“A unidade abrirá os caminhos da esperança” foi a legenda que acolheu no auditório do Parque Central caraquenho a mais de 1.200 delegadas e delegados de trinta países da América Latina, as Caraíbas e Europa, entre as quais estava presente a Galiza, através de umha representaçom do nosso partido e do Capítulo Galego da CCB (Coordenadora Continental Bolivariana). Num clima de entusiasmo revolucionário durante três intensas jornadas -7, 8 e 9 de Dezembro- aprovárom-se os documentos a debate, entre os que destaca a “Declaraçom bolivariana de Caracas: Com a espada de Bolívar face o novo Ayacucho!” que polo seu interesse reproduzimos integramente, assim como a nova estrutura organizativa.
A nova plataforma internacionalista integra umha ampla diversidade de entidades que vam desde partidos comunistas como o do Chile, Venezuela, Argentina, Brasil, México, a organizaçons revolucionárias como Nova Esquerda Camañista da República Dominicana, FMLN do Salvador, as FARC-EP, os independentismos portorriquenho, basco e galego, a movimentos sociais, indígenas, camponeses, de mulheres, juvenis, a intelectuais de esquerda como Jorge Beinstein ou Néstor Kohan.
Os objectivos do MCB som promover a luita revolucionária em todo o continente para avançar face os ideias bolivarianos da Pátria Grande em perfeita sintonia com a construçom do socialismo. Para atingir este horizonte, o MCB aposta em impulsionar todas as formas de luita e pola coordenaçom supranacional dos combates populares.
Coincidindo com 185 aniversário da batalha de Ayacucho, que marcou o fim do colonialismo espanhol na América do Sul, concluiu na tarde da quarta-feira 9 de Dezembro este histórico congresso que elegeu a Carlos Casanueva como Secretário-Geral e Narciso Isa Conde como Presidente.
Ameaças do regime terrorista colombiano
O chefe do exército colombiano, general Freddy Padilla de León, ameaçou publicamente o MCB por difundir a mensagem de saudaçom de Alfonso Cano, comandante em chefe das FARC-EP, na primeira jornada do congresso.
Posteriormente, Uribe solicitou à Fiscalía colombiana a extradiçom dos membros do MCB pois segundo o presidente colombiano mantenhem cumplicidade com “quem assassinam, com quem seqüestram, com quem realiza actividades de narcotráfico”.
“Pedimos à nossa Fiscalia que essas pessoas, dirigentes de esses partidos que onte se declarárom cúmplices do grupo narcoterrorista das FARC, sejan judicializadas na Colômbia e que a Colômbia procure trazê-las à justiça para que respondam por esse delito de concerto com criminosos”.
Galiza estivo presente
A Galiza estivo representada por Carlos Morais, secretário-geral de Primeira Linha, que passou a fazer parte da Presidência Colectiva do MCB.
Tal como manifestou ao plenário, “a Galiza rebelde e combativa, a que luita pola independência e o socialismo, contra o imperialismo espanhol que nos oprime, explora e saqueia, saúda o Congresso constituinte do MCB” e “transmite a sua satisfaçom polo importante passo de convergência das forças revolucionárias que hoje impulsionamos”.
Declaraçom bolivariana de Caracas: Com a espada de Bolívar para o novo Ayacucho!
Hoje, 9 de Dezembro de 2009, aos 185 anos da trascendente batalha de Ayacucho que pujo fim ao colonialismo espanhol e deu início à nossa primeira independência…
Em Caracas, berço do libertador, capital da revoluçom bolivariana liderada polo comandante Chávez, declaramos perante os povos do mundo:
Somos Movimento Continental Bolivariano!, após transitarmos pola frutífera rota da Coordenadora Continental Bolivariana (CCB).
Somos Movimento Continental Bolivariano (MCB) para assumir com inteligência e paixom revolucionária a causa heróica da Pátria Grande e o socialismo emancipador.
Somos “pensamento e acçom fundidos em armas contra as injustiças”. Unidade a partir de umha grande diversidade e combinaçom de diferentes identidades políticas, sociais, culturais revolucionárias.
Somos a conjugaçom de variadas formas e métodos de luita.
Nesta hora crucial para os nossos povos, assumimos com determinaçom as respostas que a partir das resistências e variadas ofensivas em marcha merecem o pérfido e desesperado contra-ataque que com a sua evidente declinaçom como império empreendeu contra os nossos povos a militarizada súper-potência do “Norte revolto e brutal”.
A revoluçom bolivariana, ponto de partida junto à insurgência zapatista no México, desta nova e promissória época; e a heróica revoluçom cubana, principal conquista dos povos do continente americano neste século XX, serám defendidas com alma e coraçom polo nosso movimento. Com sangue carregado de indignaçom se for necessário!
Os avanços políticos e sociais de diferente calado em Equador, Bolívia, Nicarágua, El Salvador, Uruguai, Brasil… e muito especialmente a que encarna o ALVA e tudo aquilo que aponte em direcçom à autodeterminaçom, às reformas avançadas e às transformaçons revolucionárias- bem como às perspectivas de profundizaçom e ampliaçom desses processos- teram no nascente MCB um bastiom de solidariedade e de impulso desde as resistências e as ofensivas de nossos povos.
Contribuir para derrotar o regime golpista nas Honduras e abrir caminho à constituiente popular é um compromisso de honra.
Enfrentar toda tentativa inesperadamente similar em Paraguai ou onde seja, é um dever insoslaiável.
Faremos até o impossível para contribuir para isolar, Encurralar e derrotar o engendro sipaio e narco-para-terrorista que representa o regime de Álvaro Uribe, imposto a ferro e fogo nesse país irmao com pretensons de expansom a outras naçonss da regiom.
Contribuiremos para a troca humanitária de prisioneiros e prisioneiras e para a soluçom política do conflito armado colombiano na procura da paz anelada.
Nom há chantagem sobre o planeta que nos conduza a renunciar ao merecido apoio à  insurgência e a todas as forças sociais, políticas e democráticas que representam a liberdade e emancipaçom do povo colombiano. A mesma atitude assumiríamos em frente da insurgência indígena mexicana e em qualquer parte do continente.
A arrogância, a agressividade e a vocaçom guerreirista de um imperialismo decadente e senil, empecinado por imperiosas razons de sobrevivência e incerta continuidade, a apropriar-se mediante a força militar do valioso património natural de nossos povos, a tentar reverter sua ofensiva transformadora e a desestabilizar e erradicar os governos revolucionários e progressistas da regiom nom nos atemorizam. Ninguém poderá arrebatar-nos o conquistado.
Ninguém poderá  apoderar-se impunemente das fontes de água, biodiversidade, minerais, mares, florestas, praias, reservas científicas e valores culturais. Está é umha luita aberta e vamos triunfar!
A partir dos nossos territórios povoados polos nossos povos originarios, trabalhadores e trabalhadoras, camponeses e camponesas, jovens, meninhos e meninhas, comunidades rurais e urbanas, igrejas dos pobres , negros /as, mestizos/as, etnias discriminadas, artistas e intelectuais, cooperativistas e produtores nacionais… vamos livrar as luitas necessárias para preservar e assumir colectivamente essas riquezas, para impedirmos a sua conversom em fontes de exploraçom, expansom e lucro do grande capital crioulo e multinacional. Igualmente, havemos de acompanhá-los na sua insubmissom contra todas as modalidades de exploraçom, domínio e exclusom de que som vítimas.
Seremos luitadores solidários pola libertaçom dos presos políticos colombianos, venezuelanos, hondurenhos, bascos, peruanos e portorriquenhos, que cumprem condenas polas suas luitas libertadoras e solidárias nos cárceres dos impérios e dos governos antidemocráticos da América, Europa, África, e Ásia.
As nossas queridas pátrias particulares, caminho a conformarmos a Pátria Grande sonhada por Bolívar, terám no MCB um defensor inclaudicável face aos desmandos dos imperialismos norte-americano e europeu.
As bases gringas na Colômbia, Honduras, Porto Rico e em todo o continente terám de enfrentar logo o clamor e a mobilizaçom que as isole; ao mesmo tempo que potencialize a reacçom capaz de dissuadir os perversos planos de guerras que implicam a sua presença e expansom na Nossa América, e que em caso de se executar podam ser derrotados polos nossos povos.
A unidade anti-imperialista será umha das nossas divisas relevantes. Confluiremos em todas as iniciativas que a alarguem e fortaleçam.
Nom haverá causa justa no mundo que nom conte com o nosso concurso militante. As resistências e luitas dos povos do Iraque, Irám, Afeganistám, Paquistám, Curdistám, Turquia, Euskal Herria, Galiza, República Saaraui e outros povos de África, terám no MCB um aliado firme e leal.
As demandas e os combates das e os imigrantes do terceiro mundo nos Estados Unidos e na Europa serám apoiadas com determinaçom. Nom haverá presos nem presas nos cárceres do império e dos estados repressivos aos quais nom chegue o nosso clamor de liberdade.
O colonialismo em Porto Rico, as Malvinas e em todas as Caraíbas insulares e no mundo vai ter-nos em frente.
Abaixo as colónias! Viva a liberdade dos povos!
Somos MCB!
Somos democracia verdadeira, anti-imperialismo, anticapitalismo!
Somos socialismo sem decalque nem cópia, somos transiçom criadora para ele!
Somos reencarnaçom colectiva do libertador, do Che, dos heróis e heroínas da América!
Somos nova independência!
Nascemos hoje a comemorar aquele glorioso glorioso Ayacucho para, a partir da sua inesgotável fonte de inspiraçom, contribuirmos para o novo e definitivo Ayachuco!
Para criar Pátria Grande e Socialismo!
Somos MCB porque em Bolívar e nas e nos próceres da nossa América encontramo-nos todas e todos!
Até a vitória sempre!
Caracas, 9 de Dezembro de 2009
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#1
14-12-2009 17:15
Lo que no entiendo es que pintáis en una coordinadora continental americana, no deberíais coordinaros a nivel europeo con otras organizaciones anti-imperialistas? Es como raro, vale que hay gallegos por todo el mundo, pero de ahí a considerar la CCB vuestro ámbito de actuación hay un cacho...
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#2.- lucha internacional
galego|14-12-2009 17:23
Tambien participan vascos y otros paises europeos.
Tampoco tu y yo somos saharauis pero nos solidarizamos. Supongo que se trata de apoyar a la zona del planeta donde se dan las luchas anti-imperialistas y anticapitalistas mas avanzadas. Esta lucha debe ser mundial!
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#3
zheltyk|14-12-2009 21:09
Es positiva la participación de independentistas gallegos y vascos en este evento, nadie que se considere revolucionaria/o puede negar esto. Lo que sí es cierto es que, al igual que no existe ningún tipo de reparo en participar en esto, no debería existir problema en darle continuidad a un proyecto tan ambicioso y que  tantos a lo largo del Estado español necesitamos, como es Iniciativa Internacionalista.
Una coordinación de todas las organizaciones revolucionarias del Estado español no podría hacer más que reforzar las luchas nacionales y de clase. ¿Qué sería mejor para la independencia de Euskal Herria, Galiza y Països Catalans que el apoyo de los trabajadores y trabajadoras del resto del Estado? ¿Qué sería mejor para la revolución que extender y universalizar la lucha del pueblo vasco al resto del Estado?
Se trata de una alianza de pueblos y clase contra un enemigo común: el capitalismo español, no de un refuerzo de estructuras españolas.
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#4
15-12-2009 08:57
"A Galiza estivo representada por Carlos Morais, secretário-geral de Primeira Linha, que passou a fazer parte da Presidência Colectiva do MCB."
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#5.- A espada de Bolivar...
miguel|16-12-2009 11:57
Todo aquel que levante bandeiras de revolución é ben-vido, mais non todos son verdadeiramente revolucionarios por moitas bandeiras nas que se envolvan.
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