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Primeiras análises das Eleiçons europeias na Galiza
Horas depois das eleiçons europeias de 7 de Junho, divulgamos as primeiras análises publicadas a partir de posiçons anticapitalistas na Galiza, polos portais Galizalivre e Primeira Linha em Rede.
Kaos. Galiza | 8-6-2009 a las 9:35 | 1454 lecturas | 10 comentarios
www.kaosenlared.net/noticia/primeiras-analises-das-eleicons-europeias-na-galiza
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A crise da representaçom

A ideia de que se podam vender candidatos para as altas investiduras como si fossem cereais é a última indignidade do processo democrático.
Adlai Stevenson, 1946.

Os resultados das eleiçons europeias constatam que nengum tipo de mudança social de alcanço virá dos parlamentos. O discurso típico do neoliberalismo, que encumbrou Sarkozy ou Feijoo, que apela à “austeridade” no que atinge aos direitos sociais conseguidos após anos de luita operária e campesina, triunfa mais umha vez num contexto de crise, nom  docapitalismo, senom  no  capitalismo. Na Galiza, a abstençom ficou em 52,72%, algo menos do que quatro anos antes. Aliás, os votos nulos e em branco  duplicárom-se praticamente, o que pode seguramente demonstrar que cresce a rejeiçom politizada à democracia formal do liberalismo.

Debulhando os resultados por partidos, o PP é de novo vencedor com 50,68% dos votos, seguido do PSOE, e ambos os dous mui por diante do BNG, que continuando com a sua queda em picado atinge só 102.326 votos (9,40%), longe dos 141.756 do 2004 e a anos luz dos 335 mil (21,98%) das eleiçons de 1999. Percentualmente, até fôrom melhores resultados os de 1994, já que com só 32 mil votos, chegou-se a 11,4%. A sangria de votos nom parece provocar ainda nengum debate de calado nas fileiras nacionalistas que, aliás, continuam sem um liderado carismático. Como apontou Ernesto Vázquez Souza nas últimas semanas, umha das herdanças do piñeirismo é precisamente esta eiva estrutural do nacionalismo: umha carência de tecido organizativo mui forte, que é suplido por figuras carismáticas. Piñeiro –diz Vázquez Souza– “Definiu um tipo de galeguismo não insititucional, e portanto ainda que político, não estrutural. Apenas centrado em figuras líderes insustituíves ("persoeiros") ainda que com aparato legitimador...” Desta óptica é fácil entender umha das faces da crise do BNG, que é a dificuldade de encontrar-lhe renovaçom a X. M. Beiras quem, aliás, aos seus 73 anos se apresenta como vanguarda renovadora do nacionalismo. 

Tampouco fôrom bons os resultados em Galiza para Iniciativa Internacionalista, candidatura para a que pediram o voto a maioria das organizaçons independentistas, e da que faziam parte vários militantes da FPG, entre eles X. L. Méndez Ferrín, no posto 6 da lista. Conseguírom 3.373 votos (0,31%), sendo a sétima força, Esta candidatura, pola contra, foi a 4ª força no País Basco, com 115 mil votos, empatados com o Partido Popular. Também em Euskal Herria, em Navarra, fôrom a terceira força, com 22.985 votos. Finalmente atingírom 175 mil votos em todo o estado, sem poder conseguir um escano.

Graves incidentes com a candidatura de Iniciativa Internacionalista nos colégios eleitorais


Para além de todos os intentos da justiça espanhola de ilegalizar a candidatura –numha das estampas mais escandalosas dos últimos anos do estado “de direito” espanhol–, assim como a sabotagem contínua à que a guarda civil e a polícia espanhola a submeteu em campanha (tal e como informárom de Ceivar), a própria jornada eleitoral tampouco transcorreu com normalidade. Na página http://twitter.com/iniciativainter vários activistas anotavam a cada hora da jornada os múltiplos incidentes que se registrárom: ausência de papeletas, negligências por parte de interventores doutros partidos, recontos irregulares, actas ilegais, etc. Pola rede galega também circulam denúncias de irregularidades; como o caso dum/ha votante de Ourense que nom encontrou nas cabinas papeletas nem de Iniciativa Internacionalista nem de Izquierda Anticapitalista, (ver em: http://www.moendo.net/2009/06/07/hai-boicot-do-bng-a-iniciativa-internacionalista/). A Junta Central recebeu também umha denúncia na que se acusava à cadeia de televisom CNN+ polo que considerárom “um ataque intolerável face a nossa candidatura, cujo único objectivo é o de perjudicar-nos eleitoralmente”, em referência a umha retransmissom de dito canal no que criminalizava II-SP.

Com efeito, o simples facto de que umha candidatura anti-sistema (querendo dizer com isto anti-capitalista e defensora do direito à autodeterminaçom dos povos) se apresente às eleiçons é causa de numerosos ataques e silenciamentos mediáticos que pretendem invisibilizar qualquer rebeliom.

II-SP nom conseguiu cristalizar-se como referência para o independentismo


Se bem na constituiçom das listas de Iniciativa Internacionalista só figuravam pessoas da FPG e afins, com Méndez Ferrín de cabeça numha discreta sexta posiçom, a prática maioria do independentismo pediu o seu voto para a candidatura, como se soubo polos comunicados públicos de NÓS-UP e AMI. 

As referências para valorizar estes resultados, que conseguírom 3.373 votos, som difíceis de constatar. O voto anti-sistema representado pola candidatura basca de HB na Galiza, nas eleiçons europeias de 1987, conseguira chegar até a cifra de 7.242 (0,59% dos emitidos). O pretendido efeito de sinergia a respeito da suma dos votos das distintas correntes independentistas finalmente nom foi real, já que somando os votos da FPG e de NÓS-UP na eleiçons autonómicas deste mesmo ano, acadam-se 4.413 votos (0,26%). É dizer, II-SP nom só nom conseguiu reunir o voto do independentismo “sociológico”, ou o descontento do BNG (aonde vao essa sangria de mais de 200 mil votantes?), senom que tampouco revalidou o voto independentista das últimas autonómicas. Para além de levar em conta que as eleiçons europeias nom som comparáveis com umhas autonómicas em nível de participaçom, também há que detectar certas eivas na candidatura de II-SP.

De facto, a candidatura de II-SP nom conseguiu cristalizar umha referencialidade forte na Galiza para o voto independentista já que sectores do soberanismo nom reconheciam a candidatura como propriamente “galega”. 

A dizer verdade, era difícil achar marcadores discursivos propriamente independentistas no discurso de II-SP, se calhar demasiado acaparado polo sempre polémico Ferrín. Nos primeiros segundos do vídeo eleitoral da candidatura o escritor afirma que: "A nossa candidatura nom é umha candidatura clássica, somos diferentes. Nos somos umha candidatura internacionalista de todos os povos de Espanha"; recuperando a ideia –da que seguramente nunca se saísse– dumha Hespanha com agá. O último discurso colgado na página da candidatura na Galiza, aliás, também prosseguia pola senda da “posiçom Luis Soto”, já que se centrava mais em conseguir o voto do autonomismo descontento do que em sublinhar a unidade do independentismo. Assim dizia: “Aos sectores do BNG, realmente existentes, que saben que nós temos razón, pedímoslles o voto. Como llo pedimos a outras correntes de pensamento e de acción encadradas partidariamente lonxe de nós pro que tamén saben que nós temos razón. E pedímoslle o voto ás multitudes conscientes do “desastre escuro” ao que nos levou a “cobiza burguesa” (Celso Emilio ven agora no noso auxilio).“ Sendo, por certo, o BNG a única força nacionalista que cita para além da FPG. Nengum gesto de agradecimento se pudo observar face as demais famílias independentistas, se calhar englovadas numha difusa referência a “grupos, partidos e fraccións ideolóxicas, activistas, individualidades e movementos sociais e culturais de toda Galicia“. Estas actuaçons somárom-se à crescente apatia face Ferrín nos últimos meses, por mor do apoio de sectores afins à FPG à candidatura oficialista da CIG na luita operária; e a presença de Ferrín, como académico da RAG, nos “Pautos de Lâncara” onde Feijoo e Barreiro assinavam a “pax linguística” o 17 de Maio, enquanto Compostela acolhia a manifestaçom mais grande da história em defesa da língua.
 
Crise de representaçom


Umhas eleiçons com 54% de abstençom servem para fazer-nos umha ideia da crise da representaçom que está a padecer a democracia formal. Nos anos 80 o filósofo francês Michel Foucault horrorizava-se da capacidade do estado moderno para ser um ente centralizador e totalizador à vez que individualizava as pessoas que ficavam sob o seu governo. Neste mesmo sentido aponta Rubert de Ventós: “A força de colonizar todos os recantos da vida social (a força de produzir, como já vimos, um ‘mercado’ de Estado, mas também umha ‘ecologia’ de ministério, umha ‘revoluçom cultural’ de governo, um ‘folclore’ de concelho, etc.) já nada semelha susceptível de canalizar cara acima as opiniões e as aspirações da gente. Daí a proliferaçom do abstencionismo, o passotismo, as sectas, o interesse só polos single issues, o desprestígio da política e o descrédito dos políticos (...) Assi é como a absorçom de todo sentido por parte do Estado remataria por neutralizar os mínimos de ‘participaçom’ requeridos para o funcionamento democrático. Como sabia Hegel, o sentido deixa de sê-lo quando a gente nom o ‘sente’ já –e esta falta de identificaçom com as regras de jogo poderia produzir o ‘paro técnico’ de um Estado moderno em transe de ‘morrer de êxito.” Em definitiva, e seguramente ainda mais numhas eleiçons europeias, o eleitor ou eleitora sinte cada vez mais que o seu voto nom serve para nada: “hoje é já um tópico que este Estado é grande e afastado demais para satisfazer as necessidades locais da vida quotidiana, e demasiado pequeno para enfrentar os problemas globais –dos geoestratégicos aos ecológicos. Mais que o lugar onde se tomam as decisões, dixo-se, a política aparece como aquele onde se gerem as consequências de algo que, como o clima e os ciclos económicos, a sobarda.”
 
A rebeliom, polo tanto, ainda nom sabe tampouco onde é que tem que agir, onde é que pode achar um ponto de Arquímedes no que pousar a sua alavanca de transformaçom social. O facto, deducível do que nos contava Rubert de Ventós, é que por primeira vez a luita anti-capitalista está orfa de comunidades identitárias, de solidariede e ajuda mútua. É difícil saber como pode agir o anti-capitalismo quando carece destas bases. Assim, e paradoxalmente, umha maior consciência anti-capitalista da populaçom coincide com o ponto máximo de individualizaçom e disoluçom dos vínculos fortes próprios das comunidades tradicionais da história. A rebeliom converteu-se, seguindo a Lipovestky, numha juxtaposiçom de narcisismos lúdicos, nas performances e happennings; que sinalam como pro-fascistas quaisquer intentos de construçom de comunidade.

“O primeiro partido obreiro é a abstençom”


Com o pano de fundo dumha crise financieira como escusa para depurar o capitalismo desses obstáculos que som as mínimas conquistas sociais alcançadas pola luita obreira e campesina durante todo o século, as eleiçons europeias atingírom o mínimo histórico de participaçom, com umha percentagem de 43,55. Constata-se a análise que Annie Collovald figera para o caso francês (http://www.humanite.fr/2006-04-21_Politique_-Le-premier-parti-ouvrier-n-est-pas-le-FN-c-est-l-abstention) durante a polémica da Frente Nacional de Le Pen: o primeiro partido obreiro nom é, desde logo, a extrema-direita, senom a abstençom. Nestes dias, vários cabeçalhos dos jornais empresariais acentuavam o crescimento da extrema-direita à vez que acusava o movimento obreiro de resgatar a xenofobia do III Reich que tornava os estrangeiros em bodes expiatórios dos problemas laborais. Nom surpreende, pois, que a crise nom se traduzisse em voto de esquerda. Após anos de liquidaçom da esquerda real na Europa ocidental, e mimetizaçom com o discurso neoliberal, o eleitorado, que escolhe “gestor”, aposta obviamente polo gestor, polo terratenente, polo “chefe” de sempre. Em certa medida, isto também atinge à esquerda galega aglutinada no BNG, que pretendeu ganhar contra os liberais no seu terreno de jogo.

A modo de conclusom


Os erros tácticos de Ferrín, contodo, nom deixam de ser anécdotas num guiom pré-escrito, e seria bem injusto culpá-lo de nom fazer algo que nunca prometeu. A candidatura de II-SP chegou de carambola, quase de surpreesa, e a sua pretendida referencialidade deveu-se ao intento de ilegalizaçom e a conseguinte solidariedade. Para a maioria da base nacionalista nom significou muito mais lá dum comité de solidariedade com o povo basco. Nom corresponde, pois, exigir maiores tectos a algo que está ainda verde.

A questom é fulcral: tem sentido uns investimentos de energias despropocionadas com os seus benefícios na luita eleitoral justo quando o sistema representativo está em crise? É possível articular alternativas reais, com bases amplas, em projectos que nom sejam só eleitorais? As eleiçons tornárom-se um circo no que umha candidatura que representa a defesa dos valores dos povos oprimidos e das classes populares mantidos durante centos de anos nom é capaz de superar à candidatura-performance do Partido do Cannabis; perfeita ilustraçom deste circo onde já nada importa fora da celebraçom festiva do hedonismo curto-prazista e de compromissos de fim de semana. Após marés de cartazes, hoje Europa e Galiza, despertarám igual, mas com umha nova consagraçom eleitoral da maquinaria de destruiçom generalizada chamada Capital.

http://www.galizalivre.org/index.php?option=com_content&task=view&id=1909&Itemid=1 


Primeira Linha em Rede

O PP consolida a maioria absoluta, com o PSOE em recuo e o BNG a pique

A maioria absoluta conseguida no dia 1 de Março polo PP viu-se confirmada na convocatória eleitoral de ontem, em que o PSOE recuou na Galiza e no conjunto do Estado e o BNG perdeu um terço dos apoios que tivo em 2004, ficando abaixo dos 10%. De facto, toda a esquerda, tanto a reformista como a revolucionária, perdeu votos apesar da existência de umha candidatura estatal, integrada na Galiza pola FPG e a CUT, que foi publicamente apoiada pola maior parte dos sectores da esquerda nom reformista e do independentismo.

A realidade, porém, é que, em plena crise capitalista, com milhares de trabalhadores e trabalhadoras a sofrer as conseqüência dos despedimentos, EREs e outras agressons às condiçons de vida da maioria, nengumha força de esquerda consegue na Galiza aumentar os votos, saindo reforçada a direita governante na autonomia galega, o PP.

O PSOE, gestor da crise à frente do governo espanhol, perde três pontos no conjunto do Estado, que som dous na Galiza autonómica. O BNG, após a saída de um processo “renovador” que confirmou a UPG como força hegemónica na sua direcçom, e apesar de querer aparentar umha viragem “à esquerda” juntando-se às esquerdas reformistas basca (Aralar) e catalá (ERC), perdeu 40.000 votos em relaçom às anteriores eleiçons europeias (1/3 dos que tinha). Uns resultados que Guillerme Vasques, o porta-voz da organizaçom que nos convidava a “ir à Europa” como se a Galiza ficasse noutro continente qualquer, definiu como “pouco positivos” (sic).

Também Izquierda Unida perde votos (quase 3.000), sem que apareça qualquer força à esquerda que consiga aglutinar votos anti-sistema. Se bem é certo que em 2004 houvera só umha candidatura da esquerda independentista, a de NÓS-UP, que conseguira uns modestos 1.331 votos contando exclusivamente com as suas forças, nesta ocasiom a novidade foi umha candidatura de dimensom estatal que no nosso país contou com umha forte implicaçom de alguns sectores do independentismo e da esquerda.

De facto, nem sequer os sectores que nom participamos na sua campanha deixamos de solidarizar-nos com a Iniciativa Internacionalista. Inclusive NÓS-UP pediu o voto para essa candidatura, ainda manifestando as carências da proposta, para tentar facilitar que pudesse aglutinar o descontentamento anti-sistema.

Mas nom foi assim: a Iniciativa Internacionalista ficou abaixo dos resultados habituais da soma das duas candidaturas independentistas. Se no passado mês de Março os votos somados da FPG e de NÓS-UP totalizárom 4.413, agora a candidatura integrada por dirigentes da FPG e da CUT ficou abaixo dos 4.000, concretamente em 3.373.

A todo o anterior há que acrescentar o aumento do voto branco e a diminuiçom da abstençom. De qualquer maneira, nom é este o momento de analisar a fundo um processo eleitoral como o vivido nas últimas semanas, incluída a injustificável tentativa de ilegalizaçom da Iniciativa Internacionalista e a falta de umha candidatura galega soberanista e de esquerda.

Tempo haverá para isso… 

http://primeiralinha.org/home/?p=2398
 
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Comentarios (10)

#3.- Tedes raçom, mais errades. Ámbolos dous.

GZlivre!|08-06-2009 20:17

1: É certo todo o que dizedes mais errades no tom. Pesimista e deijando escapar issas ganhas de dizer: Já vo-lo tinhamos dito nós!

2: Obviades os éxitos da candidatura, que som moitos. E tudos sabemos que conseguidos na peor das circunstacias: Projecto ainda verde, fai 15 días estava ilegalizada a lista, falta de recursos, boicote á campanha, boicote no propio día de onte que já veremos em qué remata, silenzo informativo cando nom manipulaçom e criminalizaçom repetitiva e machacona inda a pesares da sentenza unánime do TC.

3: Um desses éxitos é o da Esquerda Abertzale. E fazer umha análisis tam pequena, pensando só na patria propia, cando o projecto é moito máis ambicioso, se bem nom vou chegar a acussalo ó chovinismo mais flagrante si alomenos me parez oportunista e dende logo injusto. E pouco inteligente, pois se ganha a esquerda abertzale arrastranos a todos! E a convergencia diles com todos os demáis e a valentía dos demais de dar a cara por iles. De jogarse o tipo por darlhes voz,  é o máis valioso que temos acadado.

4: Demasiadas alusons ós erros pessoais dum indivíduo para desacreditarem umha candidatura inteira. Eu som votante de Nós-UP, e reintegracionista... tenho moitas discrepancias com o Mendez Ferrin. Mais anteponher isso a tudo o que nos une, deijar que isso paralice um processo de convergencia tam nescesario para a terra que tanto quero e para a classe á que pertenzo parezme excesivamente infantil. Politicamente moi cativo.

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#4.- Sigue 1

GZlivre!|08-06-2009 20:29

Falo claro, e cicais um pouco levado pelo cabreo e pela impotecia. Pero istes nada tenhem que ver cos resultados das elecçons, que no fundo som o de menos. Isso todos o tinhamos craro, ou deveriamos. Houbese sido divertido, e ata moi práctico, sacar eurodiputado. Pero a nossa loita tem principalmente os olhos postos noutros lugares que nom no parlamento. O cabreo e a impotencia venhem das respostas que venho excoitando, em especial istas que vos deijades eiquí. Pois doe máis o que sintes mais cercano.

Eu pensava que o importante empezaba hoje. Que se ía trabalhar pela unidade dende já. E de boas a primeiras dous coleitivos fundamentais dista hestoria sacam o as de bastos para zurrar sobre umha suposta derrota, que por outra parte nom é tal.

Eu creo numha fronte unitaria, e sigo a crer nela. E postos a falar de erros. E o Ferrin cometeu varios nistes días, nom penso que ninguem esté livre deles. Pero tampouco creo que sejam para tanto. Do que sí estou certo é de que saca-los a relucir, sem reflejar ao mesmo tempo os acertos e as ganhas de contruir algo juntos nom han servir rem para fazer progresar um projecto que todos temos em comum: a Galiza dos trabalhadores.

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#5.- Sigue 2

GZlivre!|08-06-2009 20:36

Ainda assim nom é problema. Todo isto som nimiedades facilmente superaveis com intençom de convergencia.

Eu nom podo deijar de crer. E penso que pronto o povo trabalhador galego, e oxalá seja extensível a todolos povos do estado (juntos mais fortes), terá umha soia referença política á que acodir para defender os seus propios intereses.

Temos moitos frentes abertos, moitas coisas em contra... pero a razom está do nosso lado. Se damos coa chave já ninguem poderá fechar a porta á verdade e á justiza.

Um saúdo para todos.

Independência e Sozialismo!

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#6.- BNG saca un eurodiputado

GARIBALDI|08-06-2009 21:42

ben o BNG sumado a ERC e ARLAR, CHUNTA ARAGONESITSTA, EA   e ecoloxistas teñen un  eurodiputado!!!
ANA MIRANDA VAI ESTAR EN EUROPA.
A VOZ DE GALIZA ESTARA REPRESENTADA
o que pasa e que a esquerda esta a sufrir mais o tema da crise economica que os señoritos que a provocaron pepesoe!!!
se o BNG baixa os demais nacionalistas tamen
e se o BNG sube o demais nacionalistas tamen suben.

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#7.- Adiante con Iniciativa Internacionalista

lugo|08-06-2009 22:11

Para mín é unha honra poder votar a unha candidatura como Iniciativa, porque son traballador e pertenzo a un povo oprimido. Certamente alguns recuperamos a ilusión e creímos que poderíamos quitar un europarlamentario ás forzas do sistema, pero non o acadamos. Pero non só por eso. Tamén por poder construir un polo revolucionario respetuoso cos distintos marcos de luita de cada un dos povos.

Mais esta unión de forzas soberanistas, anticapitalistas e  outras que espero se incorporen no futuro como Izquierda Anticapitalista e o PCPE, podemos xerar un problema serio para o Estado. Respetando os ritmos de cada unha das nacións e movilizando, loitando por unha sociedade máis xusta e solidaria, e modificando a actual correlación de forzas no político que nos sitúe noutros escenarios.

Adiante coa luita!!!

Aurera Iniciatia Internacionalista !!!

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#8.- Análise acertada mas nom completa!

um|09-06-2009 03:34

Para GZlivre!:

Creio que tens razom em que a analise de Mauro Caeiro publicada no Galizalivre.org lhe falta falar sobre o positivo da confluência (ainda que sim fale das pedras no caminho que tivo) que existiu nesta campanha de varios setores politicos e sociais, que por outra parte já existe também noutras historias e em mais que terá de existir.

  Ora bem, creio que o que di na conclusom (*) nom é "Demasiadas alusons ós erros pessoais dum indivíduo para desacreditarem umha candidatura inteira" se nom umha analise que eu acho muito acertada. Com respeito ao comunicado PL nom lhe vexo proveito ningum além do fragmentario.

(*) Os erros tácticos de Ferrín, contodo, nom deixam de ser anécdotas num guiom pré-escrito, e seria bem injusto culpá-lo de nom fazer algo que nunca prometeu. A candidatura de II-SP chegou de carambola, quase de surpreesa, e a sua pretendida referencialidade deveu-se ao intento de ilegalizaçom e a conseguinte solidariedade. Para a maioria da base nacionalista nom significou muito mais lá dum comité de solidariedade com o povo basco. Nom corresponde, pois, exigir maiores tectos a algo que está ainda verde.

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#9.- Analise acertada mais nom completa!2

um|09-06-2009 03:44

E ainda creio que falta algo mais na analise.

Pois que o independentismo galego é o que é, e tivo um resultado normal ainda que mais baixo do esperado. Umha tentativa de explica-lo é o de que para a maioria do nacionalismo nom pasou de ser um comite de solidariedade com euskal herria de 15 dias. 

Nom vamos dar um salto eleitoral espectacular nunca, que ninguém creia que de repente se vam duplicar votos e cousas polo estilo por muito unidos que estejamos. Quando isso poda pasar já o vamos saber antes na rua.

A luita continua! A fortalecer o independentismo!

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#10.- Para Um

GZlivre!|09-06-2009 18:08

Estamos de acordo. Eu tampouco esperaba 15.000 votos II-SP na Galiza por máis uniom que houbese, nem que saquemos representación nas próximas estatais inda que nos unamos manham. Movémonos nos 3.000 ós 5.000, dependendo de que sejamos quem de atraer defraudados com o Bloco ou nos afete a nós tambem o desánimo. Tampouco me preocupa tanto isso, a verdade. Sim me preocupa que para o problema do metal tenhamos 4 comunicados, 3 convocatorias para o 24 de Julho, 5 cartazes distintos numha manifestaçom contra Reganosa. Qué imagem mandamos á gente assim? Se nom somos capaces de ponher por riba das pequeneces que nos separam e de velhas desavenças a importancia da Patria pola que decimos loitar, coma imos convencer ninguem de que faga sacrifiços por ela, de que val a pena loitar?

Coma bem dis, o importante e seguer a fazer crescer o independentismo, e para ilo conseguir umha imagem de unidade é um paso imprescindível! Alomenos nos últimos dous anos Causa Galiza ten-nos juntado o día da Patria. Pero ha de ser umha loita conjunta cada día. Para cada problemática do País ao que todos nós defendemos nom podemos ter cada quem seu propio comunicado, cargado de pequenos dardos para os nossos "inimigos(?!)" máis proximos como tratando de atraer hacia nós aos independentistas ainda nom militantes. Resulta patético. E dende logo pouco prático para fazer crescer o independentismo.

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#11.- Para Um 2 :-)

GZlivre!|09-06-2009 18:22

O povo trabalhador galego há de ter umha referença á que acudir. As loitas populares han de ter umha estrategia pela que guiarse. Cando os políticos profissionais lhes falham, e busquem respostas mais aló, há de aparescer alguem para acolhe-los. Para convence-los de que é posível mudar isto. Que val a pena tentalo. Que hai algo máis do que nos conta a TV. Pero si o que se atopa é um cambalache de siglas que estam as vezes máis pelo labor de buscarse as diferenças que de dar respostas duras, sinceras e reais ós problemas das gentes nunca pasaremos de ser os mesmos de sempre. Seremos tam predecíveis que havémonos cansar de nós mesmos, de nos escoitar umha e outra vez turrar coa mesma parede.

II-SP propóm un pacto a nivel estatal para dúas coisas moi concretas (entre outras moitas): Defende-lo direito de autodeterminaçom dos povos frente ao estado monárquico imperialista espanhol e a soberanía política da classe trabalhadora frente a imposiçom da legalidade burguesa. Crear debate político acerca dissas dúas questions a nivel estatal, quando pelo de agora som dous tabúes ocultados a toda a sociedade, teremos dado um paso de gigante.

O problema do estado espanhol é a política. Vai-lhe bem a propaganda pero a política nom porque todo o tenhem construido baijo a imposiçom. Polo que a súa propia existencia resulta insostível. E como nos imos fazer escoitar?: Soio berrando todos juntos é possível! Nom entender isto é perpetuarnos na agonía do deserto político no que hoje vivemos.

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#12.- Para Um 3

GZlivre!|09-06-2009 18:36

Por isso pido que deijemos um intre de lanzarnos dardos envelenados os uns ós outros e demos dumha vez um passo adiante. Já temos demonstrado de sobra o bem que se nos da criticares, buscar-lhe os erros ó sistema, ós partidos oficiais e incluso ós nossos companheiros de viagem... Mais agora é a hora de construir algo juntos. De dar umha alternativa que nascerá pequena, pero que tenha ilussom de crescer. Que nascerá verde, pero cheia de froles dispostas a dar femosos froitos. Umha proposta serena e flexível, pero crara e rupturista. E dende logo ampla, aberta. Coa mirada posta no horizonte. Nom umha convergencia cativa com nós mesmos senom com afíns diferenciados de nós. Todos somos nescesarios. Cada perspectiva de loita, sendo sincera, pode chegar a prender umha isca de esperanza. Alentar ós companheiros, bater nos inimigos.

Isto nom é umha réplica, mais bem umha continuidade dum diálogo convergente.

Um saúdo.

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