonómico y la probable reaparición de la selección de fútbol, el colectivo decidió volver a organizarse. Enseguida se mostró la simpatía de la juventud galega con la iniciativa y, después de unos primeros meses de actividad, conseguimos más de 1.500 sociós y sócias, a partir de este punto y ya con el debut de la Selección Galega, después de casi 70 años, todo fue más fácil y el colectivo no ha parado de crecer, llegando a tener por encima de las 2.700 personas asociadas.
En cuanto a los objectivos estratégicos de Siareir@s Galeg@s, no han cambiado nada desde su comienzo. Nuestra razó de ser es que Galiza esté representada como nación en todos los deportes y en todas las competiciones internacionales posibles, así como el derecho a todos y todas las deportistas de las comarcas galegas no adscritas a la Comunidade Autónoma da Galiza a participar en las diferentes selecciones galegas.
En algunos países, las aficiones vinculadas al fútbol profesional tienen orientación política de extrema derecha. No es así en Galiza, donde la práctica totalidad de colectvos de sieareir@s son de orientación independentista, de izquierdas y anticapitalista. ¿Como se explica esa realidad?
Supongo que la grada puede ser un reflejo de la propia sociedad, o por lo menos en el caso galego así se demostra. Muchas de las y de los jóvenes que integran estas gradas son l@s mism@s que integran otras frentes de lucha social, sindical o política. No és casual que en los fondos de los campos de fútbol se vean, onde se sitúa mayoritariamente la juventud, las personas con menor poder adquisitivo, gran número de banderas galegas con la estrella roja, representativas de nuestra dignidad como pueblo y como clase.
Después de que en los años 30 sí funcionase una selección nacional galega de fútbol, el largo túnel del franquismo se prolongó hasta 2005, cuando se jugó el primer encuentro amistoso contra Uruguay. Ha habido avances en el reconocimiento de las selecciones galegas a nivel internacional desde ese año en alguna especialidad?
Ha habido tímidos avances en algún deporte, e incluso también alguna participación galega a nivel internacional, como fue el reciente subcampeonato del mundo de futsal, donde nuestra selección femenina fue subcampeona, pero no es esta una política habitual de los dirigentes del deporte galego, que huyen del enfrentamiento con las federaciones españolas.
El mayor avance en estos años ha sido ver el apoyo masivo del pueblo galego a su selecciones, a pesar de que la prensa burguesa esté a torpedear continuamente nuestras selecciones y haciendo campaña por las españolas. Un ejemplo de esto lo dio el pueblo de Ferrol, cuando en sólo dos meses de distancia jugaban en la ciudad primero la selección española de futbol sala, varias veces campeona del mundo y con una fuerte apoyo de las instituciones locales y prensa burguesa, sólo 1.000 personas acudieron al encuentro del equipo estatal, mientras dos meses después y sin casi publicidad institucional y de los medios, la selección galega llenaba por completo el pabellón de Ferrol, con más de 4.500 personas. Este es sólo un ejempo, pero demuestra que el pueblo galego sí está por la oficialidad.
¿Qué posición mantiene las instituciones? ¿Son favorables al reconocimiento pleno de las selecciones nacionales galegas?
En primer lugar, es justo reconocer el papel de la Secretaria Geral para o Desporto, para la creación de las diferentes selecciones, pero más importante aún és el trabajo silencioso que están llevando en el día a día para derrocar el poder impuesto en las federaciones deportivas por el anterior gobierno de Fraga Iribarne; es esta una lucha muy importante para poder lograr avances y el colectivo está al 100% con el papel de la Secretaría para o Desporto.
Pero no todo puede ser autocomplacencia y en diferentes ocasiones hemos hecho ver a las instituciones que tienen que ser valientes y avanzar hacia la oficialidad de nuestras selecciones. No vamos a ser nosotros l@s que digamos que parte de este gobierno, que está apoyando las selecciones, no sean favorables a la oficialidad, pero sí decimos que el movimiento hay quedemostrarlo andando. Es hora de hacer frente a las corruptas federaciones del Estado, de no acomplejarse ante los medios burgueses. En definitiva, es hora de dar un paso más adelante.
Entre los contenidos más negativos ligados al fomento del deporte-espectáculo, está la visión masculina que se proyecta. Cómo va vuestro trabajo en la reivindicación del deporte femenino?
El colectivo arrastró desde el principio, por su propia composición, poco trabajo con las selecciones femeninas, fue ya desde 2005, con su reorganización, cuando decididamente se empezó a trabajar con las selecciones femeninas. No pocas veces el colectivo ha criticado la visión elitista y masculina del deporte espectáculo pero, como comentamos antes, lo mejor es demostrarlo en la praxis diaria, y en el día de hoy son muchas las deportistas femeninas que mostraron su agradecimiento tanto a nivel privado como público para con este colectivo. Falta mucho por hacer en el campo del deporte femenino, pero lo mas importante es que vamos en caminho correcto.
¿Cuál es la composición del colectivo de Siareir@s Galeg@s? ¿Hay una definición ideológica?
La composición mayoritaria del colectivo es la juventud del pueblo trabajador galego y la definición ideológica es la izquierda patriota y anticapitalista. Nuestro colectivo es asambleario y apartidista, y luchará contra toda actitud localista, que no hace más que empequeñecernos como pueblo.
¿Es posible vencer las tendencias localistas que alimentan los clubes en favor de una visión nacional galega y de hermandad internacionalista? Teneis relación con colectivos similares de otras naciones sin Estado?
Superar las actitudes localistas es posible y lo hemos demostrado repetidamente, aunque muchos entes públicos generen una opinión de enfrentamiento, como es el caso de estos días entre los ayuntamientos de las dos principales ciudades galegas. Esta historia ya la vivimos antes y no vamos a permitir ningún descuido que nos aleje del camino ya iniciado por la oficialidad de nuestras selecciones y del derecho de nuestro publo a ser reconocido internacionalmente.
En cuanto a las relaciones internacionales, las hemos mantenido con colectivos similares o incluso que, sin ser similares, sí que luchan por el mismo objetivo. Este año hemos hecho unas Jornadas con as compañeiras y los compañeros vascos de ESAIT; fue una experiencia enriquecedora para el colectivo y esperamos repetir con gente y organizaciones de otros países en que, como en el caso de Galiza, sean vulnerados sus derechos a existir y a participar como nación libre y soberana.
 
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