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Alguém se lembrou do Dia Internacional da Liberdade de Imprensa?
Ontem, dia 3 de Maio, foi o Dia Internacional da Liberdade de Imprensa.
Pensa Galiza | 4-5-2009 a las 17:00 | 702 lecturas
www.kaosenlared.net/noticia/alguem-lembrou-do-dia-internacional-da-liberdade-imprensa
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Nom admira que se tratasse de umha efeméride pouco mencionada na maior parte de meios de comunicaçom do estado espanhol, mas sim que passasse tam despercebida na média digital independente.

O avanço imparável das novas tecnologias põem ao nosso alcance umha quantidade cada vez mais extraordinária de informaçom. Porém, a informaçom em caudal ilimitado, sem filtro nem interpretaçom, traduz-se em completa  desinformaçom  por saturaçom.

Na era digital, pois, é mais necessário do que nunca o labor de mediaçom dos meios de comunicaçom, um papel de ponte entre os acontecimentos e o público. Esse carácter é, precisamente, o que lhes dá o nome de «meios», já que se situam  no centro do processo comunicacional.

No entanto, nas sociedades capitalistas os meios som cada vez menos «meios». No âmbito legal do estado espanhol, som cada vez menos «serviço público» e, porém, cada vez mais empresa. Isto nom tem porque ser necessariamente mau, salvo quando de jeito propositado se fazem prevalecer interesses empresariais acima de umha comunicaçom  honesta  veraz.

Deveria causar repulsa que os meios de comunicaçom profissionais esqueçam comemorar como é devido o Dia Internacional da Liberdade de Imprensa, já que mais de 60 jornalistas fôrom assassinados em 2008, quase 700 fôrom detidos e mais de 350 meios de comunicaçom botárom o fecho. Isto, segundo estatísticas colhidas à baixa, pois seguramente seja só a ponta do icebergue.

Continuando no caso do estado espanhol —âmbito no qual exerce a imensa maioria da imprensa da Galiza—, a  precariedade laboral  que assola os meios de comunicaçom, ligada com o aumento de expedientes de regulaçom de emprego, situam-se como sérias ameaças a umha informaçom  livre e plural. E é que quando alguém vê o seu posto de trabalho em perigo e/ou comprometido por algumha informaçom, quem antes perde é a  verdade.

censura  que padece nos meios o  movimento normalizador galego,  a maciça presença dos colectivos galegófobos —mesmo no ente público CRTVG, criado para a promoçom do nosso idioma!!—, a desatençom aos movimentos sociais, as poucas informações críticas com as grandes empresas... som sintomas do anteriormente exposto.

A imprensa independente encontra-se com outros problemas. O mais comum, a —geralmente injustificada—pressom legalista e judicial  sobre as suas actividades, promovendo processos que polo comum som tam custosos que nom paga a pena combater e os projectos acabam por botar o fecho. No País Basco sabem-no bem, mas nom podemos esquecer que essa pressom existe também na Galiza, sobretudo com as ferramentas de comunicaçom mais claramente comprometidas com a  língua  e com a  soberania nacional.

Cumpre lembrar que umha informaçom plural, honesta, veraz e em liberdade é necessária para manter umha cidadania crítica e informada, garantes de um sistema de convivência democrática. Quanto isto nom se cumpre, dificilmente se pode acreditar que se viva numha autêntica democracia. 

http://www.galipedia.info/pensagz/index.php/noticias/editorial/96-editorial/295-alguem-se-lembrou-do-dia-internacional-da-liberdade-de-imprensa.html
 
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