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Palestina - O fascismo ao vivo
Berta Macias e Amílcar Sequeira vi­sitaram recen­te­men­te a Palesti­na e Israel em represen­tação do Tri­bunal Mundial so­bre o Ira­que. Duran­te a visita estabele­ceram con­tactos a resis­tência.
Kaos. Portugal | Para Kaos. Solidariedade Palestina | 6-5-2009 a las 15:39 | 1130 lecturas | 1 comentario
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Berta Macias e Amílcar Sequeira vi­sitaram recen­te­men­te a Palesti­na e Israel em represen­tação do Tri­bunal Mundial so­bre o Ira­que – Au­diência Por­tu­guesa, in­tegra­dos numa de­lega­ção de que fa­ziam também parte mem­bros do Con­se­lho Por­­tu­guês para a Paz e a Co­­ope­ra­ção, da CGTP e do Movi­mento Demo­crático de Mulheres. Duran­te a visita de qua­tro dias, foram estabele­cidos con­tactos com diversas organizações de resis­tência.

Em que consistiram os vossos contactos?
Em Ramalá tivemos reuniões com sindicalis­tas e também com representantes de cinco parti­dos. Estes partidos estão a constituir um bloco pa­ra que na OLP haja uma frente abrangente que dispute as eleições aos dois grandes (o Hamas e a Fatah). Depois reunimos com parlamentares da Fatah e do Hamas. Em Hebron, com mem­bros de cooperativas, camponeses e sindicalistas. Em Tel Aviv reunimos com duas organizações de mulheres, uma contra a violência e outra cons­tituída em comité pela paz. Infelizmente, não pudemos ir a Gaza.

Quais os problemas na Cisjordânia?
Os colonatos: há cerca de meio milhão de co­lonos, mais de metade dos quais na zona envolven­te de Jerusalém e estão planeadas para breve mais 5500 novas casas. Com o derrubar das casas de palestinianos para expansão dos colonatos, qual­quer dia a Cisjordânia estará dividida em duas partes.

As estradas tradicionais estão cortadas por se­rem atravessadas por outras principais utilizadas apenas por israelitas, o que dificulta os acessos en­tre localidades ou aos terrenos de cultivo. A es­trada 443, uma das vias principais, em alguns lu­gares está muralhada dos dois lados.

Para complicar as coisas, o muro, que já tem 300 quilómetros, divide tudo: povoações cerca­das, aldeias separadas dos terrenos agrícolas, etc. Há cerca de 385.000 colonos entre o muro e a li­nha verde, dentro da Cisjordânia, habitada por 2,5 milhões.

Outro problema são os 635 checkpoints espa­lhados por todo o território. A Autoridade Pales­tiniana só conseguiu acabar com um.

Como vivem os trabalhadores?
Por alturas da primeira guerra do Golfo, tra­balhavam em Israel 215 mil palestinianos a viver na Cisjordânia. Em 2003, na altura da guerra do Iraque, havia 90 mil. Hoje só dão trabalho a 8 mil. O resto vem de África, Ásia e América do Sul. Em Gaza há 85% de desemprego, na Cisjor­dânia 62% e em Jerusalém 44% da população está desempregada.

Os camponeses também têm a maior dificul­dade em sobreviver. A caminho de Hebron, vi­mos olivais cortados pelos israelitas, a pretexto de razões de segurança. Na visita guiada que fize­mos pela cidade, a segunda maior da Cisjordânia, vimos como os 400 colonos israelitas ocupam o centro da cidade, bloqueiam os acessos, e estão guar­dados por mil polícias que exercem todas as arbitrariedades. Uma farmácia ficou fechada do outro lado do gradeamento.

E os refugiados?
Pois, há a questão dos refugiados e o direito de regresso que reclamam. Há mais de 5 milhões de palestinianos refugiados, mais de 4.600.000 só no Médio Oriente. Em Gaza a maior parte da população são refugiados.

Mas... e as resoluções da ONU?
Desde 1947, todas as resoluções foram igno­radas por Israel.

Qual a impressão central que retiram desta visita?
Que a realidade é muito mais dura do que se pos­sa imaginar. Julgávamos estar informados so­bre o que se passa naquela região e de facto muito do que vimos não foi novidade, mas a verdade é que ficámos chocados com a intensidade do so­frimento e provações dos palestinianos.

Podem dar um exemplo?
Há muitos, mas um dos mais chocantes foi a his­tória de um camponês da Cisjordânia que, es­tando no campo com um filho de seis anos, nos pri­meiros dias de Janeiro, foi abordado por mili­tares israelitas que, depois de o matarem, manda­ram embora a criança. O menino, apavorado, foi a correr para a aldeia, mas pelo caminho ainda teve os cães do colonato próximo açulados contra ele. Hoje é um avô de 80 anos que toma conta dele.

Como caracterizam então o regime social e político criado por Israel?
É um regime de tipo autoritário e discrimina­tório, baseado na violência, na repressão e numa política de apartheid e limpeza étnica plenamente assumida. Se querem ver o fascismo ao vivo, visi­tem Israel e a Palestina.

 
 
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Comentarios (1)

#1

08-05-2009 16:29

hay una version en castellano??

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