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Falso debate para umha antroidada
É aquí o lugar e iste é o momento em que estamos obrigados a ressurgir numha estrategia comum que nos dé alomenos umha alternativa referencial coma povo e coma classe.
Bieito Landeira | 7-2-2010 a las 10:42 | 655 lecturas | 2 comentarios
www.kaosenlared.net/noticia/falso-debate-para-umha-antroidada
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Alomenos o conde Drakul tinha a coartada do amor.

É por estas datas que geralmente, e dende tempos imemoriais, o povo aproveita para submergir-se numha mascarada na que fazer escárnio dos seus representantes políticos, económicos e espirituais. Forzas vivas controladoras das nossas vidas ás que a nossa quotidiana posiçom de inferioridade nos obriga durante todo o ano a lhes regalar reverências ocas e sonrisos azedos.

Da-se o paradoxal de moitos aproveitarem o Antroido para se quitarem a máscara de todo o ano para regalar-se o prazer de ser um própio alomenos por umhas horas. Nom é senom nestes días em que tal luxo nos está permitido. Atuando a modo de catarsis terapêutica em massa que nos enfríe os maus fumes por outros trezentos e tantos días, para que todo poida assim segui-lo seu pacífico curso natural amo-condescendente/escravo-amável.

Mas é que a nossa clase política nom entende de festividades. Ou nom termina de se fazer co espírito original desta festa. É pois que nestes días de Antroido andam todos a por-se umha máscara sobre da outra, jogando ao despiste uns com os outros para engaiolar-nos sem que nos decatemos num debate absurdo que nada tem que ver co mar de fondo que verdadeiramente traem estas augas de esgoto.

Estou a falar, como nom, do tema das Caixas. A voltas se fusom nacional, inter-comunitaria ou acto de heroica resistência local. Sería de agradecer que, e aproveitando as datas que nos venhem enriba, que o corpo de contertúlios e a classe política deijasem de nos ocultar os seus fins verdadeiros e por umha vez no ano, coma corresponde no Antroido, tivesemos um debate ás craras do que está a passar.

Porém vesse que o deles é a mascarada geral, assim que cada quem anda a se disfarçar do que lhe mandam e entre todos preparam a súa coartada final.

O PPdeG e acólitos, tras agressom múltiple á galeguidade, andam estes días a jogar ao nacionalista de toda á vida. Até o própio Rajoy, para quem a Galiza nom é máis que isse lugar onde o convidam a vinho e empanada, deu em amagar um certo patriotisto regional.

O PsoE, partido de governo, tenta por-se sério e seguir estritamente os dictames do constitucional. Sólo dispostos a obedecer o que a legalidade determine. Como se issa tal legalidade emana-se do ceo, ou dalgumha voz superior imcorruptível e omnisciente. Namentras que os seus representantes da sucursal galega adícan-se a ir soltando órdagos localistas em chave eleitoral.

O BNG, pola súa banda, segue a tentar aparecer coma isse partido capaz de levar a cabo laboura institucional quando for preciso. Renunciando ao confronto político em favor da nossa terra. Sem decatar-se (aínda) de que se bailas co dianho mudas ti, nom o dianho. Cecias é que já tenha mudado de todo e agora joga na liga que lhe corresponde. Mais por se acaso nom fosse assim, e todo se deba a um erro de cálculo, a umha análise mal feita ou a conclussons precipitadas e confusas dígo-lhes dende estas líneas que nom se pode ajudar á patria se como referente nom se tem SEMPRE ao povo que a trabalha. Dito de outro modo. O nacionalismo se nom é de esquerdas joga só a favor de vampiros autóctones. Mais pouco importa ao povo trabalhador o lugar de empadroamento da sanguesuga.

E assim trascorrem os días, cada vez máis preto da privatizaçom absoluta. Porque ninguém tem a capacidade de plantejar á sociedade galega o único debate que aquí colhe. Privatizaçom frente a nacionalizaçom. Todo para os ricos ou todo para o povo.

E resulta entom comprensível que o PP jogue a carta do desgaste ao governo de Madrid em favor de Mariano Rajoy, e que Feijo vaia sembrando futuro ministerial, e que Abel Cavallero se abraçe demagogicamente á súa poltrona namentras Losada fai o própio um pouco máis ao norte. Zapatero joga também as súas bazas, sempre com talante, e o único que sufre em silenzo é o senhor Pepinho Blanco por medo a ver truncadas definitivamente as súas aspiraçons dum honorável retiro em Sam Caetano. E todo por culpa dum debate que ao fim nom é tal cousa. Porque máis aló do formal e do estratégico todos sabemos que o caminho já está traçado. Cecais falta por conheçer quem é quem se queda coa captura. E ahí cada qual tira da corda para sim quanto pode.

E a todo esto o BNG definitivamente perdido em ningures. Coma lhe passou co tema do AVE, das piscifatorías, dos muinhos de vento… A mim da-me sempre a impresión de pretender estar a jogar ao Monopoly sem que os supostos companheiros de jogo lhe tenham permitido jamais tira-los dados.

O mau de todo isto nom é já a deriva do BNG, alá cada quem cos seus factos. Nim que o PsoE tenha perdido as esperanzas na Galiza coma lhe pasa ao PP em Euskal-Herria e Catalunya e estejam a utilizar iste recuncho do noroeste exclusivamente em chave espanhola.

O verdadeiramente triste é comprovar que ao povo trabalhador, em épocas tam difíceis, tóca-lhe dormir á intempérie completamente nú. Sem referencias políticas coas que se cobrir, nem loitas esperanzadoras nas que gastar as últimas energias.

Porém nom é propio de mim o pesimismo. E nom ei por tanto deijar quedar assim este escrito. Quero rematar milhor dizendo que é aquí o lugar e iste é o momento em que todas aquelas pequenas forzas políticas, sociais, sindicais e culturais, que tenham algo que dizer a favor do nosso povo, estam obrigadas a ressurgir numha estrategia comum que nos dé alomenos umha alternativa referencial coma povo e coma classe. Umha bandeira que levar ao vento co punho bem pechado ao redor da súa haste. E se é que temos que claudicar umha vez máis aos designios dos poderosos que nom seja ésta a primeira vez que o fazemos sem loitar primeiro. E quando falo de loitar, refíro-me a loitar podendo crer que verdadeiramente hai partido.

Viva Galiza Ceive e Sozialista!!!

 
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Comentarios (2)

#1.- AINDA MAIS......

Xose Lois|07-02-2010 17:39

O problema caro Bieto,e,que o BNG ten basses importantes da classe trabalhadora galega e na sua desfeita arrastra a tudos ao abismo politico,sem referentes ideologicos e curturais"Perdidos na longa noite de pedra".

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#2.- Estamos de acordo que a deriva centrista pro institucional do BNG é um mal para todos.

Bieito|07-02-2010 19:18

O seus erros de cálculo e o seu diagnóstico errado do que a Galiza precisa é um lastre que pagamos todo o povo galego. Pois é o único partido até o de agora com capacidade de arratrar umha base social importante para oponher-se ao auténtico bipartito PP-PsoE.

Porém como marxista nom aceito resignar-me. E pretendo nestas breves linhas por um lado desenmascarar a farsa dumhos e os erros dos outros (sejamos benevolentes) pola outra banda. Mas sobre de todo, pretendo ponher o meu pequeno grau de area para que nom se apague a chama da resposta política popular a todo o que se nos bem enriba. Porque se nom o detemos pintam maus tempos para o povo trabalhador. Moi maus! E precisamos um referente político para fazer da nossa raiva e impotencia umha resposta atinada com capacidade de cambio. 

Imposível a unificaçom do independentismo? De acordo. Mas alomenos temos que ser quem de dar cumha estrategia conjunta de resistência.

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