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Alecrim denuncia Vicepresidência da Junta da Galiza por fazer apologia da prostituiçom
O Grupo de Estudos sobre a Condiçom da Mulher de Vigo (Alecrim) expressou o seu rejeitamento à inclusom de umha sexóloga e ex-prostituta de luxo, nas jornadas de sexualidade organizadas pola Junta.
BRIGA | 3-2-2009 a las 10:32 | 1365 lecturas | 12 comentarios
www.kaosenlared.net/noticia/alecrim-denuncia-vicepresidncia-da-junta-da-galiza-fazer-apologia-da-p
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A responsável da mesma, Ana Míguez, acusou publicamente à Conselharia de Vicepresidência regida polo BNG de fazer apologia subliminal da prostituiçom, polo que a associaçom feminista interpuxo a passada quarta-feira umha denúncia nos julgados de Vigo contra a Direcçom Geral de Juventude e Bem-estar, dependente da citada Conselharia. 

Além do mais, a porta-voz do colectivo assinalava que a administraçom autonómica fixera umha clara defesa velada da prostituiçom, ao apresentá-la ligada à sexualidade como se tiver algo a ver. Ana Míguez achava também que a interpretaçom que a juventude pode fazer é terrível, admitindo a prostituiçom como qualquer outro trabalho, absorvendo a mensagem de que comprar um corpo de mulher nom tem nada de mau. Aclarou que a associaçom nom tinha nada contra as prostitutas de luxo, mas afirmou que estas eram umha minoria, sendo a maior parte das mulheres dedicadas à prostituiçom extremadamente pobres. Finalmente, Alecrim informou de que apresentarám tembém a denúncia ante o Instituto da Mulher, o Observatório contra a Violência de Género e o Valedor do Povo.

A resposta institucional nom se fixo esperar. O porta-voz do BNG, Anjo Quintana, assegurou que Alecrim fixera umha “má interpretaçom” do acontecido, para louvar depois o labor “tremendamente meritório” da associaçom e rematar aduzindo que “a tod@s nos passa que de vez em quando nom temos razom”. O vozeiro nacionalista A Nossa Terra, o sítio web do centro Quero-te e as associaçons de Sexologia galega e espanhola fixerom públicos artigos, notícias e comunicados condenando a acçom legal.

De BRIGA queremos manifestar que a prostituiçom das mulheres, entendida como a mercantilizaçom dum corpo para ser empregado como objecto de prazer de quem paga, é na actualidade e de jeito abrumadoramente maioritário um tipo de exploraçom sexual ligada às máfias, a trata de brancas, a inmigraçom ilegal, e em geral a um dos mais rendíveis negócios do capitalismo patriarcal. Mais do 95% das mulheres prostitutas som-no porque nom tenhem outro médio de vida. Amparar a exploraçom brutal de milhons de mulheres sob a reivindicaçom da sexualidade livre ou do direito individual a prostituir-se parece-nos indefendível desde parámetros de esquerda revolucionária. 

Por outra banda, e derivado do direito a decidir sobre o próprio corpo que rege a nossa análise em sexualidade, entendemos como totalmente legítimo a decisom da prostituiçom quando nom interferem mais factores que a vontade própria de fazê-lo. O maior problema para este suposto é que no mundo que nos toca viver, esta situaçom dá-se numha fracçom ínfima de casos. 

É importante salientar os verdadeiros culpáveis e cúmplices: clientes que conformam o mercado, máfias que se encarregam de enganar/seqüestrar/chantagear à “mercadoria”, estados que permitem e se beneficiam desta economia submergida, etc. As prostitutas som vítimas, como o som @s trabalhadores/as que nom chegam a fim de mês ou a populaçom palestiniana arrassada polas bombas sionistas. Do seu lado nos ponhemos, nunca em frente.

Atendendo ao princípio de defender os direitos da maioria social explorada, nom podemos se nom aplaudir a decisom de Alecrim, por plantar-lhe face pola via legal a umha intervençom em sexualidade juvenil claríssimamente desnortada, e que funciona nas coodenadas do machismo e o patriarcado.
http://www.briga-galiza.org/principal.php?pag=ler&id=639
 
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Comentarios (12)

#1.- SEXUANDO

03-02-2009 10:57

Os profesionais do ámbito afectivo-sexual amosan a súa repulsa ás acusacións da asociación Alecrín sobre a suposta "apoloxía da prostitución" nas xornadas "Sexuando"

[ 30/01/2009 ] Diferentes colectivos e asociacións do mundo profesional no eido das relacións afectivo-sexuais quixeron manifestar nestes días o seu asombro e malestar polas acusacións realizadas pola asociación viguesa Alecrín sobre o congreso "Sexuando". Estes profesionais lembran que tanto durante as xornadas coma en concreto no relatorio de Valerie Tasso, obxecto das críticas de Alecrín, en ningún momento se abordou o debate da prostitución, e avalaron a ampla e recoñecida traxectoria de Tasso como conferenciante e investigadora no ámbito afectivo-sexual.

Ler artigo completo

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#3

Una|03-02-2009 12:29

Amparar a exploraçom brutal de milhons de mulheres sob a reivindicaçom da sexualidade livre ou do direito individual a prostituir-se parece-nos indefendível desde parámetros de esquerda revolucionária. 

Os homes tamén se prostituen ¿Xa non parece tan mal ou que?, ¿cambia algo?, non se ao final os que seguides a funcionar "nas coordenadas do machismo e do patriarcado" ides ser vos...

Menos moralidade cristia machista de pacotilla disfrazada de pseudo-radicalismo e máis conciencia de clase, que de iso si que  queda ben pouco. E porsupusto dereitos sociais e laborais xa! para as compañeiras e compañeiros da prostitución.

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#4.- Briga abolicionista...

Idácio|03-02-2009 13:08

O seja que Briga toma partido pola "aboliçom" da prostituiçom.... Lamentável.

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#5.- liberdade de expressom para as trabalhadoras sexuais

eu também som puta|03-02-2009 16:29

as putas teram direito a falar ou? som as primeiras afetadas e a sua voz está silenciada polo sistema... lamentável esta atidude

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#6.- Ana Míguez?

03-02-2009 20:58

é lamentável que Briga faga de altofalante desta reaccionária

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#7.- Hai que ler ben!

03-02-2009 21:12

supoño que para entender estes comentarios teño que interpretar que non lechedes ben o texto eh

"Por outra banda, e derivado do direito a decidir sobre o próprio corpo que rege a nossa análise em sexualidade, entendemos como totalmente legítimo a decisom da prostituiçom quando nom interferem mais factores que a vontade própria de fazê-lo. O maior problema para este suposto é que no mundo que nos toca viver, esta situaçom dá-se numha fracçom ínfima de casos"

Ir  contra as prostitutas por denunciar o papel delictivo dos "clientes" e as máfias no actual sistema capitalista e patriarcal?

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#8.- Algumhas aclaraçons

Responsável de comunicaçom de BRIGA|04-02-2009 00:13

Visto que a notícia nom foi lida com detenimento, fai-se necessário fazer as seguintes aclaraçons:

1. O texto expom  factos objectivos que nom som interpretáveis:

- A prostituiçom é um dos negócios mais rendíveis do capitalismo.
- A maioria das prostitutas vém-se obrigadas a exercer para subsistir, e nom o fariam de existir outras opçons.
- Evidentemente, essa fracçom minoritária que  sim tem oportunidade de decidir, tem  todo o direito a prostituir-se se assim o deseja.
- A esmagadora maioria das pessoas que se prostituem na Galiza som menores de 25 anos, inmigrantes em muitos casos sem papeis,  sempre sem  trabalho  e mulheres.

2. O texto nom se posiciona ante o debate legalizaçom/abolicionismo, limita-se a constatar factos reais.

3. A organizaçom expressa o seu apoio  à denúncia  de Alecrim por três motivos:

- Longe de criminalizar às prostitutas, assinala-se a ligaçom da prostituiçom com a sexualidade na que incurriu a Junta ao convidar a umha ex-prostituta de luxo  a falar, independentemente do tema da ponhência.

-  Valerie Tasso sim que defende a legalizaçom da prostituiçom, polo que quem está a posicionar-se é a própria Junta, nom BRIGA.

- A organizaçom concorda com Alecrim na  denúncia do continuísmo do bipartido  em matéria de sexualidade respeito da era Fraga.

Nom existe ánimo de abrir um infrutuoso debate por Internet, assi que sem mais, agradecemos o tempo invertido em ler os textos com certa calma.

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#9.- IL GIOCO (made in BEBE GIRLS) 1

Manu|04-02-2009 07:57

Las prostitutas hay algunas que lo son por gusto y esas son las ricas... luego hay las que se marginan y trabajan por poco precio entonces yo digo que lo que hay que hacer y que lo unico que vale es darles la legalidad para protegerlas como a los demas trabajadores y por ellas y asi que las controlen en salud para que yo este protegido sexualmente de las que ya no valgan casi para sexo (lo digo con respeto aunque con las sobrantes no se que se puede hacer con ellas) y que paguen impuestos como todos ... porque sino esto seria un descontrol.

mira, quizas, quizas y ya que tampoco se puede hacer nada mejor por ahora, para esos niños que les toco nacer casi sin opciones de vida... ¿porque no legalizamos los puestos de trabajo infantil con la mejor de las intenciones?

quizas podamos legalizar un espectaculo erotico mediante las ETTs?  esto si es tolerable

quizas en un momento de crisis estatal tu hijo o tu hija te diga que se van a estudiar a otro pais y despues de 12 años lleguen con una pequeña cotizacion por haber trabajado en la rama de la METALURGIA o tambien quizas del USO PERSONAL y por desgracia haya vuelto por encontrarse en paro y necesita encontrar trabajo ya para su hambre o quizas para completar sus nuevos y LUJOsos vicios adquiridos en esa moderna forma de vida.

Quizas a uno le guste esto y lo vea como una forma de vida como el calamar que si se le cocina lentamente se cuece casi sin inmutarse.

Escribo isto para o entender de cada un...    un abrazo

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#10.- IL GIOCO (made in BEBE GIRLS) 2

Manu|04-02-2009 07:59

                Pero ... aunque Alecrin tenga esta postura discutible ¿porque las demas asociaciones se le echan encima? esto si sucediese se aleja del respeto debido a que se supone que estan tratando de defender lo mismo... las asociaciones dependen de subvenciones muchas veces y de diferentes intereses...

aprendo a RESPETAR A MIÑA VIDA, ENTON RESPETO AS NOSAS VIDAS

... e se falamos de ¿Traballo en prostitucion infantil superior? Moito mais doado sera reducir a Dereito o traballo os 14 anos .... sutil

erro - aprendo - erro - aprendo ..... teño CORAZON para as persoas

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#11.- Defender o dereito a se prostituir?

GZlivre!|04-02-2009 15:33

Qué porcentaxe de prostitutas a nivel mundial, europeo ou nacional exerce realmente ese "dereito"?

Cada quen pode facer do seu corpo o que ben lle praza. Mais velaí está a clave. Cando te obrigan directamente as persoas mediante coacción e ameazas ou cando o fan as circunstancias desta inxusta sociedade na que vivimos non me parez que sexa precisamente o que eu ó menos entendo por "facer co seu corpo o que lle praza".

Si pretendemos liberar ó pobo traballador da esclavitude das clases propietarias do capital non se pode admitir nunha falsa ideia de liberdade á protitución como unha forma de sexualidade. Pois non o é. É o alquiler do corpo dunha persoa con necesidade a mans de un individuo/a con capital dispoñible.

Non falo de abolicionismo. Pois a pau seco o termo queda feble. Mais dende logo debe de ser un obxectivo claro o crear unha sociedade onde non sexa necesario ter que vendelo propio corpo para vivir.

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#12.- Vender forza de traballo

valerio|05-02-2009 00:24

e vender a forza de traballo? Pedides também a ilegalización do trabalho nas minas?

Hipócritas!

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#13.- Priorizan los derechos humanos

Manu|05-02-2009 11:03

Mi abuelo trabajó en las canteras disfrutando del dinero y sabiendo sus riesgos... cuando la silicosis lo mataba con 60 años nos dijo que ahora se daba cuenta de que no compensaba trabajar en eso mas de 5 años o por lo menos en esas condiciones laborales.

Uno de sus hijos veinte años despues empieza a darse cuenta de que no compensa porque se muere de lo mismo y dice que la trampa mas grave está en que ahora cuando les ofrecen seguir trabajando con las renovaciones de contrato los "inducen" a diagnosticarse como fumadores de mas de 50 cigarros diarios igual asi para todos los hermanos mas jovenes que tienen un grado mas leve de la enfermedad en aumento....

Supongo que tu te refieres a que hay que currar de lo que se pueda... pues quizas si la crisis aumenta y decides viajar a la rica ciudad Miami o Las Vegas pero alli te tratan como un "Sin papeles" "hispano"  y tuvieses una hija hambrienta pues encontrarte un puesto de minero sin seguridad laboral sera estupendo, trabajar de fresero sera lo que hay.... y para las mujeres trabajar por la noche con hombres diversos sera una posibilidad que aumenta cuando mas uno recuerda que la vida hay que lucharla y morir es lo ultimo que se hace... ademas de las mafias organizadas.

Supuesto "150 chicas viguesas y 50 orensanas liberadas en un trailer en Bosnia para continuar ejerciendo la prostitucion en diversos clubs organizados"  ¿y si lo legalizamos mejora la situacion? pues denme motivos para ello.  Saludos

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