O departamento de Reabilitaçom Urbana da Cámara Municipal da Corunha (em maos do PSOE e do BNG) decidiu por fim cumprir a Lei da Memória Histórica, que obriga a retirar o lixo fascista dos espaços públicos, ainda que o figesse só aproveitando as reformas na praça que ainda leva o nome do fascista Millán Astray, amigo pessoal de Franco e fundador da Legión espanhola.
Foi na manhá de hoje quando umha grua levantou a estátua do centro da praça, para a seguir ser embrulhada com um um plástico negro e levado para um lugar que ainda nom se fijo público, ainda que se especule com a possibilidade de ir para o Museu Militar da mesma cidade. Os apelos e iniciativas populares contra a presença da estátua na Corunha conseguiu assim o objectivo de retirar esse insulto permanente aos milhares de vítimas do levantamento fascista e da repressom que se seguiu.
Há que lembrar que foi precisamente a acçom directa popular a primeira que tentou retirar essa estátua. Em 2006, a entidade juvenil independentista Briga chegou a serrar umha das pernas do fundador da Legión, antes de os dous militantes serem detidos. O julgamento dos antifascistas acabou com fortes multas para quem só pretendia fazer cumprir a justiça histórica devida às vítimas do fascismo. Também a Comissom de Recuperaçom da Memória Histórica da Corunha tem pedido a retirada de toda a simbologia do franquismo presente na Corunha.
Convém também sublinhar a posiçom de cada qual perante este caso. O Partido Popular nom foi a única organizaçom política empenhada em defender a presença de Millán Astray na praça corunhesa. O anterior presidente da Cámara polo PSOE e actual embaixador espanhol no Vaticano, Francisco Vasques, sempre defendeu e mantivo todos os símbolos e nomes de ruas franquistas existentes na Corunha.
Ao que todo indica, e tal como se decidiu no caso da estátua eqüestre de Franco em Ferrol, a estátua de Astray será guardada e nom destruída, o que ameaça com um regresso aos espaços públicos se se derem as circunstáncias políticas adequadas para a direita mais reaccionária que essas estátuas representam e o PP reivindica.
Contodo, falta ainda que o governo municipal retire também o nome da praça, que mantém ainda hoje o do fascista fundador da Legión. Tradicionalmente, essa praça e a vizinha formavam umha única com o nome de Campo da Lenha. Durante o franquismo, dividiu-se em duas: a "Plaza de España" e a "Plaza de Millán Astray"... e até hoje.
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