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Posada Carriles, os Cinco e a solene lei norte-americana
Carriles deveria ser processado como criminoso e extraditado para a Venezuela,mas Casa Branca de Obama,como o fez a administração Bush,o protege porque não é um terrorista qualquer.É Seu Terrorista.
José Pertierra | Juventud Rebelde. | 3-10-2009 a las 23:51 | 554 lecturas
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Posada Carriles, os Cinco e a solene lei norte-americana

Carriles deveria ser processado como um criminoso e extraditado para a Venezuela. Assassinou a 73 pessoas a bordo de um avião civil, incluindo a uma menina de nove anos chamada Sabrina e a uma esgrimista cubana, Nancy Uranga de 23 anos, que esperava um bebê. No entanto, a Casa Branca de Obama, como o fez a administração Bush, o protege porque não é um terrorista qualquer. É seu terrorista.

Noam Chomsky utilizou recentemente no México uma frase, carregada de ironia, que me chamou muito a atenção. A propósito do sistema jurídico, Chomsky declarou em uma conferencia na Universidade Nacional Autônoma do México que nos Estados Unidos «a lei é na verdade um assunto solene e majestoso». Essa ironia chomskiana, lançada sobre a sacrossanta lei estadunidense, despe a sutil manipulação dos tribunais pela Casa Branca. O governo se protege atrás do sistema judicial para impor decisões políticas agasalhadas na majestosa solenidade de «da lei».

Luis Posada Carriles deveria ser processado como um criminoso e extraditado para a Venezuela. Assassinou a 73 pessoas a bordo de um avião civil, incluindo a uma menina de nove anos chamada Sabrina e a uma esgrimista cubana, Nancy Uranga, de 23 anos, que esperava um bebê. No entanto, a Casa Branca de Obama, como o fez a administração Bush, o protege porque não é um terrorista qualquer. É seu terrorista.

O homem da CIA na Venezuela nos anos 70. O homem da CIA na América Central nos anos 80 e 90, e o autor intelectual de múltiplos atos terroristas contra Cuba durante décadas. Como disse recentemente seu advogado ante um tribunal federal, tudo o que fez Posada na América Latina o fez em nome de Washington.

Posada não está preso. Goza de plena liberdade em Miami. A pressão internacional que sofre Washington para «fazer algo» contra Posada é grande. A Venezuela pediu sua extradição em junho de 2005, como o fez unanimemente o Movimento de Países Não Alinhados. Ele mesmo confessou ao The New York Times haver sido o autor intelectual de uma serie de explosões em Havana, em 1997, que mataram a um italiano de 22 anos, Fabio Di Celmo, no Hotel Copacabana. Para dar a aparência de estar «fazendo algo» contra o terrorista, Washington o processa por mentiroso, mas não por assassino. Assim garante que se um júri o condena, o castigo será suave. Evidentemente é importante assegurar-se de que o terrorista não se irrite, porque se se sentir encurralado, fala. Posada tem muitos segredos que contar e há muitos mortos escondidos nos corredores da CIA.

Quando a Venezuela pergunta pela ainda pendente solicitação de extradição, Washington pede paciência. «O estamos processando penalmente», dizem. «Logo terão uma resposta. Quando se conclua o processo penal». O processo contra Posada por mentiroso começou em 11 de janeiro de 2007. No entanto está pendente. A próxima audiência não ocorrerá até 1°. de março de 2010. Chomsky tem razão. A lei nos Estados Unidos é um assunto «solene e majestoso».

O saldo dos ataques terroristas contra Cuba nos últimos 50 anos alcança mais de 3.400 pessoas assassinadas. Sem tregua alguma. Para contra-atacar o terrorismo, Cuba enviou vários homens a Miami com a tarefa de se infiltrar nos grupos terroristas do chamado «exílio» cubano. A equipe não procurou se infiltrar nas agências governamentais dos Estados Unidos, e tampouco obteve algum documento secreto. Seu único propósito era acumular as evidencias necessárias para que o FBI prendesse os terroristas. Mas não foi assim.

Em 12 de setembro de 1998, o FBI prendeu aos que lotavam contra o terrorismo. Os cinco cubanos detidos nesse dia foram processados em Miami. Uma cidade com uma pprofunda hostilidade contra Cuba. Um grupo de três juízes que revisou posteriormente a decisão do Tribunal de primeira instância disse que o julgamento contra eles ocorreu dentro de una verdadeira tormenta de pré-julgamentos. Esse era o propósito. A Casa Branca sabe perfeitamente que Miami é um mundo virado do avesso. Em Miami, o bom é mau, e o mau magnífico. Em Miami, os terroristas são patriotas, e os patriotas são terroristas. Em Miami, o Presidente constitucional de Honduras é um comunista, e os golpistas são heróis da República.

Em Miami, a música é boa se toca em Miami, mas ruim se a tocam em Havana. Somente em Miami podem se opor furiosamente a um concerto musical em Havana, como o que organizou Juanes y que reuniu na Praça da Revolução 1.150.000 pessoas.

As imagens das manifestações miamenses contra o concerto Paz sem fronteiras são impactantes. «Juanes traidor: amigo de Fidel Castro», dizia uma das faixas. Com uma enorme moto-niveladora destruíram, frente ao restaurante Versailles, de Miami, os discos de Juanes, de Olga Tañón, de Miguel Bosé e de outros cantores que participaram do concerto.

Miami é a única cidade dos Estados Unidos capaz de destruir os discos dos que cantem em Havana, e de condenar a cinco pessoas inocentes por haver conspirado para cometer espionagem contra o governo dos Estados Unidos, apesar de que nenhum tinha o menor dos menores documentos secreto, nem havia tentado penetrar agencia governamental alguma.

Mas em Miami a falta de evidencia não importa, sempre e quando os acusados sejam cubanos que não sejam hostis ao Governo da Ilha. Os Cinco foram sentenciados a longas sentenças: quatro prisões perpétuas e 77 anos de prisão.

Quando se questiona Washington pela injustiça de condenar aos Cinco, a Casa Branca responde cinicamente que os acusados tiveram de um «devido processo da lei». Que foram os tribunais que estabeleceram a condenação e não a Casa Branca. Que não é um caso político, mas legal.

Chomsky tem razão. A lei nos Estados Unidos é um assunto «solene e majestoso».

 
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