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Ordes, a vila galega que mais passeados suportou
Ordes com menos de dous mil habitantes no ano 1936, considera-se, nas estatísticas macabras, como a vila de Galiza na que foi mais elevado o número de “passeados”.
AC Foucelhas | 11-12-2009 a las 12:23 | 834 lecturas | 1 comentario
www.kaosenlared.net/noticia/ordes-vila-galega-mais-passeados-suportou
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No cemitério desta vila enterrou-se a gente desconhecida, anónima, como os desaparecidos em quaisquer das repúblicas de Hispano-América, Argentina, Chile, etc. Seguramente umha noite sacárom-nos violentamente das suas casas e os seus familiares nom soubérom nunca mais deles, nem a onde fôrom parar, nem em que lugar repousam os seus restos.

Aqui com a colaboraçom do grupo assassino, próprio da vila, era o cenário do crime preferido polos criminais, pois aqui vinham matar cidadaos de Betanços, Carvalho, de Cúrtis, etc.

Os tiros fatídicos disparavam-se na parede norte do cemitério onde hoje precisamente se levanta o monumento a “El Soldado Lois”. Da muralha cara adentro cavárom-se várias fossas nas que se guindavam os cadáveres, ainda quentes e até se suspeita, que algum ainda com vida.

A gente da vila asinha começou a comentar, em silêncio, de boca a boca, como se quigesse esconder o secreto a vozes, sobre todo as que habitavam cerca do “campo-santo”, que quase todas as noites se ouviam tiros. Este rumor foi em aumento até que se fijo impossível e ninguém o pudo conter, e entom começou a circular a verdade. Aqui, na nossa vila, matava-se a mansalva e a trochemoche e já sem nengumha discreçom.

Em vista desse massacre e para apagar a nossa curiosidade tomamos a decisom de pôr vigiláncia, cerca do cemitério, para comprovar se era certo o que se comentava, agora já a gritos, respeito dos assassinatos nocturnos. Umha noite os que estavam de vigiláncia e depois de várias de vigília, vírom chegar a alguém que lhes franqueava a porta. À média hora escuitárom umha salada de tiros, e ouvírom-se gritos de desesperaçom, de terror e de morte.

À manhá cedo saltamos as tápias e Deus! O horror no que nos metemos foi paralisador e espeluzanante. Foram tantos os que caírom que nem tempo tivérom a enterrá-los a todos. Aliás as fossas já eram insuficientes. Já nom cabiam os mortos.

ASTRAY RIVAS, Manuel. Síndrome del 36. La IV Agrupación del Ejército Guerrillero de Galicia. Sada, Ediciós do Castro, 1992, pp. 115-116
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Comentarios (1)

#1.- LEMBRANDO AOS LUITADORES

Xose Lois|11-12-2009 19:59

Parabens ao CC.Foucelhas pelo artigo.Insistir na memoria para que estes crimes  do fascismo nom quedem impunes.Emquanto ao libro de Manuel Astray Rivas tenholo e penso que para o autor nom contam os assassinados pelo regimen franquista antes da sua morte os  membros do FRAP,ETA,etc,etc. 

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