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Quase 8% de trabalhadores galegos da lousa sofrem silicose
Um estudo da CIG adverte da alta incidência dessa doença profissional no sector da lousa na Galiza, onde 8% contam já com diagnósticos que confirmam sofrerem silicose.
Kaos. Galiza | 4-12-2009 a las 0:45 | 662 lecturas
www.kaosenlared.net/noticia/quase-8-trabalhadores-galegos-da-lousa-sofrem-silicose
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A CIG advertiu hoje de que quase o 8 por cento dos trabalhadores do sector da pizarra está diagnosticado de silicosis e acusou o anterior e actual governo da Junta da Galiza de manter "oculto" o último estudo realizado polo Instituto de Silicosis de Oviedo, que "impede", a seu julgamento, procurar soluçons, bem como pôr em marcha "medidas de prevençom".

O secretário comarcal da CIG em Ourense, Etelvino Blanco, compareceu hoje em umha roda de imprensa para dar a conhecer os dados do estudo realizado. No acto participaram, ademais, Anxo Pérez, técnico de prevençom da CIG, e Adriano Brito, técnico secretário da Uniom Local de Valdeorras.

Em sua intervençom, Anxo Pérez recordou que em abril de 2008 a CIG dava a conhecer os resultados do primeiro estudo do Instituto de Silicosis de Oviedo, que naquele momento "alertava que o 6,3 por cento" dos trabalhadores do sector da pizarra padeciam silicosis, já que de 398 trabalhadores, 25 foram diagnosticados com esta doença "e outros 89 apresentavam alteraçons radiológicas que advertiam que poderiam desenvolver em um futuro".

O técnico de prevençom da CIG sustentou que desde fevereiro de 2009 existe um "segundo estudo" que "leva oculto nove meses em um cajón" e onde de 103 trabalhadores aos que no Instituto de Silicose de Oviedo se lhe realizaram as provas se detectárom 14 casos e "outras 22 pessoas apresentavam alteraçons radiológicas".

Pérez manifestou que somando os resultados dos dois estudos se realizaram as provas a "51 trabalhadores" do total de "3.000 com os que conta o sector" e que os diagnósticos positivos de silicose se situam quase em 8 por cento "nos seus diferentes estadios".

Também chamou a atençom sobre que "quase o 80 por cento dos doentes" pertencem a "dous oficios determinados" como os de "labrador e serrador", polo que "indica que há que se centrar nessas duas profissons quando tinha um sentimento de que o serrador era o menos afectado". Assim mesmo, destacou que dos 501 trabalhadores aos que se realizárom provas médicas, "111 apresentavam alteraçons radiológicas".

O técnico de prevençom manifestou que os dados significam que se estão "a recolher os frutos" da "nom prevençom de há anos" e "as conseqüências de que quando das centrais sindicais advertíamos da possibilidade de que tinha silicosis" na actualidade "os resultados nom seriam os mesmos se se tivessem adoptado medidas".

Assim mesmo, Pérez também manifestou que os dados indicam que na actualidade há no sector louseiro "111 pessoas" que de nom adoptar medidas farám "que se recolham de novo frutos negativos dentro de 5 ou 10 anos" em referência ao desenvolvimento da doença.

Por sua vez, o representante da CIG em Valdeorras, Adriano Brito, assinalou que sete trabalhadores da comarca valdeorresa participaram no último estudo e que delas "dois já estavam bastante graves".

Alertou, assim mesmo, sobre a "necessidade" de que se tomem "medidas" porque no caso da pizarra "o simples facto de que asfaltase a administraçom a pista que leva a pizarrera ajudaria a que os trabalhadores inhalasen menos pó".

Adriano Brito acrescentou que na comarca de Valdeorras na actualidade há umha "grande quantidade de aposentados" com idades "compreendidas entre os 35 e os 45 anos" devido a "a lousa". "Isto é triste que umha pessoa jovem fique doente por nom serem tomadas as medidas a tempo", asseverou.

Por seu turno, o responsável pola CIG em Ourense, Etelvino Blanco, apontou que os dados recolhidos nos estudos som de umha gravidade "importante" porque "aumentou o número de doentes que tenhem silicosis".

Blanco assinalou que a "ocultaçom" do estudo desde o mês de Abril "foi provocada polo anterior governo bipartido da Junta e polo actual, polo que, a seu juízo, "tenhem umha responsabilidade compartilhadas nessa ocultaçom". De facto, condenou a "irresponsabilidade" da Administraçom autonómica perante a "gravidade da situaçom" e exigiu medidas de prevençom e a procura de soluçons".

A CIG demandó que tanto a Junta da Galiza como o ISGA fagam públicos os dados de estudo e tomem medidas", sobretodo, em matéria de prevençom para poder combater esta doença, que afecta os trabalhadores do sector da lousa.

Neste sentido, exigírom que "se sentem numha mesa" o patronato, sindicatos e Administraçom para "apanhar o touro polos cornos", já que consideram que "é o momento de tomar medidas" e nom de "ocultar os dados à opiniom pública".

 
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