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Poesias de Poetas Comunistas
Poetas e Ativistas Comunistas: Alípio Freire, Pablo Neruda, Berthold Brecht e algumas poesias para a luta revolucionária
Osmar Gomes da Silva | Alípio Freire-Pablo Neruda-Berthold Brecht | 29-6-2009 a las 1:52 | 1338 lecturas
www.kaosenlared.net/noticia/poesias-de-poetas-comunistas
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Para quando falarmos das guerras

 

 

Para quando falarmos das guerras

Quando falarmos das guerras

sejamos contidos

A simples emoção só ampliará os conflitos.

 

Quando falarmos das guerras

baixemos o tom

milhões de filhos de trabalhadores e do povo morrem nas trincheiras

por causas que não são suas.

 

Quando falarmos das guerras

falemos com recato

Para não acordarmos os meninos que dormem

nas frentes de batalha.

 

Respeitemos seu último sono.

Quando falarmos das guerras

falemos com todo respeito

Para transformamos o desespero de mães, viúvas e órfãos

em gritos de paz.

 

Quando falarmos das guerras

não esqueçamos que o inimigo é a guerra

Os nossos únicos companheiros

são os povos.

 

Quando falarmos das guerras

falemos da igualdade entre os homens

Comecemos por apagar as fronteiras nacionais.

Quando falarmos das guerras

Lembremos que o inimigo alimenta os dois lados

É o capital.

 

Quando falarmos das guerras

Lembremos que só há uma trincheira legítima

A de nos negarmos a combater.

 

Quando falarmos das guerras

saquemos nossa melhor arma

A bandeira da paz e do socialismo.

 

Falar das guerras é o avesso

de falarmos da Revolução

Embora nossos companheiros e palavras-de-ordem

sejam sempre os mesmos.

 

 

Alípio Freire

 

 

Partido Comunista.

 

 

E este habitante transformado

que se construiu no combate,

este organismo valoroso,

esta implacável tentativa,

este metal inalterável

esta unidade das dores,

esta fortaleza do homem

este caminho até o amanhã,

esta cordilheira infinita,

esta germinal primavera,

este armamento dos pobres,

saiu daqueles sofrimentos,

do mais fundo da pátria,

do mais duro e golpeado,

do mais alto e mais eterno

e chamou-se Partido,

 

 

Pablo Neruda

 

 

 

 

A injustiça passeia pelas ruas com passos seguros

 

 

 

A injustiça passeia pelas ruas com passos seguros.

Os dominadores fazem planos para dez mil anos.

O poder apregoa: as coisas continuarão a ser como são

Nenhuma voz se levanta além da dos que mandam

E em todos os mercados se proclama a exploração;

Isto é apenas o começo.

E entre os oprimidos muitos dizem:

Não se realizará jamais o que queremos!

O que ainda vive não diga: jamais!

O seguro não é seguro. Como está não ficará.

Quando os dominadores falarem

falarão também os dominados.

Quem se atreve a dizer: jamais?

 

De quem depende a continuação desse domínio?

De nós!

De quem depende a sua destruição?

Igualmente de nós.

 

Os caídos que se levantem!

Os que estão perdidos que lutem!

Quem reconhece a situação como pode calar-se?

Os vencidos de agora serão os vencedores de amanhã.

Os dominadores fazem planos para dez mil anos.

O poder apregoa: as coisas continuarão a ser como são

Nenhuma voz se levanta além da dos que mandam

E em todos os mercados se proclama a exploração;

Isto é apenas o começo.

E entre os oprimidos muitos dizem:

Não se realizará jamais o que queremos!

O que ainda vive não diga: jamais!

O seguro não é seguro. Como está não ficará.

Quando os dominadores falarem

falarão também os dominados.

Quem se atreve a dizer: jamais?

 

De quem depende a continuação desse domínio?

De nós!

De quem depende a sua destruição?

Igualmente de nós.

 

Os caídos que se levantem!

Os que estão perdidos que lutem!

Quem reconhece a situação como pode calar-se?

Os vencidos de agora serão os vencedores de amanhã.

 


Berthold Brecht

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