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Apesar do Bloqueio,sucesso da 27 edição da Feira de Havana (FIHAV-2009) no Expocuba
A forte presença estrangeira demonstrou o respaldo mundial à luta de Cuba contra o bloqueio econômico,comercial e financeiro imposto pelos EUA, vigente há quase 50 anos. Empresas brasileiras.
RHC,Fecomércio | 9-11-2009 a las 14:52 | 629 lecturas
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Entrada da Expocuba, a 27ª Feira Internacional de Havana (Fihav 2009), área de mais de 17 mil metros quadrados, com 24 pavilhões.

A Feira Internacional de Havana é uma das mais importantes da América Latina e o Caribe. Este ano, novamente contou com a participação de numerosas empresas estrangeiras. Expositores de mais de 50 países de todos os continentes assistiram a esta 27ª edição, na qual, como é costume, foram assinados importantes contratos e cartas de intenção para a compra e venda de produtos.

Cabe destacar a presença de executivos de 49 Câmaras de Comércio e de organizações promotoras dessa atividade, muitas delas acompanhadas por empresários. Isso evidencia o interesse e confiança dos homens de negócios estrangeiros no mercado cubano.

Sem dúvida, uma das atividades mais importantes nesta ocasião é a 7ª sessão do Comitê Empresarial Cuba-China. Hoje, o gigante asiático é o segundo parceiro desta Ilha. No ano passado o intercâmbio comercial entre as duas nações chegou aos 2,159 bilhões de dólares.

Canadá, Espanha, Venezuela e Rússia trouxeram, também, uma grande representação à Feira, que se encerrou no sábado. Cada dia foi dedicado a uma nação. A Espanha foi a prestigiada na abertura. Aliás, esse país europeu é o 3º parceiro comercial de Cuba. Em 2008, o comércio bilateral foi de 1,43 bilhão de dólares.

O pavilhão cubano mostra 111 empresas locais, voltadas principalmente para a exportação de produtos, bens e serviços relacionados com a saúde e o turismo, entre outros setores.

A forte presença estrangeira demonstra o respaldo mundial à luta de Cuba contra o bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos EUA, vigente há quase 50 anos. Cabe recordar que essa medida de caráter genocida foi rechaçada nestes dias numa votação na Assembléia Geral da o­nU.

A esmagadora maioria dos países representados no organismo internacional apoiou a resolução cubana contra o bloqueio, que teve 187 votos a favor e só três contra: EUA, Israel e Ilhas Palau. Dois se abstiveram: Micronésia e Ilhas Marshall.

Por causa do bloqueio, a imensa maioria dos empresários norte-americanos não pôde vir à Feira Internacional de Havana. Eles não podem comerciar com Cuba porque seu próprio governo proíbe as transações com a Ilha.

 

Empresas brasileiras participam de Feira Internacional de Havana

“É importante ressaltar que as oportunidades de negócios geradas pela Feira de Havana não se restringem apenas a Cuba, englobando também outros mercados internacionais”

 

Leandro Domingos, presidente da Fecomércio

 

A Feira Internacional de Havana (FIHAV) é há 26 anos no mercado caribenho e centro-americano e representa um importante meio de prospecção e introdução de produtos brasileiros naquela região. O evento é um importante instrumento de promoção de produtos de exportação e também tem contribuído para estreitar as relações comerciais entre países, além de oferecer às empresas brasileiras participantes oportunidade de inseri-las e consolidá-las no mercado cubano.

A FIHAV se consolidou como o encontro expositivo de maior interesse para empresas e homens de negócios de todo o mundo que de uma forma ou de outra se relacionam comercialmente com Cuba. Na última edição do evento, mais de mil empresas de 54 nações ocuparam a área de 17.608 metros quadrados destinados a expositores.

Leandro Domingos, presidente da Fecomércio, destaca que o objetivo da missão é o de proporcionar o ambiente ideal para que as companhias brasileiras possam apresentar seus produtos e serviços e selar parcerias com empresas e instituições cubanas. “É importante ressaltar que as oportunidades de negócios geradas pela Feira de Havana não se restringem apenas a Cuba, englobando também outros mercados internacionais”, afirmou o presidente.

O Brasil participou da FIHAV-2009 com umas 40 empresas em áreas como biotecnologia, construção e indústria alimentar.

Ministro brasileiro foi recebido por Raúl Castro

Brasil e Cuba assinaram novos contratos de cooperação

O presidente de Cuba Raúl Castro Ruz, recebeu na tarde-noite da ultima quarta-feira Miguel Jorge, ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio do Brasil, que participou da 27ª Feira Internacional de Havana, FIHAV-2009.

 

 

 
 
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