Depois  da viagem de trinta minutos em trem, na que o acompanhárom os presidentes das Câmaras Municipais compostelana e corunhesa, Blanco era recebido por um grupo dumhas trinta pessoas com berros e assobios. Estes vizinhos e vizinhas de Cerzeda e Ordes, junto com vários integrantes da Plataforma Salva o Trem, denunciárom à sua chegada à estaçom da Corunha o abandono das linhas de cercanias que vertebravam o rural galego.  
Forte presença policialAs forças de segurança do Estado espanhol estivérom presentes neste acto desde mui cedo. Duas carrinhas fôrom aparcadas às portas da estaçom, enquanto outros dispositivos vigiavam a entrada a carpa onde se celebrou o acto oficial. Os agentes mobilizados, um número elevadíssimo, seguírom em todo momento os passos das pessoas suspeitosas da realizaçom do acto de protesto.
Antes da chegada do ministro de fomento, um dos agentes incluso increpou e um moço que considerou manifestante dizendo-lhe com sorna, enquanto se colocava justo enfrente dele, “ya ves, me gustas”, e “no puedo evitar sentirme atraído por el sexo masculino” . Os factos som de especial gravidade sobretodo se se tem em conta que o moço repreendido foi vítima dum seguimento repressivo forte desde o ano passado.
Aliás, vários manifestantes (o número ainda nom foi feito público) fôrom identificados  após estenderem as faixas de protesto.
“Trem para o povo, nom para os ricos”Esta foi, entre outras, umha das  palavras de ordem  que berrárom os e as integrantes do protesto, querendo transmitir a sua oposiçom à elitizaçom do tranporte público. De facto, os vizinhos e vizinhas de Cerzeda, convocantes do acto, ficam sem quase todos os apeadeiros da sua vila (a excepçom de um, suspeitosamente proveitoso para Sogama e a urbanizaçom em projecto de construçom). Esta comunicaçom dos pontos mais importantes do País vai em detrimento dos núcleios mais pequenos, sobretodo do rural, promovendo a emigraçom às cidades como único jeito de “goçar” da vantagens da modernidade (“menos autovias, mais trem de cercanias”, berravam na manifestaçom).
Eixo Atlántico e comunicaçom com MadridO trajecto Santiago-Corunha inaugurado ontem por José Blanco é o primeiro tramo do Eixo Atlántico. Realizárom-se para ele oito túneis e três viadutos, ascendendo o preço total da obra a 260 milhões de euros.
No próximo 21 de Dezembro licitaram-se os três primeiros tramos do eixo central do projecto de TAV para Galiza, o trajecto Luviám-Ourense, com um importe total de 281 euros. Assim, antes de Abril de 2010 Galiza contará com onze novos trens de alta velocidade que formarám parte dum conjunto no que o Ministério investiu 80 milhões. Nas palavras do ministro de fomento, “2010 superará todos os exercícios anteriores de obras de fomento em toda a sua história”
Porém, o discurso de Blanco na Corunha estivo monopolizado polo que ele próprio qualificou como “repto pessoal”, o TAV que unirá Galiza com Madrid.    Em breves disponibilizaremos umha galeria fotográfica com imagens do protesto.
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