O Pontal é um equívoco. Não se viu doutrina nem estratégia, menos ainda um desafio ou sinal. Coisa menor que se arrasta e perdeu significado. Aproveita a circunstância dos barões do partido estarem a banhos, mais as respectivas damas, no Algarve. Tisnados e cansados pela vida “difícil”… Depois, esta gentinha surge nas revistas cor-de-rosa. Que fizeram? Nada! Que dizem? Zero! O povo, naturalmente, ri-se. Pedro Passos Coelho, a contrafacção de Sócrates, que quando for primeiro-ministro há-de privatizar o ar, foi o animador da jantarada. Houve faltosos - o mais notado foi o prof. que sabe tudo, Marcelo Rebelo de Sousa, a pretexto de ir à televisão desvendar os mistérios da política. Tem uma língua tão viperina, que morrerá instilado pelo seu próprio veneno. As tv’s, durante o lauto jantar fixaram alguns figurões, quase todos luxuosos e com reformas de luxo, com ar de quem não tinha sido também responsável pelas misérias que nos atolam. O palhaço da noite, com perdão da palavra, foi Passos Coelho, que, como lhe competia, falou: “Cada cidadão deve escolher o seu próprio médico”, o que é uma aldrabice monstruosa. Afirmou desatinos e pôs-se de fora em compromissos e arranjinhos com Sócrates, seu par de tango (ou tanga), que já nos foram à bolsa. Não se sabe o que o Coelho foi fazer ao Pontal. Expor a vaidade, o vazio, ou “encher chouriços”? Passos marca passo. O Pontal foi um pontinho.
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