Dos corpos, 11 encontram-se numha vala do cemitério de Tenorio, na cámara municipal de Cotobade, outros quatro no Porrinho e o decimo sexto em Vila Garcia de Arousa. O vice-presidente da associaçom, Santiago Macías, anuncia que estas intervençons começarám neste mês nas três localidades pontevedresas de forma "escalonada". Macías nom pode precisar quanto tempo investirám em exumar os corpos, já que depende de factores tam diversos como a meteorologia ou a colaboraçom cidadá.
No cemitério de Tenorio permanecem enterrados os restos de cinco vizinhos de Arbo e seis de Lalín, que fôrom passeados a 9 de Novembro de 1936. Trata-se de onze republicanos que tinham estado recluídos na ilha de Sam Simom, cárcere que abandonárom no dia anterior à sua morte supostamente para serem transladados à prisom de Ponte Caldelas. Segundo rememora a porta-voz da Associaçom Sócio-Cultural Manuel Ferreiro, Emilia Failde, a expediçom partiu de Redondela para Ponte Vedra e ao chegar ao lugar conhecido como Volta do Couto os nacionais detivérom o camiom e ordenárom descer do veículo Luis Frade Pazos, José López Bermúdez, Ramiro Granja González, Luis Varela Sobrado, José María Montouto Rodríguez, Eliseo Garra Lalín, Alfonso Alonso Português, Juan Alonso Pérez, José Gómez Sam Paio, Antonio Picalho Buela e Telmo Rodríguez Alonso. Os onze fôrom fusilados. Os falangistas visitárom os vizinhos de Filgueira e chamárom a todas as portas para obrigar aos habitantes a preparar umha carroça com palha que levasse os onze corpos sem vida desde o povo até o cemitério de San Pedro de Tenorio. Ali, em torno das dez da manhá, fôrom enterrados numha vala cavada polo bando franquista com o presidente da cámara da localidade como oficiante do enterro.
Membros da associaçom Manuel Ferreiro puseram-se em contacto com a ARMH para que escavassem o território e, depois de fazer as pertinentes comprobaciones de DNA, entregar os corpos a seus familiares para que podam dar aos represaliados um enterro digno. A porta-voz do colectivo ponte-vedrês assinala que contam com as permissons correspondentes da Conselharia da Sanidade, o Serviço de Património Cultural, dependente da Conselharia da Cultura e o Arcebispado de Santiago de Compostela.
Além de intervir no cemitério de Tenorio, a associaçom também exumará os corpos de quatro canteros da parroquia da Piconha, em Salceda de Caselas, enterrados numha vala no Porrinho. Os operários permanecêrom escondidos nesse lugar desde o golpe de Estado até que as tropas franquistas os localizárom a 21 de Novembro de 1936. Nesse dia, os sublevados terminárom com as vidas de Manuel Domínguez, Benito Antonio Cabaleiro, Gabriel Besteiro Rodríguez e Ángel Cabaleiro. Os quatro fôrom perseguidos por ter sido importantes activistas do movimento agrário do sul de Pontevedra. Tal como recorda o porta-voz da Associaçom Memória Histórica do 36 de Ponteareas, Ángel Rodríguez Gallardo, Salceda de Caselas foi um grande nicho do movimento operário já desde a Segunda República. Ao igual que a vala de Tenorio, a de San Salvador de Budinho também se achava entre as judicializadas por Baltasar Garzón. As famílias, sobretodo a filha de um dos pedreiros, sempre figérom questom de esgotar o processo judicial aberto por Garzón e, antes de que começasse o verám, contactárom com a ARMH para que exumase os restos.
Cornazo, em Vila Garcia de Arousa, completa o mapa de intervençons na Galiza da associaçom. Numha vala nesta localidade acha-se Manuel Álvarez Silva, marido de umha vizinha da localidade próxima de Abalo. Conta a porta-voz da Comissom pola Memória de Vila Garcia, Margarita Teixeiro, que o fusilado se escondeu durante vários meses neste enclave depois de percorrer a pé os quase 40 quilómetros que o separam de Vigo. Depois de umha delaçom, as tropas nacionais rodeárom a casa e, se bem conseguiu escapar ao monte, foi apanhado e assassinado a 9 de Novembro de 1938. No que vai de ano, a ARMH já tem realizado duas intervençons na Galiza, ambas no norte da província de Lugo, nas localidades de Argomoso e Mondonhedo.
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