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Marrocos Regime sob fogo
Em Marrocos, as classes dominantes estão a viver uma profunda e asfixiante crise global, por se ter tornado clara a falsidade das promessas da anunciada etapa de transição democrática...
Kaos Portugal | Para Kaos en la Red | 29-4-2009 a las 15:32 | 1554 lecturas
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...pós-Has san II – nova era, democracia, mobilização nacional para o desenvolvimento humano, ruptura com os anos de chumbo, etc.

  Com as massas em luta na rua, essa demo­cra­cia de escaparate entrou num beco sem saída quando os marroquinos boicotaram massivamente as fraudu­lentas eleições legis­lativas de Setembro de 2007.

Prisioneiro de uma política antidemo­crática e anti­popular, o regime responde com desespero às justas rei­vindicações dos cidadãos para fazer frente à carestia de vida, à flexibilização dos despedimen­tos e em massa dos trabalhadores, ao cres­­cimento do desemprego e da pobreza extrema,­ à marginalização, precariedade dos servi­ços pú­blicos, etc. Recorre à coer­ção, reprimindo as populações de Sidi Ifni, Sefrou, Bouarfa, Alhu­cenas, Mar­ra­quexe e Rabat, e ao diálogo social, com o pro­pósito de conter os protestos (por exem­plo, a criação de uma comissão par­la­mentar para investigar a repressão em Sidi Ifni) e prepara o terreno para a aplica­ção de leis mais restritivas (projecto de lei para regular­ o direito à greve e de sindi­calização).

A condenação da política opressora do regime marroquino passa pela solida­riedade com as vítimas da repressão; pela exigência da liber­tação imediata de todos os presos políticos, em particular dos es­tudantes de Marraquexe, e uma investiga­ção independente ao assassinato do estu­dante Abderrezak Algadiri na esquadra da polícia, depois de ter sido preso na manifes­tação de solidariedade com os pa­lestinianos de Gaza em 27 de Setem­bro; pelo repúdio do relatório da comis­são parlamentar sobre a repressão do levanta­mento popular de Sidi Ifni, que iguala o verdugo às vítimas; pela satis­fa­ção pelo Es­tado de todas as reivindica­ções popula­res; pela denúncia da subida dos preços e pela luta con­tra estes au­mentos, através das mais diversas formas, organizadas pe­las forças democrá­ticas e de es­querda, sin­dicatos, associa­ções, em particular as pro­movidas pelas coordenadoras nacionais criadas para esse fim.

Nunca é de mais reafirmar a necessi­dade da apli­cação do princípio de autode­terminação do povo sarauí, e do prosse­guimento das negociações di­rectas na bus­ca de uma solução política para o con­fli­to que evite a calamidade da guerra, que cesse a re­pressão e o cerco imposto ao Sa­ra e restitua todos os direitos ao povo sarauí.

De um comunicado do Comité Nacional da Amahj Addimocrati (Via Democrática)

 
 
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