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"Sem forma revolucionária não há arte revolucionária" - 80 anos da poesia de Maiakovski
«A questão mais importante de qualquer revolução é sem dúvida a questão do poder de Estado.Nas mãos de que classe está o poder,isto é que decide tudo.» V.I. Lénine
VLADIMIR VLADIMIROVITCH MAIAKOVSKI | 21-1-2010 a las 16:23 | 1235 lecturas
www.kaosenlared.net/noticia/sem-forma-revolucionaria-no-ha-arte-revolucionaria-80-anos-da-poesia-m
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"Sem forma revolucionária não há arte revolucionária"

Meu Maio

A todos

Que saíram às ruas

De corpo-máquina cansado,

  A todos

Que imploram feriado

Às costas que a terra extenua –

Primeiro de Maio!

Meu mundo, em primaveras,

Derrete a neve com sol gaio.

  Sou operário –

Este é o meu maio!

Sou camponês - Este é o meu mês.

Sou ferro –

Eis o maio que eu quero!

Sou terra –

O maio é minha era!

 

 

Vladimir Maiakovski

Sol de Maiakovisk

brilhar pra sempre

brilhar como um farol

brilhar com brilho eterno

gente é pra brilhar

que tudo mais

vá pro inferno

este é o meu slogan

e o do sol

tradução-Haroldo de Campos

Vladimir Maiakóvski é o maior poeta russo moderno,revolucionário - aquele que mais completamente expressou, nas décadas em torno da Revolução Socialista de Outubro 1917, os novos e contraditórios conteúdos do tempo e as novas formas que estes demandavam.

Poesias

A Flauta Vertebrada, 1915

A Nuvem de Calças, 1916

O Homem, 1917

Guerra e Paz, 1918

150 Milhões, 1920

Amo, 1922

A propósito disto, 1923

Lênim, 1925

Muito Bem !, 1927

A Plena Voz, 1930

Teatro

Eu, 1913

O Mistério Bufo, 1921

O Percevejo, 1928

O Banho, 1929

"V INTERNACIONAL"

Eu
à poesia
só permito uma forma:
concisão,
precisão das fórmulas
matemáticas.
Às parlengas poéticas estou acostumado,
eu ainda falo versos e não fatos.
Porém
se eu falo
"A"
este "a"
é uma trombeta-alarma para a Humanidade.
Se eu falo
"B"
é uma nova bomba na batalha do homem.

 

VLADIMIR VLADIMIROVITCH MAIAKOVSKI
Nascimento: 19/07/1893, Bagdadi (depois Maiakovski), Georgia, Rússia- Falecimento: 14/04/1930, Moscou, Rússia

"Amar não é aceitar tudo. Aliás: o­nde tudo é aceito, desconfio que haja falta de amor".

Poeta, intelectual revolucionário,ativista comunista,um dos principais representantes da vanguarda futurista do início do século XX.

Museu Maiakovski, Rua Myatninskaya, endereço cult em Moscou.
Maiakovski passou três meses escrevendo os versos de “A Serguei Iessienin” e o aniversário do poema foi o pretexto para que uma pequena legião de fãs corresse ao Museu Maiakovski, que está se tornado um endereço cult em Moscou.

Na tradução consagrada de Haroldo de Campos, o canto de Maiakovski ao amigo morto dizia:

“Por enquanto há escória de sobra.

O tempo é escasso mãos à obra.

Primeiro é preciso

transformar a vida, para cantá-la em seguida.

Para o júbilo

o planeta

está imaturo.

É preciso arrancar alegria ao futuro.

Nesta vida morrer não é difícil.

O difícil é a vida e seu ofício”.

Iessienin tinha deixado, como despedida, versos desesperançados – escritos, literalmente, com sangue, num quarto do Hotel Inglaterra, em Leningrado. Depois de cortar os pulsos e escrever os versos finais, ele se enforcou.

"Até logo, até logo, companheiro,

Guardo-te no meu peito e te asseguro:

O nosso afastamento passageiro

É sinal de um encontro no futuro.

Adeus, amigo, sem mãos nem palavras.

Não faças um sobrolho pensativo.

Se morrer, nesta vida, não é novo,

Tampouco há novidade em estar vivo."

S. Iessienin (1925)

Cinco anos depois, o próprio Maikovski se matou. O bilhete de despedida dizia:

“O incidente está encerrado. O barco do amor quebrou-se contra a vida cotidiana. Estou quite com a vida. É inútil passar em revista as dores, os infortúnios e os erros recíprocos. Sejam felizes”.

     

 
 
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