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Boicote aos produtos israelitas
Apelo do CSP para que se mandem mails em massa às empresas portuguesas que comercializam produtos israelitas.
CSP - Comité de Solidariedade com a Palestina | Para Kaos en la Red | 31-10-2009 a las 20:30 | 1297 lecturas
www.kaosenlared.net/noticia/boicote-aos-produtos-israelitas
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Estando a participar activamente na campanha internacional de BDS, Boicote, desinvestimento e sanções a Israel, o Comité de Solidariedade com a Palestina tomou contacto com duas empresas portuguesas que comercializam em Portugal produtos agrícolas, como tâmaras e mangas, provenientes de Israel e dos colonatos. São elas a Nogueira & Barroco, Lda e a Manuel Duarte da Cruz, Lda.
Como é sabido, a comercialização de produtos dos colonatos viola as leis internacionais e da União Europeia. Uma vez que estas empresas até hoje não quiseram responder ao nosso pedido para que procurassem outros fornecedores, vamos iniciar uma campanha de pressão sobre elas, como está a ser feito pelo mundo fora em relação a inúmeras empresas, com vários resultados significativos.
Caso não haja reacção das empresas iremos reflectir sobre os próximos passos a dar.

Para já, convidamo-vos a participarem nesta campanha, através do envio massivo de emails dirigidos a essas empresas. Este tipo de activismo teve consequências positivas em situações semelhantes, pelo que é importante divulgarmos esta iniciativa aos nossos contactos.
Segue abaixo um modelo de carta, assim como os endereços das empresas.
Saudações solidárias.

O Comité de Solidariedade com a Palestina

À Direcção da …

frutasdourosul@mail.telepac.pt
m.d.cruz@iol.pt


A ocupação de territórios palestinianos é ilegal e formalmente condenada pela comunidade internacional em todos os seus organismos de relevo, nomeadamente a ONU, a OIT e a União Europeia. Essa condenação estende-se igualmente ao comércio com Israel como potência ocupante. A realização de negócios com empresas beneficiárias da ocupação, como é o caso das empresas israelitas, constitui um acto de cumplicidade com usurpadores de recursos palestinianos e configura uma violação do Direito Internacional. As empresas europeias que levem a cabo esses negócios colocam-se, assim, sob a alçada da lei.

Mesmo se até aqui as entidades competentes nem sempre têm feito caso da proibição de negociar com empresas beneficiárias da ocupação, essa é uma realidade que está em vias de mudar rapidamente. Também para fazê-la mudar, existe desde 2005 uma campanha internacional de boicote e desinvestimento contra Israel, semelhante àquela que ajudou a derrotar o regime de apartheid na África do Sul.

Muitas empresas – como a multinacional francesa Veolia – que se têm tornado, de forma consciente ou involuntária, cúmplices de uma política contrária às convenções de Genebra e condenada pela ONU, perderam ultimamente clientes e contratos importantes. Muito recentemente, o governo norueguês tomou a decisão de retirar o seu investimento da empresa israelita Elbit Systems Ltd, pelo seu papel central na construção do muro de apartheid na Palestina.

Pedimo-vos que sigam este e outros exemplos, deixando de comercializar produtos provenientes de Israel e dos seus colonatos, sob pena de se tornarem cúmplices de um regime de apartheid e limpeza étnica.

 
 
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