Buscar  
Julgamento da Terra Indígena Maraiwatsede é suspenso
Com o voto do relator do processo,Pedro Francisco da Silva,favorável aos indígenas e contrário aos posseiros,o desembargador federal João Batista Moreira pediu vista do processo.Julgamento só em 2010.
Correio Braziliense,CMI,MST | 17-11-2009 a las 0:59 | 587 lecturas
www.kaosenlared.net/noticia/julgamento-da-terra-indigena-maraiwatsede-suspenso
Compartir: Publicar en Facebook Publicar en Twitter Publicar en Meneame Publicar en Google Buzz Publicar en Technorati Publicar en Delicious Publicar en AlternativeWeb
Julgamento da Terra Indígena Maraiwatsede é suspenso

O desembargador federal João Batista Moreira pediu vista do processo que julga o recurso de fazendeiros posseiros contra a desocupação da reserva indígena Maraiwatsede no norte de Mato Grosso.

O pedido de vista ocorreu após a declaração do voto do relator do processo no Tribunal Regional Federal 1ª Região, juiz federal Pedro Francisco da Silva, favorável aos indígenas e contrário aos posseiros.

O julgamento deverá ser retomado no início do próximo ano.

  Além do desembargador João Batista, ainda deve votar a desembargadora Maria do Carmo Cardoso, da 5ª turma do TRF1

    Cerca de 40 lideranças Xavante estão em Brasília e participaram do julgamento sobre a terra Maraiwatsede, demarcada como terra indígena em 1993. A terra, localizada no norte do Mato Grosso, está invadida por diversos fazendeiros, que questionam na justiça a demarcação da terra.

O julgamento aconteceu nesta segunda-feira (16/11), a partir das 14h, no Tribunal Regional Federal 1ª região.

Os Xavante foram retirados da terra Maraiwatsede em 1966 após a área ter sido invadida e transformada no maior latifúndio do Brasil – a fazenda Suiá-Missu, que tinha 1,7 milhão de hectares.

Os indígenas foram levados por um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para a terra Xavante São Marcos – também no Mato Grosso. Quase 70 indígenas morreram vítimas de sarampo logo após a viagem. Em 1993, após muita pressão, a Fundação Nacional do Índio inicia o estudo para identificação da terra Maraiwatsede, cuja demarcação foi homologada em 1998.

Desde 1992, no entanto, a área da então fazenda Suiá-Missu passou a ser invadida por diversos fazendeiros, que já destruíram cerca de 60% da mata para criar gado e plantar soja. Os fazendeiros continuaram na área mesmo após o registro da terra indígena em 1999.

Apenas em 2004, com a área ainda invadida, um grupo Xavante retornou para Maraiwatsede e, após acamparem seis meses à beira de uma estrada, entraram na terra e construíram uma aldeia, o­nde atualmente moram quase 900 pessoas. O restante do território continua invadido e os posseiros questionam na justiça a demarcação da terra.

 
Más información:


Si quieres contribuir a que Kaos en la Red pueda seguir publicando artículos como este, puedes hacer tu donación en:
Paypal (seguro y permite diferentes formas de pago)
Microdonación de 2 euros
Donación de importe libre


Comentarios (0)
La inserción de comentarios en esta noticia está desactivada

Más información en Kaos en la Red
América Latina Brasil Derechos Humanos Guerra / Criminalización / Represión Internacional

Col-lectiu Kaos en la Red - Carrer Ramón Llull 132 Terrassa, el Vallés Occidental (Paísos Catalans)