Concretamente, o ex-ministro franquista e ex-presidente da Junta considera o ditador umha figura “única” (’señera’ foi o termo espanhol que utilizou) na história de Espanha. Para Fraga, existe umha “campanha injusta da esquerda” contra esse militar golpista e assassino em massa. Poderia pensar-se que estamos perante mais umha “extravagáncia” do autoritário Manuel Fraga. Porém, a sua é a mesma linha do partido que fundou. Nom só polas saudades confessas do eurodeputado Mayor Oreja em relaçom ao “pacífico” franquismo, mas por medidas concretas que continuam a ser tomadas polo Partido Popular na actualidade.
Som constantes os votos contrários e as abstençons em iniciativas municipais, provinciais e autonómicas pola retirada de símbolos franquistas, apesar de estar recolhido numha lei em vigor, a da Memória Histórica. O caso corunhês é o mais visível na Galiza, pois aí Negreira defende publicamente o monumento ao criminal fundador da Legiom ainda presente numha praça central da cidade. Perto de Compostela, o “soldado Lois” continua a ser anulamente homenageado por iniciativa do governo municipal do PP, como durante o franquismo, ao representar a vitória fascista na comarca de Ordes.
No Parlamento europeu, os deputados do PP juntárom os seus votos aos da extrema-direita explícita (com um peso relativamente importante naquela instituiçom) para rejeitar umha condena da ditadura franquista.
Em definitivo, Fraga e o seu partido continuam a representar a tradiçom franquista enquistada no seio das instituiçons monárquicas espanholas continuadoras, desde 1978, da ditadura do capital por outros métodos.
| Paypal (seguro y permite diferentes formas de pago) | |
| Microdonación de 2 euros | Donación de importe libre |