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Professores Guarani são mortos por fazendeiros pistoleiros no Mato Grosso do Sul
Jenival e Olindo Vera têm formação universitária e trabalhavam como professores indígenas para o posto da Funai em Paranhos.
Cimi, Agencia Brasil, MST | 5-11-2009 a las 13:16 | 766 lecturas | 1 comentario
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A equipe do delegado Renato Gottardi com os agentes da Polícia Federal em Naviraí (MS

Indígenas da comunidade Po´i Kuê informaram que, no início da tarde desta quarta (4), foram encontrados os corpos dos professores guarani kaiowá Olindo e Genivaldo Verá. Eles estavam desaparecidos desde 30 de outubro, quando foram atacados por um grupo de pistoleiros perto da cidade de Paranhos no Mato Grosso do Sul.

Os dois professores faziam parte de um grupo de 25 indígenas que vivem na aldeia Pirajuí e tinham voltado ao seu território tradicional no dia 20 de outubro. No dia seguinte, um grupo de pistoleiros atacou os indígenas e os expulsou da área, ferindo diversos guaranis. A Polícia Federal está investigando o ocorrido.

Cerca de 45 mil indígenas guarani e kaiowá vivem no sul do estado - pelo menos 350 deles na Aldeia Pirajuí. Juntos, eles reivindicam a demarcação de pelo menos 32 áreas ditas tradicionais, que seus antepassados viviam nelas.

A área indígena Po i Kuê,ocupada hoje pela fazenda Triunfo(São Luiz), fica na fronteira com o Paraguai e é reivindicada pelos indígenas. Os guarani kaiowá enfrentam a pior situação entre os povos indígenas do Brasil, apresentando altos índices de suicídio e desnutrição infantil. O confinamento em pequenas parcelas de terra é uma das razões principais para a precária situação do povo. Por exemplo, na aldeia Pirajuí – o­nde viviam os professores – moram cerca de 3000 pessoas em 2.118 hectares.

Depoimento do cacique Irineu Vera

Líder da Aldeia Pirajuí, localizada na cidade de Paranhos (MS), na fronteira com o Paraguai, o cacique Irineu Vera afirma que, originalmente, a Fazenda São Luiz pertencia aos índios da etnia guarani, que a invadiram na semana passada. Segundo o cacique, parte da comunidade deixou a área, há algumas décadas, devido à falta de atendimento médico e à escassez de recursos. Agora que o espaço da aldeia se tornou insuficiente devido ao crescimento da população indígena, os guarani desejam voltar à antiga área.

“Eles deixaram a fazenda porque, na época, não havia remédios ou atendimento médico. As pessoas tinham que ir até Pirajuí. Agora queremos voltar porque tem muita gente na aldeia e a população está aumentando. O lugar é pequeno para nós”, declarou Vera, por telefone, à Agência Brasil.

Segundo a Fundação Nacional do Índio (Funai), entre 350 e 400 pessoas vivem na Pirajuí. A Fazenda São Luiz fica em uma das 32 áreas que os índios querem que sejam demarcadas como área indígena por terem sido habitadas por seus antepassados, alvos de estudos antropológicos já em andamento.

Com dificuldades para se comunicar em português, Vera disse que a comunidade está apreensiva em relação ao destino dos professorese primos Olindo e Jenival Vera, desaparecidos desde a tarde do último sábado (31), quando seguranças da fazenda expulsaram do local os 18 índios que haviam ocupado parte de propriedade na quarta-feira (28).

O cacique diz que os índios pretendem pedir para acompanhar os policias federais deslocados de Naviraí (a cerca de 270 quilômetros de Paranhos) para apurar as denúncias de que os dois índios teriam sido detidos pelos seguranças. Vera esteve hoje na fazenda e diz temer pelo pior.

“O pai do Jenivaldo diz que o filho correu para um lado e o Olindo para outro. Aí eles desapareceram. Não sei, mas se [os dois] estiverem amarrados por aí já não devem mais estar vivos porque está um calorão e ninguém ia aguentar quatro dias [no mato]. E se [os seguranças] mataram, tiraram [os corpos] de lá”, diz Irineu, que afirma não ter participado da ocupação.

Jenival e Olindo Vera têm formação universitária e trabalham como professores indígenas. Para o chefe do posto da Funai em Paranhos, Luís Américo, se pudessem eles não teriam dificuldades de se comunicar com a comunidade ou com a própria Funai. Além disso, Américo lembra que não seria difícil localizar os dois em meio à vegetação, típica de Cerrado, que também permitiria que os dois voltassem à aldeia sem maiores dificuldades.

 
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Comentarios (1)

#1.- boa tarde

Carlos|13-11-2009 21:02

Pessoal

Primeiramente eu queria dizer que o site é muito bom as matérias e em especial sobre a matéria dos

Professores Guarani são mortos por fazendeiros no MS,

Eu queria passar essa notícia adiante, mas eu preciso saber o nome do fotografo que tirou as fotos, para não acabar a corrente dessas informações muito importantes que os meios de comunicação não passam.

Se puder me mandar o nome do fotografo para esse endereço: carlosalbertob.alves@hotmail.com

Obrigado pela atenção


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