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Grécia-Italia:Os Tecnocratas
À parte seus méritos e qualificações pessoais,Papademos e Monti(super Mario)são dois tecnocratas, ao contrário de Papandreou e Berlusconi que, com erros e acertos,eram figuras da vida política
Fernando Brito | 14-11-2011 a las 11:08 | 219 lecturas
www.kaosenlared.net/noticia/grecia-italia-os-tecnocratas
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[Traducción al castellano]






O poder tecnocrático resolve a crise?

 

A crise européia faz mais que abalar a economia de seus países.Abala os fundamentos da democracia.



Dois governos foram derrubados e não se pode dizer que o foram livremente por seus parlamentos. Aconteceu sob a pressão dos mercados, que não a votos, mas a juros,  exigiram suas cabeças – no caso do grego Georges Papandreou, pela heresia do referendo, e no de Sílvio Berlusconi, pela renúncia “demorada demais”.

Mas a intervenção não parou aí.Os novos governantes não foram (ou serão, no caso da Itália) escolhidos pelos parlamentos.

O recém-empossado primeiro-ministro grego, Lucas Papademos, é um físico formado nos Estados Unidos, que foi vice-presidente do Banco Central Europeu até o ano passado e até agora lecionava em Harvard.

O novo primeiro-ministro italiano é Mario Monti, nomeado senador vitalício o­ntem para preencher os requisitos para o cargo. Tem a mesma origem de Papademos, era comissário da União Européia.

À parte seus méritos e qualificações pessoais, são dois tecnocratas, ao contrário de Papandreou e Berlusconi que, com erros e acertos, eram figuras da vida social de seus países.A crise consagrou soluções tecnocráticas e mais preocupadas em satisfazer os mercados “fora” do que a população de seus países.

Se ambos fossem assumir e tocar nos problemas econômicos com varinhas de condão, fazendo-os desaparecer, muito bem.O problema é que os dois terão de impor uma profunda recessão aos países que dirigirão.A Europa não apenas está em crise, mas está se tornando um mar de ressentimentos.Se eles pudessem se dissolver com a recuperação econômica, bem. Mas não haverá recuperação econômica nem no curto, nem no médio prazos.

Em 2008, os governos eram a saída para as crises. Em 2011, a crise faz saírem os governos.

 

 

blog  Projeto Nacional

 
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