... e por cumprir com dignidade o que é umha tarefa colectiva e popular que sobarda os limites da covardia institucional: O rejeitamento incondicional do fascismo.
O julgamento abriu-se com a declaraçom de inocência dos três antifascistas ante um delito de danos polo que se apresentavam três acusaçons: a fiscalia pública, a associaçom de veteranos cavaleiros legionários, e a própria Cámara Municipal. A petiçom de penas total acumulou mais de 5 anos de prisom e 24.000 euros de multa.
A seguir, os companheiros assumirom os factos sem duvidá-lo, alegando com convicçom as legítimas razons que os levaram a limpar a cidade da Corunha da execrável figura deste assassino legitimado polo regimem franquista que foi Millán Astray, chamando a atençom sobre a enorme incoerência de levá-los a juizo quando a própria legalidade espanhola proibe a simbologia e monumentos franquistas em espaços públicos, assim como comparando o processo em curso a que se encausasse na Alemanha a três jovens por retirar monumentos a Goebles, ou a Moussolini na Itália.
Pola sua banda, a acusaçom pública aferrou-se à inexistência de ordem administrativa algumha para a retirada do monumento, o que em todo caso deveria levar a juizo ao concelho da Corunha por permitir a permanência dumha estátua ilegal, mas nunca às pessoas que efectivizárom umha lei aprovada, todo isto de seguir-mos a simplista lógica judiciária espanhola. A acusaçom da Cámara Municipal limitou-se em todo momento a somar-se às pláticas do ministério fiscal, tentando assegurar-se com o mínimo esforço mais umha talhada para repartir nos gabinetes de concelho e as “empresas amigas”.
O ridículo esperpéntico feito pola associaçom de veteranos assassinos pola  España Una, Grande y Libre  merece demorar-nos um bocado. Além dumha exposiçom errática, inconexa e praticamente exenta de justificaçom jurídica, o advogado deste fato de mercenários fascistas de geriátrico tentou convencer de que os fato-macacos que vestiam os acusados durante os trabalhos de derrubo constituiam um agravante de “disfarce”, quando os três actuárom a cara descuberta e sem nengum tipo de nocturnidade. Por outra parte, fôrom (evidentemente) incapazes de demonstrar o valor artístico da estátua, que estes cérebros privilegiados cifravam em 360.000 euros, teima na que continuárom a escornar-se maliá a anterior testemunha da acusaçom, responsável de património local na altura dos factos, manifestou que “a estátua estava cheia de imperfeiçons” pola “má qualidade do bronze”.
A defesa pediu a livre absolviçom baseando-se na inexistência de catalogaçom do monumento, na falta dum propietário registado, e na ausência de informes de peritagem ou mesmo facturas da reparaçom praticada.
Quando os três encausados tentárom derrubar a estátua de Millán Astray, de BRIGA sabiamos que este acto de limpeza trazeria conseqüências, inclusive quando teoricamente a legislaçom espanhola deveria por umha vez servir de guardachuvas. Mas nem tam sequer nestas circunstáncias é assim. A cidade da Corunha continua suja, e mesmo a Galiza inteira continua emporcada de lixo fascista que deve ser retirado. A dignidade do nosso povo trabalhador, e as vozes silenciosas de miles de compatriotas que jazem em anónimas foxas comuns assim o esigem. O nosso país está sujo, e antes ou depois será necessário limpá-lo. 
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