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“Conforme sejamos umha ameaça mais grande para o estado espanhol mais responderám com penas de cárcere”
C.C.V./ Os jovens independentistas Santiago Vigo e José Manuel Sanches fôrom detidos perto de Porto d´Ozom por tenência dum artefacto explossivo.
Galizalivre | 8-12-2009 a las 23:58 | 672 lecturas
www.kaosenlared.net/noticia/conforme-sejamos-umha-ameaca-mais-grande-para-estado-espanhol-mais-res
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stivérom presos sem serem julgados durante 659 dias, quase dous anos, polo que de Ceivar anunciárom que os protestos poderiam chegar a Estrasburgo. Finalmente a condena, posta pola Audiência Nacional espanhola –sucessora do TOP franquista– foi de um ano, polo que o 5 de Novembro fôrom postos em liberdade podendo voltar à Galiza. Do Novas da Galiza quigemos conhecer as suas impressons na sua volta à Terra.
 
Surpreendeu-vos a saída de prisom?

 
Santi: Sim, nom entendemos mui bem a estratégia da Audiência Nacional espanhola com o caso galego, mas ham de ter as suas razons. Se quadra pensam que lhes é mais positivo a nível mediático que nom existam presos do movimento galego...

Como foi a vossa detençom?

 
José Manuel: Foi todo raríssimo. Eu mesmo tivem que conduzir o carro até o quartel da guarda civil...
 
S.: Tivérom-nos uns 45 minutos no quartel sem saber que fazer com nós... Diziam-nos que nos iam enviar para a casa e que já iríamos declarar ao julgado de Nóia. Depois, no translado a Espanha, dixérom-nos claramente que nom queriam torturar-nos para evitar problemas, mas que se o tinham que fazer o fariam. Ao que recorrem é à tortura psicológica, amparada na incomunicaçom. Nom deixa marcas e é pior; descoloca-te.

O juízo em Madrid parece que foi bastante estranho...

 
S.: Era como se lhes parecesse pouco importante, foi um julgamento mui pouco sério. Unicamente mantivo umha postura mais “agressiva” a fiscalia. Dérom muito conteúdo político e é normal, nom aguardávamos outra cousa deles, mas foi um “cachondeio”. Parecia como se lhe faltasse atar cabos para compreender o movimento galego, mas antes ou depois vam a fazê-lo.
 
J.M.: Sim, estám a intentá-lo; juntando informaçom, etc.
 
S.: A partir de agora possivelmente golpeiem mais duro. De todos jeitos há que distinguir o nível penitenciário do nível judiciário. Neste último mostram-se menos duros, mas nas cadeias o tratamento é como o que lhe dam a qualquer preso político: maus tratos, tortura psicológica, etc. Vam mudando de estratégia segundo as circunstáncias.
 
J.M.: O que está claro é que fam o querem, nom respeitam nem as suas próprias leis, som um tribunal fascista.

Como sentíades dentro da cadeia a ajuda e apoio do exterior?

 
S.: Estamos mui contentes e agradecidos. Visitas, cartas, marchas à prisom... Todo isso ajuda muitíssimo.
 
J.M.: Muito, ergue-che o ánimo cada carta que recebes. Dá pena ver a outros presos, normalmente os sociais, que estám mui abandonados, sem quase nengumha visita... Eles intentam adaptar-se e intentar evadir-se como podem para fazer mais levadeira a sua estáncia em prisom porque ninguém lhes ajuda.

Ti especialmente, Santi, denunciaste maus tratos por parte dos carcereiros.

 
S.: Eu creio que como preso político tinha umha responsabilidade para com as minhas ideias e a gente que me apoiava. Isso dá-che força para enfrentar-se aos tratos degradantes. Se a primeira vez que che querem fazer um cacheio integral nom opos resistência, fam de ti um pandeiro.
 
J.M.: Há que manter-se dignos por respeito a todo o apoio que tés detrás e por respeito a ti mesmo. Podem malhar em ti, mas se te mantiveste digno, a dor física passa. A que nom passa é quando som capazes de dobregar-che a moral. Isso é o que nom podíamos permitir.

Coincidistes com mais presos galego nom é?

 
S.: Sim, com os presos comunistas Marcos Regueira –da Corunha– e Suso Garcia Vidal –de Vigo; e também com David Garaboa do Burgo. Tínhamos mui boa relaçom, e compreendiam a luita pola autodeterminaçom. Com Carlos Cela também me escrevia.
 
J.M.: À gente chocava-lhe um pouco que fôssemos presos independentistas galegos. Presos comunistas galegos já há mais.
 
S.: Ainda assim algum carcereiro recordava à gente do EGPGC.

Dous anos fora da casa... como encontrastes o país ao volver?

 
S.: Surpreendeu-me muito que nom vim a crise por nengures. O outro dia passeando polo centro de Compostela ia todo o mundo de compras, com bolsas, etc... Lias no jornal que havia crise mas o consumismo segue aí. Claro que há exploraçom e desigualdades de classe, mas o sistema proporcionou muitas válvulas de escape: o consumismo, as festas da fim de semana, as drogas... Depois de estar em prisom das-te conta de que cousas às que antes lhe davas importáncia, na realidade som supérfluas e, pola contra, aprecias mais o realmente importante.

Engadide o que queirades para rematar.

 
S.: Sinalaria que o cárcere é algo normal, um método repressivo do estado. Com isto quero dizer que conforme o movimento de libertaçom nacional galego tenha mais força a repressom e a cadeia irám em aumento porque é a sua lógica repressiva.
 
J.M.: Sim, isso há que assumi-lo porque é o normal. Quanto mais molestemos mais nos encadearám.

Tirado do Novas da Galiza nº83: http://novasgz.com/pdf/ngz83.pdf
http://www.galizalivre.org/index.php?option=com_content&task=view&id=2247&itemid=1
 
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