A empresa Barrick utilizou a força militar para queimar centenas de casas no vale de Porguera, na Papua Nova Guiné. As organizações de direitos humanos locais alertaram para que esses fogos são parte de uma estratégia para limpar de gente a zona de expansão da mina de ouro de Porguera.
Sem alerta prévio, os camponeses das aldeias contíguas à mina de ouro a céu aberto da Barrick em Porguera foram violentamente reprimidos pela policía e militares com 200 efectivos.
A "Operação Ipili" foi lançada a meio do dia para limpar o caminho para a expansão da mina de ouro de Barrick. O estado de emergência declarado em Porgera foi motivado pelos informes apresentados pela Barrick (PNG) Limited.
Proprietários de terras e de casas foram atacados, o que levou os residentes   – alguns deles pequenos mineiros artesãos que trabalham junto à mina – a fugir por temor a perder a vida. A 20 de Abril, informes da comunidade registaram cerca de 600 casas incendiadas, sem que a nenhum dos residentes fosse dado tempo para recolher os seus bens. Alguns foram fisicamente agredidos pelas forças de segurança e outros foram presos.
O pessoal da Barrick Golds alega que os proprietários de terras desta zona são ilegais e intimaram-nos a parar as actividades de subsistência e a abandonar as terras.
O chefe dos proprietários de terra locais Nixon Mangape alertou recentemente um membro do parlamento, assim como os meios de comunicação, sobre as ameaças recebidas da companhia. No ano passado, a Noruega fez marcha-atrás num investimento de 230 milhões de dólares na mina de ouro da Barrick por razões éticas relacionadas com a mina de Porgera.
| Paypal (seguro y permite diferentes formas de pago) | |
| Microdonación de 2 euros | Donación de importe libre |