A marcha partiu da praça do Hino Galego passadas as 20h30, percorrendo várias ruas do centro, fazendo umha galeguizaçom simbólica de umha placa na rua Real e detendo-se à frente da sede do Partido Popular, onde se coreou a palavra de ordem "A Junta do PP, galega nom é!". A inusitada presença policial demonstrou que as nossas "autoridades" tenhem medo da iniciativa colectiva quando nom é auspiciada nem controlada por nengumha força "de ordem".
A manifestaçom concluiu frente à sede municipal, onde se apelou directamente ao presidente da Cámara: "Irisarri, une-te!". O máximo representante municipal saiu pouco depois do edifício da praça do concelho... mas nom aderiu às nossas reivindicaçons.
A galeguizaçom do ensino, o rejeitamento ao governo do PP e a reclamaçom de um Ferrol em galego fôrom as principais palavras de ordem coreadas. Finalmente, a companheira Rebeca Bravo dirigiu umhas palavras às pessoas congregadas ao pé da escadaria principal da Cámara Municipal ferrolana.
A marcha reivindicativa concluiu com o canto colectivo do nosso Hino Nacional.
Reproduzimos a intervençom da representante da Junta Directiva da Fundaçom Artábria no fim da marcha em defesa da língua que decorreu no dia 25 de Setembro polo centro de Ferrol.
"Quando convocamos esta marcha em defesa de um Ferrol em galego, figemo-lo a partir dumha reflexom sobre a situaçom dramática que vive o nosso idioma no nosso concelho. Naturalmente, também influiu a ofensiva antigalega que está a protagonizar o PP no governo da Junta, mas quigemos destacar o papel que deve cumprir, e nom cumpre, o governo do PSOE que preside Vicente Irisarri.Na Fundaçom Artábria sempre defendemos e praticamos a necessidade da total autonomia dos movimentos sociais frente às instituiçons, pois só assim podemos cumprir com o papel que nos corresponde: fiscalizar e exigir que as políticas sociais e, neste caso, lingüísticas, sejam feitas em funçom dos interesses da maioria.
Para nós, o idioma é parte substancial desses interesses da maioria. Sem galego, tanto Ferrol e como a Galiza ficarám reduzidos a cópias inertes da identidade espanhola que querem impor-nos; um cópia como a da Semana Santa sevilhana que cada ano representam, também em espanhol, as confrarias católicas com dinheiro público que estaria melhor investido em fomentar as manifestaçons genuínas da nossa cultura.
Por isso, sendo necessário mobilizar-se contra o PP para evitar que consiga a desapariçom definitiva do galego, que é o seu fim último, devemos mobilizar-nos também frente ao resto de forças políticas e instituiçons. Da mesma forma que o actual governo municipal continua sem respeitar a Ordenança de Normalizaçom Lingüística, Vicente Irisarri continua também a evitar o uso público do galego, o que deveria fazer como cargo público.
Se o PP ataca directamente os nossos direitos lingüísticos, o PSOE e o BNG tampouco assumem, quando governam, a necessidade de aplicar a única política lingüística que pode garantir o futuro do galego: a política de imersom em galego no ensino, de obrigatoriedade para todos os usos institucionais e de exigência a todos os poderes económicos que operam no nosso país para utilizarem o galego.
Tal como figemos no passado Dia das Letras, devemos continuar a mobilizar-nos e a organizar-nos para defender o nosso mais valioso património colectivo: o galego. Esse é o objectivo da convocatória de hoje.
Agradecemos a vossa participaçom e esperamos contar convosco para futuras convocatórias."
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