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Ao receber Nobel da Paz, Obama defende Guerra como instrumento de Paz
"O envolvimento dos EUA no Afeganistão deve durar anos e custar mais de US$ 10 bilhões anualmente para financiar uma adequada força de segurança afegã" General David Petraeus,Comando Central
Agencias EBC,iG, BBC- Brasil | 10-12-2009 a las 21:06 | 721 lecturas
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Obama defende Guerra como instrumento de Paz

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou na cerimônia de entrega do Prêmio Nobel da Paz, em Oslo, que "os instrumentos de guerra têm um papel a desempenhar para manter a paz".

No discurso de agradecimento, Obama afirmou que a guerra às vezes é necessária para combater o mal no planeta e garantir a segurança dos Estados Unidos, embora seus custos possam ser elevados. Obama afirmou que o uso da força às vezes é justificado, especialmente quando estão em jogo questões humanitárias. Para o presidente dos EUA, no caso da Al-Qaeda, negociações não levarão seus combatentes a depôr as armas.

Garantiu ainda que os Estados Unidos não podem sacrificar seus ideais, mas criticou a quebra de regras da guerra no combate a seus inimigos, numa censura implícita ao governo de seu antecessor, George W. Bush e reconheceu em seu discurso a contradição existente em que o prêmio seja concedido a ele quando há apenas dez dias ordenou uma escalada da guerra no Afeganistão, ao anunciar o envio de mais 30 mil soldados.

Algumas pesquisas mostram que muitos norte-americanos estão orgulhosos do prêmio a Obama, mas que a maioria não o considera merecido. A popularidade do presidente, no cargo há menos de um ano, já caiu para 50% ou menos, e há grande inquietação nos EUA a respeito da economia. Os críticos consideraram a decisão prematura, dado o fato de que neste quase um ano de mandato Obama tem poucos avanços concretos a oferecer no campo da política externa, o­nde se defronta com os desafios da guerra do Afeganistão e dos programas nucleares de Irã e Coreia do Norte

O envolvimento dos EUA no Afeganistão deve durar anos e custar mais de US$ 10 bilhões anualmente apenas para financiar uma adequada força de segurança afegã, afirmou o general David Petraeus, comandante do Comando Central, que supervisiona as operações no Iraque e no Afeganistão, assim como o Paquistão e outras regiões de conflito.

Em testemunho perante a Comissão de Relações Exteriores do Senado nesta quarta-feira à noite, Petraeus, um dos militares mais influentes dos EUA, afirmou que a soma seria necessária para estabelecer e manter uma força combinado da polícia e Exército afegãos de 400 mil membros - tamanho estimado pelos comandantes americanos como necessário para manter a total segurança do país.

“Não há sombra de dúvida de que o Afeganistão precisará de substancial financiamento internacional durante anos em várias áreas diferentes", disse.

O presidente afegão, Hamid Karzai, disse durante encontro com o secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, que o Afeganistão não será capaz de pagar por sua própria segurança até pelo menos 2024.

Essa é a primeira vez que Petraeus foi ao Congresso Americano para defender a nova estratégia do governo Obama para o conflito. Há nove dias, o presidente americano ordenou o envio adicional de 30 mil soldados a mais para a guerra contra o Taleban no Afeganistão.

 
 
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