O estilo pitbush,direto, feroz, foi substituído por um estilo sofisticado,atrai simpatias dos “sociais-hipócritas” da Europa.
Os Estados Unidos investirão US$ 46 milhões na base militar colombiana de Palanquero, considerada “estratégica por sua localização”, anunciou nesta quarta-feira o líder das forças militares da Colômbia, general Freddy Padilla.
Esse dinheiro "já foi autorizado" pelo Congresso dos EUA, disse Padilla aos jornalistas, e será utilizado fundamentalmente para ampliar a plataforma de pouso de Palanquero, situada ao lado da localidade de Puerto Salgar, no departamento de Cundinamarca, no centro do país.
Padilla, o ministro da Defesa da Colômbia, Gabriel Silva, e vários membros de uma comissão do Senado visitaram hoje a base de Palanquero.
Segundo analistas, Palanquero é a base mais interessante para os EUA das compreendidas no acordo negociado com a Colômbia.
O acordo, que permitirá os militares americanos usarem até sete bases na Colômbia, foi qualificado pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez, de "ameaça" para toda a região e gerou inquietação entre outros líderes da América do Sul.
É um lugar "estratégico" por suas boas conexões com o Pacífico, onde os EUA perderam influência por causa de sua recente saída da base equatoriana de Manta.
"Se Deus nos ajudar", o acordo com os EUA estará pronto neste fim de semana, antecipou Padilla aos jornalistas.
Uma comissão de especialistas e altos comandantes dos ministérios colombianos de Relações Exteriores, da Defesa e de Justiça viajou hoje a Washington para manter reuniões sobre o acordo e tentar determinar seus detalhes, antes de fechá-lo.
 
A economia da Colômbia pode ser duramente afetada
A economia da Colômbia pode ser duramente afetada pelas recentes tensões diplomáticas entre o país, Venezuela e Equador, de acordo com analistas ouvidos pela BBC. Segundo os analistas, 22% das exportações colombianas são direcionadas a estes dois países, sendo que 16% das vendas são feitas para a Venezuela e 6% para o Equador.
O comprometimento das relações comerciais pelas tensões políticas com estes países pode afetar a entrada de divisas na Colômbia, causar um aumento no desemprego e uma alta nos preços dos combustíveis nas regiões de fronteira, ainda de acordo com os analistas.
A indústria automotiva pode ser uma das mais afetadas pela crise política, assim como as exportações de gêneros alimentícios como ovos, frango e carne, além dos setores de confecções e sapatos.
Automóveis
Na última terça-feira, durante uma visita à Argentina, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, anunciou que seu país importará dez mil automóveis argentinos, em substituição aos que compraria da Colômbia.
As vendas de automóveis colombianos para a Venezuela já chegaram a atingir o patamar de 45 mil unidades por ano. O presidente da Associação Nacional de Autopeças da Colômbia, Túlio Zuloaga, acredita que a diminuição das vendas para a Venezuela pode fazer com que sejam perdidos seis mil empregos diretos na Colômbia.
Para a economista Cecilia López, senadora do opositor Partido Liberal e aspirante a uma candidatura à Presidência colombiana, "é muito difícil medir os efeitos econômicos da crise, mas eles podem ser mais sérios do que o país (Colômbia) pode aceitar".
"O (caso do setor) automotivo é muito sério, porque não temos outros mercados. A indústria automotiva colombiana cresceu por causa da Venezuela nas últimas duas décadas. Se fecham (os mercados de) Venezuela e Equador, não sei onde mais poderemos vender", afirmou.
De acordo com a senadora, os Estados Unidos, principal parceiro comercial da Colômbia, não estão dispostos a comprar do país produtos que conseguem a preços mais baixos na Ásia. Além disso, já houve um declínio de 24% as exportações colombianas para os Estados Unidos.
López disse que o principal problema do comércio da Colômbia com seus vizinhos é que ele "está muito localizado geograficamente, muito centrado em alguns produtos e, além disso, não é fácil conseguir outros clientes".
I
 
O significado das bases americanas na Colômbia
 
Observa Norman Davies que a história da expansão dos Estados Unidos, pela América do Norte, não se distingue, de forma nítida, da história da expansão das potências européias pela América do Sul, Ásia, África e Austrália, ao anotar que seu anticolonialismo e anti-imperialismo desapareceram no minuto seguinte à sua independência, em 1783, com o Tratado de Versalhes.
Informa ainda o historiador inglês que os Estados Unidos tinham adquirido, após a Segunda Guerra, um considerável conjunto de colônias ultramarinas, das Filipinas ao Havaí, de Porto Rico e Cuba, do qual não queriam desfazer-se.
Acrescenta que “Franklyn Roosevelt – tal qual Winston Chuchill – não via nenhuma contradição nesse amálgama de democracia-imperialismo”.
Os Estados Unidos são – segundo Noam Chomsky – “um Estado fora da lei”. Barack Obama é um político ambivalente, astuto, escorregadio. Decreta o fechamento das bases de Guantánamo, em seu primeiro dia de governo, para deixar que, pouco depois, “a realidade” revele que o ato é inexeqüível; propagandeia que seu governo se dedicará à revitalização da classe média, mas, libera bilhões de dólares para bancos e empresas, que, por seu turno, pagam, em meio a uma depressão econômica, bônus milionários a seus executivos.
No México, essa semana, disse que “a tópica da imigração – mexicanos nos Estados Unidos – não é prioridade em 2009, em decorrência do debate sobre a universalização da saúde”. Ou seja, manterá a mesma política de seu antecessor, o qual, aliás, se nega a processar pelas notórias violações de direitos humanos e corrupção.
Uma corretora de imóveis do Estado de Virgínia, sua eleitora, disse, semana passada, que ele não apontou, em seis meses de gestão, rumos concretos, para a tal da classe média, que o elegeu, concluindo sentir-se “pungada”. Enganada, fraudada.
O estilo pitbush, direto, feroz, de George Bush foi substituído por um estilo sofisticado, muito mais inteligente e sibilino, que atrai simpatias dos “sociais-hipócritas” da Europa. Em vez de anunciar o que vai fazer, faz e pronto, sem, inclusive, celebrar o feito, em público. Bush falava demais.
Não tenho dúvida que Manuel Zelaya foi deposto da presidência de Honduras com “logística” dos Estados Unidos, que, no entanto, afirmam, oficialmente, apoiar seu retorno ao cargo – algo impossível de ocorrer. Manuel Zelaya é um direitista que se converteu – por conveniências pessoais – ao chavismo, por meio dos irmãos Castro.
Descontrole da Amazônia brasileira
 
Não tenho dúvida que as sete bases norte-americanas a serem instaladas na Colômbia visam a controlar o petróleo da região. Além de serem, sobretudo, ponta de lança para o rastreamento da Amazônia brasileira (Base de Apiay), até o momento – prestem atenção – tratada como tema secundário pelo governo.
Sua única política foi, até agora, a de legitimar “pequenos” invasores de terra, e a de permitir o desmatamento e a pilhagem das riquezas naturais. É por isso que os debates sobre o aquecimento global consistem, na verdade, numa disputa por futuros territórios “ecológicos”, quase sem nenhuma preocupação com a vida, humana ou animal, com a flora.
Essas cúpulas de G-X, G-Y não se importam com o desmonte da biosfera!
A iniciativa “colombiana” de Washington tem como alvo, do mesmo modo, minar, dividindo, a incipiente liderança brasileira na região, sob o pretexto de combater a guerrilha e o narcotráfico nas “selvas”.
As bases – mesmo apenas planejadas – já se aproximam de seu alvo: a Unasul – União dos doze nações da América do Sul, criada em 2008, sob influência brasileira. Em meio a uma recessão, os Estados Unidos enviaram mais de US$ 3 bilhões, a título de “ajuda” militar, para a Colômbia, até junho de 2009.
Barack Obama é o cara!
Ele agregou à doutrina de “controle mundial” um “discurso” social-democrata. Sua arma é mais poderosa do que a do pobre George! (Os Republicanos dizem que Mr. Obama é “socialista”, o que só faz aumentar seu prestígio em Paris).  Obama precisa, inclusive, provar que é “mais realista do que o rei”, embora seja, de fato, melhor alternativa do que o ex-governador do Texas – uma réplica de Hitler E – pasmem – incluiu a América Latina em sua agenda, fazendo o contrário do que se supunha. Sua figura assoma na esquina. Lembro-me de, em janeiro, ter lido em Santiago, Chile, entrevista de Michele Bachelet, autodenominando-se a “Obama de saias”. 
A depressão econômica é mais um pretexto para que os Estados Unidos acelerem seus movimentos expansionistas. É a manipulação da crise, que desagrada ao eleitor comum (a corretora da Virgínia), mas, mantém o Império vivo, geopoliticamente.
Cabe ao governo brasileiro impedir que Chávez entre no jogo de Obama (jogo que lhe é igualmente sedutor, pois o perpetuaria no poder) e não declare “guerra” à Colômbia. Caso contrário, a vocação expansionista e cruel dos gringos – esses bárbaros tecnológicos – vai encontrar terreno fértil de novo, sob o comando da réplica de Martin Luther King. Não se combate o atraso antidemocrático imperialista com o atraso do subdesenvolvimento.
Alvaro Uribe deseja – como seu aparente antípoda Hugo Chávez – um terceiro mandato, no fundo, um mandato infindo: os dois são “eternos”.
A Colômbia é igualmente um Estado fora da lei, que viola os mais elementares direitos e – segundo a mídia – participa também do tráfico internacional de drogas.
Em 2004, a revista norte-americana “Newsweek” publicou reportagem, ligando Uribe ao Cartel de Medellín. O capo Pablo Escobar financiou sua carreira política. A elite colombiana prefere Miami e Washington a Brasília. 
Daniel Ortrega – presidente da Nicarágua – trocou o apoio de seus ex-guerrilheiros sandinistas pelo da oligarquia e pelo da igreja católica mais conservadora de seu país e chega ao ponto de perseguir o excelente poeta (padre) Ernesto Cardenal, um dos combatentes da ditadura de Anastacio Somoza (teleguiada pelos Estados Unidos) – derrubada em 1979.
O presidente do Equador é antiamericano, no entanto, a moeda oficial de seu país é o dólar!
Evo Morales acaba de promulgar lei que permite às centenas de comunidades indígenas se autogovernarem, ou seja, trabalha pela fragmentação da Bolívia, já dividida pelas províncias separatistas – em tese, à sua direita.
Não há dúvida que os americanos – que tem base militar no Paraguai – tomarão conta do solo boliviano e de seus minérios, para “acabar com as plantações de coca”.
O Chile é um país alinhado, historicamente, aos Estados Unidos. Sebastián Piñera, da direita, vem aí, ainda este ano. Michele Bachelet é uma centrista, impotente.
Uma vez perguntaram ao escritor argentino Jorge Luis Borges como definia o peronismo, que domina seu país. Ele respondeu: “o peronismo não é bom, o peronismo não é mau, o peronismo é insuperável” (Cito de cabeça). La “pareja” Kirchner aumentou em US$ 10 milhões sua fortuna em seis anos de governo (dados oficiais).
Ao que tudo indica, a presença imperial norte-americana, na região, é, em termos simbólicos ou reais, insuperável, sobretudo pelo atraso de seus líderes, retóricos, frágeis.
Cabe ao governo brasileiro impedir que Chávez entre no jogo de Obama (jogo que lhe é igualmente sedutor, pois o perpetuaria no poder) e não declare “guerra” à Colômbia. Caso contrário, a vocação expansionista e cruel dos gringos – esses bárbaros tecnológicos – vai encontrar terreno fértil de novo, sob o comando da réplica de Martin Luther King. Não se combate o atraso antidemocrático imperialista com o atraso do subdesenvolvimento.
Há que se aprofundar, ao longo do tempo, o sempre descuidado império da lei na região (construir democracias sólidas, inclusive, aqui). Agora, com a fumaça no céu, tem que, no entanto, convidar Obama para um samba!
 
Essa já é uma das regiões mais atingidas pelo desemprego na Colômbia, e estatísticas indicam que a indústria local de confecções pode perder 3 mil empregos devido à crise política.
Já os Departamentos (Estados) de Norte de Santander e La Guajira podem sofrer com um aumento nos preços de combustíveis da ordem de 71%, caso deixem de receber a gasolina venezuelana, o que pode estimular ainda mais o contrabando pela fronteira.
Apesar dos prognósticos preocupantes, o governo colombiano está tentando levar mensagens de tranquilidade para a população, anunciando a busca por novos mercados, além de um plano de emergência para ajudar as indústrias afetadas pela crise.
O ministro do Comércio, Indústria e Turismo da Colômbia, Luís Guillermo Plata, também afirmou que está buscando negociar um acordo com o Equador, depois de o governo do país ter imposto restrições à entrada de mais de 1,3 mil produtos colombianos.
Em mais uma possível medida para tentar contornar uma diminuição no volume de vendas, as autoridades monetárias da Colômbia não descartam uma desvalorização da moeda local.
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#1.- Es poco
13-08-2009 14:00
46 millones es una inversión muy modesta, habría que pedirles que se comprometan más.
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