Buscar  
Enfermeiros admitem novas paralisações
Em luta por melhores salários e condições de trabalho, os enfermeiros aderiram em massa à greve e admitem voltar à luta se o governo não ceder.
Kaos.Portugal | Para Kaos en la Red | 28-1-2010 a las 16:54 | 884 lecturas
www.kaosenlared.net/noticia/enfermeiros-admitem-novas-paralisaces
Compartir: Publicar en Facebook Publicar en Twitter Publicar en Meneame Publicar en Google Buzz Publicar en Technorati Publicar en Delicious Publicar en AlternativeWeb
Em luta por melhores salários, rejeitando a última proposta salarial do Ministério da Saúde, por sinal inferior à anterior, os enfermeiros convocaram três dias de greve. A adesão foi em massa, com paralisações que variam entre os 90 e os 95%, havendo hospitais onde esta chegou aos 100% (Anadia, Fundão e Mntijo). Em Lisboa nos hospitais Curry Cabral, S. José e Maternidade Alfredo da Costa, a adesão variou entre os 95 e 0s 97%.

Os enfermeiros, que cumprem o segundo de três dias de greve, estão dispostos a fazer novas paralisações se não tiverem respostas satisfatórias por parte do Governo.

"O Ministério da Saúde já deu sinais de que irá agendar a seguir à greve reuniões de negociação. Esperamos e desejamos que as negociações decorram e cheguem a bom porto, que se faça um bom acordo", declarou o presidente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), José Carlos Martins.

O SEP (Sindicato dos Enfermeiros Portugueses) espera que os Ministérios da Saúde e das Finanças respondam aos anseios dos enfermeiros, que se sentem “humilhados com a proposta de ingresso na carreira a receber 995 euros, um valor “abaixo dos actuais 1020 euros e muito longe dos 1200 de qualquer outro licenciado da Administração Pública”, e protestam contra a aplicação de cotas que limitam o acesso de apenas 10% destes profissionais ao topo da carreira.  

"Caso isso não venha a acontecer, devo dizer que uma das hipóteses muito discutida em cerca de 70 reuniões por todo o país foi os colegas dos blocos operatórios pararem algumas semanas, sendo as suas perdas remuneratórias financiadas através de colecta dos restantes enfermeiros desses hospitais", disse José Carlos Martins, sublinhando que os enfermeiros não querem chegar a tanto, devido ao "impacto enormíssimo na população".  

Já hoje, quinta-feira,  o Ministério da Saúde esclareceu que a proposta de ingresso na carreira que está em discussão com os enfermeiros é no sentido de manter o valor actual dos 1020 euros.  

"Enfermeiros licenciados estão a ser roubados" ou "Ministra escuta, os enfermeiros estão em luta" foram alguns dos slogans entoados pelos cerca de 100 enfermeiros que se reuniram junto ao Hospital de Santa Maria e que prometem marcar presença na manifestação nacional agendada para sexta-feira.  

"Estamos a pensar em novas formas de luta, se não formos atendidos agora. Amanhã temos uma grande concentração, hoje há iniciativas pelo país inteiro, os enfermeiros estão unidos. E estamos dispostos a levar até onde for preciso", afirmou Emília Rito, enfermeira do hospital lisboeta. 

Durante os três de greve os enfermeiros só vão efectuar “aqueles cuidados que se não forem realizados podem colocar em risco de vida as pessoas”. De entre os serviços que deixaram de ser feitos estão principalmente as consultas de pediatria, cuidados domiciliários e administração de vacinas.

 
 
Más información:


Si quieres contribuir a que Kaos en la Red pueda seguir publicando artículos como este, puedes hacer tu donación en:
Paypal (seguro y permite diferentes formas de pago)
Microdonación de 2 euros
Donación de importe libre


Comentarios (0)
La inserción de comentarios en esta noticia está desactivada

Más información en Kaos en la Red
Internacional Laboral / Economía Portugal

Col-lectiu Kaos en la Red - Carrer Ramón Llull 132 Terrassa, el Vallés Occidental (Paísos Catalans)