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A crise da representaçom
A questom é fulcral: tem sentido uns investimentos de energias despropocionadas com os seus benefícios na luita eleitoral justo quando o sistema representativo está em crise? É possível articular alternativas reais, com bases amplas, em projectos que nom sejam só eleitorais? As eleiçons tornárom-se um circo no que umha candidatura que representa a defesa dos valores dos povos oprimidos e das classes populares mantidos durante centos de anos nom é capaz de superar à candidatura-performance do Partido do Cannabis; perfeita ilustraçom deste circo onde já nada importa fora da celebraçom festiva do hedonismo curto-prazista e de compromissos de fim de semana. Após marés de cartazes, hoje Europa e Galiza, despertarám igual, mas com umha nova consagraçom eleitoral da maquinaria de destruiçom generalizada chamada Capital.
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O PP consolida a maioria absoluta, com o PSOE em recuo e o BNG a pique
A maioria absoluta conseguida no dia 1 de Março polo PP viu-se confirmada na convocatória eleitoral de ontem, em que o PSOE recuou na Galiza e no conjunto do Estado e o BNG perdeu um terço dos apoios que tivo em 2004, ficando abaixo dos 10%. De facto, toda a esquerda, tanto a reformista como a revolucionária, perdeu votos apesar da existência de umha candidatura estatal, integrada na Galiza pola FPG e a CUT, que foi publicamente apoiada pola maior parte dos sectores da esquerda nom reformista e do independentismo.
A realidade, porém, é que, em plena crise capitalista, com milhares de trabalhadores e trabalhadoras a sofrer as conseqüência dos despedimentos, EREs e outras agressons às condiçons de vida da maioria, nengumha força de esquerda consegue na Galiza aumentar os votos, saindo reforçada a direita governante na autonomia galega, o PP.
O PSOE, gestor da crise à frente do governo espanhol, perde três pontos no conjunto do Estado, que som dous na Galiza autonómica. O BNG, após a saída de um processo “renovador” que confirmou a UPG como força hegemónica na sua direcçom, e apesar de querer aparentar umha viragem “à esquerda” juntando-se às esquerdas reformistas basca (Aralar) e catalá (ERC), perdeu 40.000 votos em relaçom às anteriores eleiçons europeias (1/3 dos que tinha). Uns resultados que Guillerme Vasques, o porta-voz da organizaçom que nos convidava a “ir à Europa” como se a Galiza ficasse noutro continente qualquer, definiu como “pouco positivos” (sic).
Também Izquierda Unida perde votos (quase 3.000), sem que apareça qualquer força à esquerda que consiga aglutinar votos anti-sistema. Se bem é certo que em 2004 houvera só umha candidatura da esquerda independentista, a de NÓS-UP, que conseguira uns modestos 1.331 votos contando exclusivamente com as suas forças, nesta ocasiom a novidade foi umha candidatura de dimensom estatal que no nosso país contou com umha forte implicaçom de alguns sectores do independentismo e da esquerda.
De facto, nem sequer os sectores que nom participamos na sua campanha deixamos de solidarizar-nos com a Iniciativa Internacionalista. Inclusive NÓS-UP pediu o voto para essa candidatura, ainda manifestando as carências da proposta, para tentar facilitar que pudesse aglutinar o descontentamento anti-sistema.
Mas nom foi assim: a Iniciativa Internacionalista ficou abaixo dos resultados habituais da soma das duas candidaturas independentistas. Se no passado mês de Março os votos somados da FPG e de NÓS-UP totalizárom 4.413, agora a candidatura integrada por dirigentes da FPG e da CUT ficou abaixo dos 4.000, concretamente em 3.373.
A todo o anterior há que acrescentar o aumento do voto branco e a diminuiçom da abstençom. De qualquer maneira, nom é este o momento de analisar a fundo um processo eleitoral como o vivido nas últimas semanas, incluída a injustificável tentativa de ilegalizaçom da Iniciativa Internacionalista e a falta de umha candidatura galega soberanista e de esquerda.
Tempo haverá para isso… 
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#3.- Tedes raçom, mais errades. Ámbolos dous.
GZlivre!|08-06-2009 20:17
1: É certo todo o que dizedes mais errades no tom. Pesimista e deijando escapar issas ganhas de dizer: Já vo-lo tinhamos dito nós!
2: Obviades os éxitos da candidatura, que som moitos. E tudos sabemos que conseguidos na peor das circunstacias: Projecto ainda verde, fai 15 días estava ilegalizada a lista, falta de recursos, boicote á campanha, boicote no propio día de onte que já veremos em qué remata, silenzo informativo cando nom manipulaçom e criminalizaçom repetitiva e machacona inda a pesares da sentenza unánime do TC.
3: Um desses éxitos é o da Esquerda Abertzale. E fazer umha análisis tam pequena, pensando só na patria propia, cando o projecto é moito máis ambicioso, se bem nom vou chegar a acussalo ó chovinismo mais flagrante si alomenos me parez oportunista e dende logo injusto. E pouco inteligente, pois se ganha a esquerda abertzale arrastranos a todos! E a convergencia diles com todos os demáis e a valentía dos demais de dar a cara por iles. De jogarse o tipo por darlhes voz,  é o máis valioso que temos acadado.
4: Demasiadas alusons ós erros pessoais dum indivíduo para desacreditarem umha candidatura inteira. Eu som votante de Nós-UP, e reintegracionista... tenho moitas discrepancias com o Mendez Ferrin. Mais anteponher isso a tudo o que nos une, deijar que isso paralice um processo de convergencia tam nescesario para a terra que tanto quero e para a classe á que pertenzo parezme excesivamente infantil. Politicamente moi cativo.
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#4.- Sigue 1
GZlivre!|08-06-2009 20:29
Falo claro, e cicais um pouco levado pelo cabreo e pela impotecia. Pero istes nada tenhem que ver cos resultados das elecçons, que no fundo som o de menos. Isso todos o tinhamos craro, ou deveriamos. Houbese sido divertido, e ata moi práctico, sacar eurodiputado. Pero a nossa loita tem principalmente os olhos postos noutros lugares que nom no parlamento. O cabreo e a impotencia venhem das respostas que venho excoitando, em especial istas que vos deijades eiquí. Pois doe máis o que sintes mais cercano.
Eu pensava que o importante empezaba hoje. Que se ía trabalhar pela unidade dende já. E de boas a primeiras dous coleitivos fundamentais dista hestoria sacam o as de bastos para zurrar sobre umha suposta derrota, que por outra parte nom é tal.
Eu creo numha fronte unitaria, e sigo a crer nela. E postos a falar de erros. E o Ferrin cometeu varios nistes días, nom penso que ninguem esté livre deles. Pero tampouco creo que sejam para tanto. Do que sí estou certo é de que saca-los a relucir, sem reflejar ao mesmo tempo os acertos e as ganhas de contruir algo juntos nom han servir rem para fazer progresar um projecto que todos temos em comum: a Galiza dos trabalhadores.
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#5.- Sigue 2
GZlivre!|08-06-2009 20:36
Ainda assim nom é problema. Todo isto som nimiedades facilmente superaveis com intençom de convergencia.
Eu nom podo deijar de crer. E penso que pronto o povo trabalhador galego, e oxalá seja extensível a todolos povos do estado (juntos mais fortes), terá umha soia referença política á que acodir para defender os seus propios intereses.
Temos moitos frentes abertos, moitas coisas em contra... pero a razom está do nosso lado. Se damos coa chave já ninguem poderá fechar a porta á verdade e á justiza.
Um saúdo para todos.
Independência e Sozialismo!
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#6.- BNG saca un eurodiputado
GARIBALDI|08-06-2009 21:42
ben o BNG sumado a ERC e ARLAR, CHUNTA ARAGONESITSTA, EA   e ecoloxistas teñen un  eurodiputado!!!
ANA MIRANDA VAI ESTAR EN EUROPA.
A VOZ DE GALIZA ESTARA REPRESENTADA
o que pasa e que a esquerda esta a sufrir mais o tema da crise economica que os señoritos que a provocaron pepesoe!!!
se o BNG baixa os demais nacionalistas tamen
e se o BNG sube o demais nacionalistas tamen suben.
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#7.- Adiante con Iniciativa Internacionalista
lugo|08-06-2009 22:11
Para mín é unha honra poder votar a unha candidatura como Iniciativa, porque son traballador e pertenzo a un povo oprimido. Certamente alguns recuperamos a ilusión e creímos que poderíamos quitar un europarlamentario ás forzas do sistema, pero non o acadamos. Pero non só por eso. Tamén por poder construir un polo revolucionario respetuoso cos distintos marcos de luita de cada un dos povos.
Mais esta unión de forzas soberanistas, anticapitalistas e  outras que espero se incorporen no futuro como Izquierda Anticapitalista e o PCPE, podemos xerar un problema serio para o Estado. Respetando os ritmos de cada unha das nacións e movilizando, loitando por unha sociedade máis xusta e solidaria, e modificando a actual correlación de forzas no político que nos sitúe noutros escenarios.
Adiante coa luita!!!
Aurera Iniciatia Internacionalista !!!
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#8.- Análise acertada mas nom completa!
um|09-06-2009 03:34
Para GZlivre!:
Creio que tens razom em que a analise de Mauro Caeiro publicada no Galizalivre.org lhe falta falar sobre o positivo da confluência (ainda que sim fale das pedras no caminho que tivo) que existiu nesta campanha de varios setores politicos e sociais, que por outra parte já existe também noutras historias e em mais que terá de existir.
  Ora bem, creio que o que di na conclusom (*) nom é "Demasiadas alusons ós erros pessoais dum indivíduo para desacreditarem umha candidatura inteira" se nom umha analise que eu acho muito acertada. Com respeito ao comunicado PL nom lhe vexo proveito ningum além do fragmentario.
(*) Os erros tácticos de Ferrín, contodo, nom deixam de ser anécdotas num guiom pré-escrito, e seria bem injusto culpá-lo de nom fazer algo que nunca prometeu. A candidatura de II-SP chegou de carambola, quase de surpreesa, e a sua pretendida referencialidade deveu-se ao intento de ilegalizaçom e a conseguinte solidariedade. Para a maioria da base nacionalista nom significou muito mais lá dum comité de solidariedade com o povo basco. Nom corresponde, pois, exigir maiores tectos a algo que está ainda verde.
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#9.- Analise acertada mais nom completa!2
um|09-06-2009 03:44
E ainda creio que falta algo mais na analise.
Pois que o independentismo galego é o que é, e tivo um resultado normal ainda que mais baixo do esperado. Umha tentativa de explica-lo é o de que para a maioria do nacionalismo nom pasou de ser um comite de solidariedade com euskal herria de 15 dias. 
Nom vamos dar um salto eleitoral espectacular nunca, que ninguém creia que de repente se vam duplicar votos e cousas polo estilo por muito unidos que estejamos. Quando isso poda pasar já o vamos saber antes na rua.
A luita continua! A fortalecer o independentismo!
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#10.- Para Um
GZlivre!|09-06-2009 18:08
Estamos de acordo. Eu tampouco esperaba 15.000 votos II-SP na Galiza por máis uniom que houbese, nem que saquemos representación nas próximas estatais inda que nos unamos manham. Movémonos nos 3.000 ós 5.000, dependendo de que sejamos quem de atraer defraudados com o Bloco ou nos afete a nós tambem o desánimo. Tampouco me preocupa tanto isso, a verdade. Sim me preocupa que para o problema do metal tenhamos 4 comunicados, 3 convocatorias para o 24 de Julho, 5 cartazes distintos numha manifestaçom contra Reganosa. Qué imagem mandamos á gente assim? Se nom somos capaces de ponher por riba das pequeneces que nos separam e de velhas desavenças a importancia da Patria pola que decimos loitar, coma imos convencer ninguem de que faga sacrifiços por ela, de que val a pena loitar?
Coma bem dis, o importante e seguer a fazer crescer o independentismo, e para ilo conseguir umha imagem de unidade é um paso imprescindível! Alomenos nos últimos dous anos Causa Galiza ten-nos juntado o día da Patria. Pero ha de ser umha loita conjunta cada día. Para cada problemática do País ao que todos nós defendemos nom podemos ter cada quem seu propio comunicado, cargado de pequenos dardos para os nossos "inimigos(?!)" máis proximos como tratando de atraer hacia nós aos independentistas ainda nom militantes. Resulta patético. E dende logo pouco prático para fazer crescer o independentismo.
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#11.- Para Um 2 :-)
GZlivre!|09-06-2009 18:22
O povo trabalhador galego há de ter umha referença á que acudir. As loitas populares han de ter umha estrategia pela que guiarse. Cando os políticos profissionais lhes falham, e busquem respostas mais aló, há de aparescer alguem para acolhe-los. Para convence-los de que é posível mudar isto. Que val a pena tentalo. Que hai algo máis do que nos conta a TV. Pero si o que se atopa é um cambalache de siglas que estam as vezes máis pelo labor de buscarse as diferenças que de dar respostas duras, sinceras e reais ós problemas das gentes nunca pasaremos de ser os mesmos de sempre. Seremos tam predecíveis que havémonos cansar de nós mesmos, de nos escoitar umha e outra vez turrar coa mesma parede.
II-SP propóm un pacto a nivel estatal para dúas coisas moi concretas (entre outras moitas): Defende-lo direito de autodeterminaçom dos povos frente ao estado monárquico imperialista espanhol e a soberanía política da classe trabalhadora frente a imposiçom da legalidade burguesa. Crear debate político acerca dissas dúas questions a nivel estatal, quando pelo de agora som dous tabúes ocultados a toda a sociedade, teremos dado um paso de gigante.
O problema do estado espanhol é a política. Vai-lhe bem a propaganda pero a política nom porque todo o tenhem construido baijo a imposiçom. Polo que a súa propia existencia resulta insostível. E como nos imos fazer escoitar?: Soio berrando todos juntos é possível! Nom entender isto é perpetuarnos na agonía do deserto político no que hoje vivemos.
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#12.- Para Um 3
GZlivre!|09-06-2009 18:36
Por isso pido que deijemos um intre de lanzarnos dardos envelenados os uns ós outros e demos dumha vez um passo adiante. Já temos demonstrado de sobra o bem que se nos da criticares, buscar-lhe os erros ó sistema, ós partidos oficiais e incluso ós nossos companheiros de viagem... Mais agora é a hora de construir algo juntos. De dar umha alternativa que nascerá pequena, pero que tenha ilussom de crescer. Que nascerá verde, pero cheia de froles dispostas a dar femosos froitos. Umha proposta serena e flexível, pero crara e rupturista. E dende logo ampla, aberta. Coa mirada posta no horizonte. Nom umha convergencia cativa com nós mesmos senom com afíns diferenciados de nós. Todos somos nescesarios. Cada perspectiva de loita, sendo sincera, pode chegar a prender umha isca de esperanza. Alentar ós companheiros, bater nos inimigos.
Isto nom é umha réplica, mais bem umha continuidade dum diálogo convergente.
Um saúdo.
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