Alguns meios publicárom ontem dados segundo os quais esse agrupamento religioso vai receber 50.000 euros acima do que já vinha recebendo do governo bipartido anterior no próximo exercício orçamentário. Ao todo, as dioceses galegas vam receber, só da Conselharia da Cultura, 300.000 euros dos fundos públicos pagos por todos e todas nós, graças à decisom tomada pola Conselharia. O significativo do caso é que, em simultáneo ao aumento do dinheiro para “intervençons no património eclesiástico”, som reduzidas as despesas em labores de investigaçom pública no ámbito cultural. Assim, as intervençons arqueológicas catalogadas como de interesse culturam passarám de 95.000 euros para 20.000.
A isso há que acrescentar os 150.000 euros com que se verám aumentadas as verbas correspondentes ao financiamento público de professores de Religiom (católica) nos centros de ensino da Galiza autonómica. Esse professorado cobra em funçom de um acordo Estado espanhol-Vaticano que permite aos organismos católicos a eleiçom de docentes que depois som financiados com o dinheiro público da Junta da Galiza.
Na verdade, o PSOE e o BNG já vinham financiando o professorado religioso e, portanto, o ensino confissional nas escolas da Galiza ao longo da última legislatura. De facto, no último ano a verba dedicada a esse objectivo atingiu os 14.891.581 euros. O extremista PP, que conta com membros da OPUS DEI e de outras seitas católicas entre a sua dirigência, limita-se a aumentar até os 15.044.860 euros, isso sim, em tempos de crise em que o presidente Núñez Feijó nom para de falar de “austeridade” no gasto público. É evidente que o doutrinamento católico é umha prioridade para o governo de Feijó em tempos de crise e austeridade…
 
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