A Rádio do Exército anunciou na quarta-feira (4 Novembro) que o governo (israelita) está a considerar a possibilidade de criar campos de trabalho no Sul do país. Os imigrantes ilegais seriam aí internados, onde permaneceriam até os seus pedidos de asilo serem despachados, o que poderá demorar meses ou anos. Seriam alimentados e receberiam assistência médica. Em contrapartida, estariam obrigados a realizar trabalho braçal fora dos campos e não receberiam salário. A proposta, que faz parte do esforço para enfrentar os problemas colocados pelos imigrantes ilegais, colocaria os candidatos a asilo em comunidades do deserto de Negev e Arava. Os seus salários (não recebidos) seriam pagos ao Estado, para financiamento dos campos. A questão dos imigrantes estrangeiros ilegais e dos refugiados fez manchetes devido aos esforços de organizações de direitos humanos para impedir a deportação dos filhos de 1.200 trabalhadores estrangeiros, ainda crianças. Um dos principais argumentos dos defensores da deportação, incluindo o Ministro do Interior Eli Yishai (do partido Shas, [da extrema-direita]), é que se lhes for permitir permanecer, isso iria provocar a vinda de imigrantes ilegais, às centenas de milhares. Os quais trariam “uma série de doenças, como hepatite, sarampo, tuberculose e SIDA, [bem como] drogas”, afirmou Yishai.
“Receio que tenhamos caído muito baixo”, afirmou o deputado Dov Khenin (do partido Hadash) ao reagir à proposta de campos de trabalho, e acrescentou que em sua opinião o plano encorajaria mais candidatos a asilo a tentarem entrar em Israel.
“O plano induziria refugiados a virem para Israel. Uma cama é um incentivo em comparação com os países de origem deles. Israel tem o direito de fechar as suas fronteiras, mas quando alguém vem para cá não se pode lutar contra esse alguém. Isto mostra que não aprendemos nada, como povo que vive num país criado por refugiados para refugiados”, acrescentou   Khenin.
Contrariando a oposição de grupos de direitos humanos, as comunidades do Sul poderão responder favoravelmente ao plano. Em Abril de 2008, numa audiência judicial sobre a política governamental de colocar candidatos ao asilo nos subúrbios a Norte de Hadera e a Sul de Gedera, foi apresentado um memorando sobre as perspectivas de emprego dos imigrantes. No documento, Sigal Rosen, da Linha Vermelha para Trabalhadores Migrantes, declarou que os kibbutzim do Sul não tinham mostrado interesse em contratar os migrantes.
“Contactámos muitos kibbutzim num esforço para obter a libertação dos candidatos sudaneses ao asilo, para trabalho agrícola”, disse ela. “Apesar de reconhecerem a sua desesperada necessidade de trabalhadores, a maioria dos coordenadores dos kibbutzim recusaram o meu pedido ao tomarem conhecimento de que teriam de lhes pagar o salário mínimo estipulado por lei, e que não poderiam fazer deduções [de despesas] nos seus salários, para além do que determina a lei sobre trabalhadores estrangeiros”.
Rosen contactou centenas de potenciais empregadores dos kibbutzim e das comunidades agrícolas moshav, mas muito poucos se mostraram interessados. No final, apenas 14 moshavim e dois kibbutzim concordaram em contratar imigrantes sudaneses como trabalhadores agrícolas.
Ontem, a Amnistia Internacional criticou a proposta. O director do grupo em Israel, Itay Epstein, comentou: “A ideia louca de alojar à força refugiados em campos de trabalho no Sul é contrária ao direito internacional e a todos os tratados internacionais que Israel subscreveu”. E acrescentou que “Israel está obrigado a proporcionar aos refugiados e aos que procuram asilo e lhe batem à porta, um porto seguro, [bem como certos direitos], que incluem o direito a viver com dignidade, trabalhar e ganhar o seu sustento. Eles não devem ser empregados à força, aproveitando-nos da miséria dos sobreviventes de genocídios e de perseguições”.
* (correspondente do diário Haaretz) 
| Paypal (seguro y permite diferentes formas de pago) | |
| Microdonación de 2 euros | Donación de importe libre |
#1.- CAMPAÑA MUNDIAL DEL 9 AL 16 DE NOVIEMBRE EN CONTRA DEL SIONISMO ASESINO
06-11-2009 19:58
HAY QUE HACER ALGO CON ESTOS NAZIS SIONISTAS!!!!. NO TIENEN LIMITES.
POR CIERTO DEL 9 AL 16 DE NOVIEMBRE CAMPAÑA MUNDIAL CONTRA EL MURO-APARTHEID, DE GAZA Y CISJORDANIA. 
ESTAMOS LLAMADOS A HACER ACTOS EN SOLIDARIDAD CON EL PUEBLO PALESTINO.
ISRAEL Y EL IMPERIALISMO YANQUI ES EL CANCER DEL MUNDO. HAY QUE COMBATIRLOS COMO PODAMOS, NO LO HECHO EN EL OLVIDO. ESTOS SON CAPACES DE CREAR UN CAMPO DE EXTERMINIO A NIVEL MUNDIAL.
A POR ELLOS!!!
SOCIALISMO O BARBARIE.
Valoración: 0
| Avisar provocación