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Euskal Herria;Detidos pela Ertzaintza afirmam que foram torturados
STOP-TORTURAREM AURKAKO EGUNA.Os sete cidadãos bascos detidos pela Ertzaintza em Lea-Artibai,encarcerados cinco dias incomunicáveis,denunciaram torturas físicas e psicológicas.
Associação de Solidariedade com Euskal Herria | Associação de Solidariedade com Euskal Herria (ASEH) | 5-2-2010 a las 13:27 | 792 lecturas
www.kaosenlared.net/noticia/euskal-herria-detidos-pela-ertzaintza-afirmam-foram-torturados
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Euskal Herria-Dia 13 de Fevereiro é o Dia contra a Tortura.

Fraturas nas costelas, contraturas musculares, agressões, ameaças, «alucinações e pressões constantes» e vigílias forçadas são alguns dos exemplos de maus tratos e tortura sofridos pelos sete cidadãos bascos detidos pela Ertzaintza na comarca de Lea-Artibai na semana passada e encarcerados depois de permanecerem cinco dias incomunicáveis.

Os sete cidadãos bascos detidos pela Ertzaintza na comarca de Lea-Artibai na semana passada e encarcerados depois de permanecerem cinco dias incomunicáveis denunciaram ter sido alvo de torturas físicas e psicológicas.

Movimento pró-Amnistia avançou o testemunho de quatro deles.

Asier Badiola relatou que foi detido com grande violência e que levou um soco nas costas que lhe provocou duas fracturas nas costelas. O médico forense que o visitou na esquadra decretou que fosse levado para o hospital, o­nde foi informado que, além das fraturas, também sofreu uma deslocação da cartilagem.

Os médicos prescrevem a Asier uma série de medicamentos que são entregues aos ertzainas, mas o jovem não recebe nenhum deles enquanto está na esquadra. «Pelo contrário, batem-lhe mais nas costelas», indica o relato que o Movimento pró-Amnistia fez chegar, antes de referir que o médico forense decreta uma nova ida ao hospital.

Asier é submetido a um intenso interrogatório sem a presença de advogados e é alimentado com uma pasta que os interrogadores denominam «o soro da verdade». Após a sua ingestão, vê imagens parecidas com desenhos animados nas paredes, sente que o teto lhe vai cair em cima e tem sensações de frio e calor.

Relata que sofre ameaças que envolvem o seu filho e a sua companheira, sendo-lhe dito que está grávida, e sublinha que as pressões são bastante duras.

Quando é presente ao juiz, denuncia maus tratos por parte da Ertzaintza. A mesma denúncia é efetuada por Xeber Uribe, que também foi levado para o hospital na seqüência de uma contratura muscular que sofreu depois de ser obrigado a manter a cabeça agachada durante quase todo o período de incomunicação.

Durante o tempo que esteve em poder da Ertzaintza, mantiveram-no com a luz acesa e não o deixaram descansar. Foi submetido a interrogatórios constantes sem advogado e sofreu pressões relacionadas com familiares.

Urtza Alkorta também sofreu uma contratura muscular que a fez ir parar ao hospital, em virtude da postura forçada que foi obrigada a manter, e não a deixaram dormir. Também não a deixaram descansar, sendo constantes os ruídos e os gritos. Denunciou a tortura na presença do juiz.

Também não permitiram que Zunbeltz Bedialauneta dormisse, dando-lhe socos na cabeça e fazendo-lhe pressões e ameaças relacionadas com a sua companheira, dizendo-lhe que também tinha sido detida e que não a ia voltar a ver.

Outros dois detidos

Com a detenção, o­ntem à tarde, dos o­ndarroarras Olaitz Lema e Igor Martin, por ordem da Audiência Nacional espanhola, já ascende a nove o número de detenções feitas pela Ertzaintza no âmbito desta operação.

O vidente e conselheiro do Interior do Governo de Lakua, Ares, diz que «também acabarão na prisão».

Entretanto, em o­ndarroa uma centena de pessoas reuniu-se no bairro de Kamiñazpi, o­nde vivem familiares dos detidos, e exigiram a sua libertação. As concentrações vão prosseguir enquanto o período de incomunicação perdurar.

Notícia completa: Gara

Publicada por elkartasuna em 12:25 AM

 
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