O ex-todo-poderoso secretário da Segurança Pública de São Paulo(entre março de 1974 e março de 1979), depois deputado federal,vereador por São Paulo e torturador, coronelreformado do Exército Brasileiro,Erasmo Dias morreu na noite desta segunda-feira, aos 85 anos. Estava internado no Hospital do Câncer de São Paulo desde o sábado passado, será velado nesta madrugada na Assembléia Legislativa e enterrado na cidade de Santos, São Paulo.
Fundador da Aliança Renovadora Nacional(Arena)em 1966, e atuante na chefia de organizações fascistas de "caça aos comunistas" da ditadura militar de 64.Destacou-se como braço direito do golpe militar e da ditadura. Ele comandou, em 1977, uma invasão à Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), onde estudantes contrários à ditadura tentavam recriar a União Nacional dos Estudantes (UNE). Foram presos, espancados, mais de mil alunos e levados para o quartel da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) e para as masmorras do desativado DEOPS, a polícia da ordem política social e técnicas de tortura de São Paulo
Erasmo Dias dizia ser réu e queria ser indenizado
"Sou estigmatizado por ter defendido com unhas e dentes o Brasil contra o regime comunista putrefato. Quero receber reparação. Tenho mais direito a ela do que aqueles terroristas que fizeram guerrilha e agora posam de heróis, ditando as regras neste país", diz.
Erasmo Dias considera-se um réu eterno por ter comandado a invasão do prédio da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, em 1977. "Há duas semanas, enviaram-me uma coroa de flores em que se lia:” Feliz Morte, Erasmo Dias".
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