Paremos o racismo em Caritel
Passado um ano desde o processo de translado dalgumhas famílias ciganas desde o povoado do Vao, depois do penoso tratamento do mesmo por parte das distintas administraçons, sobretodo com a cessom ante a pressom racista de parte da vizinhança de Monteporreiro  em Ponte Vedra, que levou a que as famílias inicialmente transladadas lá fossem finalmente dirigidas a outras zonas, podemos constatar como a acossa racista persiste ainda em Caritel (Ponte Caldelas).
Umha destas famílias, transladada a umha casa desta paróquia, leva sofrendo esta acossa desde fai meses, padecendo concentraçons diante da sua morada, contínuas sabotagens aos seus meios de trabalho, cartazes na sua contra pendurados nas farolas da paróquia e, em geral, umha atitude hostil e provocadora por parte dalguns e algumhas vizinh@s. Isto pode surpreender a quem se empenham em negar a realidade dizendo que na nossa sociedade nom existe racismo nem xenofobia, algo que esta crua realidade demonstra todos os dias.
As administraçons seguem com o seu papel de propiciadores destas atitudes racistas, já for por desleixo, deixando estas pessoas abandonadas, como é o caso da Junta da Galiza ou da Subdelegaçom do Governo espanhol, ou por um apoio evidente e escandaloso aos racistas, como é o caso do Governo municipal de Ponte Caldelas, do PP.
Por fortuna o trabalho que as administraçons deixam de fazer é realizado por sectores da sociedade conscientes e solidários. Assim neste tempo a Plataforma Intercultural  em Ponte Vedraou Veciñ@s pola Tolerancia  em Ponte Caldelas  tenham levado adiante diversas iniciativas tanto de denúncia e conscientizaçom contra o racismo como de apoio à família acossada em Caritel.
A esquerda independentista representada por NÓS-Unidade Popular dá todo o seu apoio à família cigana agredida  em Ponte Caldelas  e a estas iniciativas    populares contra os ataques xenófobos, este é o caminho para criar na nossa sociedade umha consciência contrária a estas atitudes, algo especialmente importante quando na Galiza há cada vez mais pessoas de diversas étnias que som explorad@s como o resto de trabalhadores e trabalhadoras galeg@s, mas que ainda por riba tenhem de padecer as piores condiçons laborais, de vivenda, etc; assim como as atitudes xenófobas e racistas de parte da sociedade.
Do mesmo jeito exigimos às administraçons que deixem de olhar para outro lado ou de fomentar as atitudes racistas e que ponham desde já os meios de que disponhem para evitar que os comportamentos e agressons xenófobas continuem.
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