Clarence Kailin nasceu em 1914, filho de imigrantes judeus de origem russa. Ainda jovem, ingressou no Partido Comunista Americano e mais tarde no Partido Socialista dos EUA, que ajudou a fundar.
Em 1936, o apelo internacionalista levou-o a alistar-se na brigada internacional Abraham Lincoln. “Nós sabíamos que era o fascismo”, disse ele 70 anos depois. “Sabíamos que era o anti-semitismo. Aqui estava uma oportunidade de ir lá e lutar, empurrá-los para trás. Sentíamos que se perdêssemos, a II Guerra Mundial era inevitável, e foi o que ocorreu. E ocorreu, porque a Grã-Bretanha, França e Estados Unidos nos negaram qualquer tipo de ajuda.”
Em Janeiro de 1937 estava já em Espanha como motorista e mais tarde como soldado de infantaria, combatendo as tropas franquistas e seus aliados nazi-fascistas. Cedo se destacou pela bravura, entre outros combates, na primeira linha de defesa de Madrid e na batalha de Jarama. Em 1938, foi atingido por estilhaços, com gravidade, durante a Batalha do Ebro, sendo hospitalizado nos arredores de Barcelona e repatriado.
Nos EUA, como ex-combatente da guerra civil espanhola, foi perseguido e integrou a lista negra do governo federal “Premature Antifascist”, elaborada pelo director do FBI Edgar Hoover. Privado por isso de conseguir um emprego estável, só a custo obterá na Universidade de Wisconsin um cargo de fotógrafo e auxiliar de laboratório.
Em 1949 engajou-se na luta pelos direitos civis dos negros, cedendo a sua casa para sede de um movimento grevista de operários agrícolas afro-americanos, que se manteve durante meses.
A partir da década de 60 fez campanha contra as guerras de agressão imperialista à Coreia, ao Vietname e contra as intervenções norte-americanas na América Latina.
Desde os anos 80 militou contra as agressões imperialistas ao Afeganistão e ao Iraque. Adoeceu com pneumonia no Inverno de 2008, quando recolhia assinaturas para um manifesto exigindo a retirada americana do Iraque.
Morreu no passado dia 25 de Outubro, aos 95 anos.
Más información:
Si quieres contribuir a que Kaos en la Red pueda seguir publicando artículos como este, puedes hacer tu donación en:
| Paypal (seguro y permite diferentes formas de pago) |
Microdonación de 2 euros
| Donación de importe libre
|