o sindicato LAB reclamou um debate "sem condições" sobre o calendário laboral
No «dia da hispanidade», mais de duas mil pessoas participaram na manifestação contra o fascismo que se realizou em Iruñea Pamplona.
  Gritos de "indepentzia", "alde hemendik", "ikurriña bai, espainola ez" e "UPN-PSN, faxistak" apoderaram-se de uma capital navarra e de Euskal Herria repleta de ikurriñas e bandeiras de Nafarroa.
Afirmaram que as ameaças, as agressões e as sabotagens dos últimos meses ocorreram sob o "olhar condescendente de políticos, juízes e polícias".
Em euskara e castelhano, Dani Saralegi, jovem que foi alvo de ameaças fascistas, e María Santos Santaquiteria, denunciaram os casos de seqüestro, de tortura e as inscrições. Estabeleceram ainda um paralelismo entre "os tempos atuais e os dos GAL", denunciando o desaparecimento do militante Jon Anza. Sublinharam que este tipo de ações procura "impedir a liberdade de pensamento e ação das pessoas que acreditam num outro modelo de convivência", bem como "amedrontar os cidadãos e paralisar os sectores mais combativos".
Ikurriñas e bandeiras de Nafarroa
A manifestação partiu às 17h45 da antiga estação de autocarros de Iruñea, encabeçada pela faixa com o lema "Atzoko eta gaurko faxismoari stop" =Ao fascismo de ontem e de hoje, stop, levada por representantes de sectores que foram vítimas dos últimos ataques fascistas.
Uma pessoa ataviada como o Bobo dos dançantes de Otsagabia abriu a marcha "espantando" os maus espíritos com uma espécie de pau. À frente dele, várias furgonetas da Polícia espanhola.
Numerosas ikurriñas e bandeiras de Nafarroa deixaram patentes as exigências dos manifestantes, que reclamaram "independentzia". Não faltaram denúncias como "zuek faxistak, zarete terroristak" -vocês, fascistas, são os terroristas, e "PSOE, GAL, berdin da" = PSOE, GAL, é a mesma coisa.
À passagem da marcha pela delegação do Governo espanhol em Iruñea, os manifestantes fizeram ouvir uma valente "assobiadela", acompanhada de sonoros "guau, guau" e "alde hemendik". Perto da sede da UPN, aumentaram os gritos de "UPN cunetero" e "UPN, PSN, faxistak", enquanto os de "independentzia" predominaram quando a marcha entrou pela Carlos III em direcção ao "monumento aos caídos", erguido durante a ditadura, na Praça Conde de Rodezno, onde teve lugar o ato político.
A marcha de Iruñea não foi a única manifestação contra o fascismo realizada em Euskal Herria. Houve marchas semelhantes em Donostia, Gasteiz, Bilbo e Santurtzi.
 
 
No «dia da hispanidade», o sindicato LAB reclamou um debate "sem condições" sobre o calendário laboral que os trabalhadores querem e levou a cabo diversas concentrações contra a imposição deste feriado aos bascos.
 
 
Urriak 12 - Atzoko eta gaurko faxismoaren aurka
"Atzoko eta gaurko faxismoari stop" Ao fascismo de ontem e de hoje, stop.
 
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