Autocarro de Galicia Bilingüe atacado
A organizaçom galegófoba e filo-fascista Galicia Bilingüe vai-se manifestar no 8 deste mês em Compostela. A manifestaçom está prevista para as 12 horas, com saída na Alameda. Este novo acto contra a língua galega tem o apoio explícito de duas forças políticas que saibamos: Unión Progreso y Democracia (o partido recentemente fundado por Rosa Díez e Fernando Savater) e o Partido Popular, que com a chegada de Núñez Feijoo à presidência da sua secçom galega, está a experimentar um escoramento cara a postulados claramente “pontofinalistas” no que a língua se refire. É portanto previsível a presença de cargos destes dous partidos políticos na manifestaçom. Nom seria de estranhar que outras sectas ultras do tipo Democracia Nacional ou as diferentes versons de Falange secundaram esta convocatória.
O “positivo” destes actos de rua do espanholismo lingüístico é a clarificaçom de campos, porque em contraposiçoma esse epidérmico democratismo e nom intervencionismo lingüístico que adorna o discurso de organizaçons como Galicia Bilingüe, aparece a evidência de quais som os verdadeiros segmentos ideológicos que apoiam estes autos de fé em defesa da língua imperial. De qualquer maneira, além dessa clarificaçom gráfica, que deixará de pedra a mais de um incauto ou incauta que alí se achegue, pensando que vai apoiar a “liberdade lingüística”, nom fai falta ir demasiado ao fundo da literatura dos “gabis” para constatar que a sua pressom vai encaminhada a varrer o galego da vida pública.
Ir contra o direito a sermos atendid@s em galego no comércio ou na hotelaria, ir contra o decreto do 50% de uso do galego no ensino é claramente romper todos os consensos político-institucionais alcançados desde os albores da autonomia. Nom é um acaso que, depois de trinta anos de autonomia e um quarto de século de Lei de Normalizaçom Lingüística, e a menos de um mês de umhas eleiçons autonómicas se convoque esta manifestaçom.
Num momento em que o galego está em situaçom crítica, no que segundo os indicadores sócio-lingüísticos, pola primeira vez está em sério perigo de desapariçom, e com o fracaso evidente da Lei de Normalizaçom Lingüística por falta de vontade para efectivizá-la por parte dos diferentes governos autonómicos que se vinherom sucedendo, neste momento o espanholismo mais extremista se encontra a si próprio com forças de tomar as ruas da capital da Galiza para laçar o seu particular órdago e desafiar ao povo galego, e muito em particular a esses sectores que forom historicamente partidários de normalizar o galego na nossa sociedade.
Isto também perante a inoperáncia e mansedume das organizaçons históricas do movimento normalizador, incapazes do enfrentamento a pé de rua, imersas no legalismo e no burocratismo e, por cima, sem visom suficiente da situaçom actual como para convocar conjuntamente actos de massas, e como mostra evidente temos a última manifestaçom do 17 de Julho.
Como este centro social já manifestara outras vezes, nom imos ficar calad@s perante esta nova agressom. Na rua e só na rua é onde podemos ganhar-lhe o pulso aos grupos de pressom galegófobos. Mostrando-lhes a nossa valentia e denunciando quem som realmente e quê é o que pretendem. Portanto, fazemos um chamado claro a estar em Compostela e berrar-lhe a esta camada de fascistas e relambid@s as verdades que nom querem mas que terám que ouvir. Que em Compostela, capital da Galiza, em galego, igual que no resto desta naçom que eles e elas negam, mas que resiste e sobrevive, e que às vezes até tem episódios de dignidade. Abaferemo-l@s com a lógica do evidente.
 
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